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    fanfic da Degen_Aramis: Changing Seasons - Crossroads of destiny

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    degen_aramis
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    Re: fanfic da Degen_Aramis: Changing Seasons - Crossroads of destiny

    Mensagem por degen_aramis em Ter Out 26, 2010 11:43 am

    E como o capítulo anterior ficou meio "no ar", segue o próximo, e aproveito para dizer apenas, a título de pré e pós esclarecimento, que as aparências podem não corresponder às verdadeiras identidades (no caso de um determinado personagem)...respostas definitivas - mais adiante na trama...

    CAPÍTULO 4: REVELAÇÕES SURPREENDENTES

    Gaston sentira necessidade de se sentar numa das cadeiras ao pé da mesa, porque ainda não acreditava no que acabara de ler – aquela carta confirmava sem risco de dúvida o que ele já sabia, e que mais uma pessoa estava ao corrente dessa situação – aquele jovem. Vendo o olhar surpreso de Gaston, e que se sentara, o jovem voltou a usar da palavra:

    “Sim, Gaston, eu sei desse pormenor, de muitas outras coisas, e que temos um conhecido comum que desejaria com certeza ardentemente saber desta novidade… saber que Aramis é Renèe d’Herblay…”

    “Mas…mas como sabíeis disto? Apenas o Dur… apenas mais uma pessoa sabe sobre Renèe, e não vos conhece… a não ser que… estais a querer dizer que há uma quarta pessoa além de nós que sabe disto?”

    “Exactamente, Gaston. O Marquês de Mercoeur, que ambos conhecemos, anda à procura da noiva que o deixou humilhado, e o expôs ao ridículo…”

    “Mas…Monsieur, se me é permitido perguntar… com conheceis o Marquês? Como sabeis que trabalho para ele nesse assunto?”

    “Sim, é permitido perguntares, Gaston. Como vos disse, e como lestes essa carta, tenho conhecimento de muitas coisas, além de que quero divertir-me imenso com este meu plano… e chamei-vos a participar, porque sois de confiança e sempre fosteis leal a Richilieu. O Marquês é nosso conhecido comum, porque tanto ele como vós eram amigos do meu marido.”

    “Do vosso MARIDO? Perdoai-me, mas…vós sois um homem…como é isso possível?”

    Rindo-se sarcasticamente, face a esta resposta de Gaston, que a olhava estupefacto, e trocando um olhar com Ahmed, a toga que envolvia o jovem caiu ao chão, seguindo-se a máscara, revelando a verdadeira silhueta da pessoa.

    “VÓS????” - O queixo de Gaston caíra, e ele soltara um pequeno grito de susto, mas conteve-se logo de seguida. Baixando-se sobre um joelho, e fazendo uma vénia, pegou na mão da pessoa, beijou-lha, e disse:
    “Desculpai-me, Milady, é uma honra voltar a ver-vos.”

    “Nada disso, Gaston…apenas quero ser chamada de Madam…o outro nome morreu em Belle-Île… Bom, agora que estamos devidamente apresentados, outra vez, meu caro Gaston, peço-vos que isto fique entre nós, bem como as informações sobre Renèe. A seu devido tempo, na ocasião propícia, e mesma irei encarregar-me de revelar esta informação ao Marquês…mas será à minha maneira. Posso confiar na vossa palavra, meu caro?”

    Fazendo uma nova vénia, Gaston responde:

    “Com certeza, Madam, tendes a minha palavra. E se me permitis, e assim sendo, tomarei a liberdade de dentro de algum tempo vos apresentar alguém que também conhece a verdadeira identidade de Aramis… e que já arquitectou um golpe genial há vários anos atrás, mas que infelizmente, não resultou… Mas é deveras um mais-valia para o nosso…- se me permitis chamá-lo assim – o nosso grupo!”

    “Hmmmmm…estou curiosa em saber quem me ireis trazer, Gaston. Bom, agora ide, não é conveniente darem pela vossa ausência…Sois os meus olhos e ouvidos junto dos mosqueteiros…e do Cardeal… Alain, e James, que conheceis bem, ficam ao vosso dispor para qualquer imprevisto ou novidade importante que me queirais fazer chegar. Pela via habitual, nos locais habituais. Aqui a minha mão direita, Ahmed, não poderá andar muito por Paris, devido à sua aparência algo exótica… não queremos suscitar nenhum interesse… Bom, até breve, caro amigo Gaston!”

    “Até breve, Madam. Ahmed, Alain, James, até breve, meus senhores.” - e fazendo uma vénia, Gaston pegou no seu chapéu e saiu do salão, confiante que desta vez, os mosqueteiros iriam sofrer a lição das suas vidas...
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    Athos de La Fère
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    Re: fanfic da Degen_Aramis: Changing Seasons - Crossroads of destiny

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Out 27, 2010 6:55 am

    Que bom que continuamos em paz...

    cheers

    E Degen, maravilha... a continuação está dando água na boca.. e os trechinhos homeopáticos fazem aumentar a dose de mistério do que está por vir...

    Curiosidade total!!! Manda ver!!



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    degen_aramis
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    Re: fanfic da Degen_Aramis: Changing Seasons - Crossroads of destiny

    Mensagem por degen_aramis em Sab Out 30, 2010 2:51 pm

    Alguns dias de ausência, mas eis que regresso para postar mais um capítulo. Como introdução: trata-se de um capítulo que vai mexer a intriga, e que traz consigo uma descrição algo pormenorizada de uma divisão similar a uma farmácia, sendo que naquela altura havia uma espécie de "farmacêuticos", que criavam tincturas, remédios, unguentos, etc, com base em plantas e outras substâncias. E em relação às plantas mencionadas, todas elas são venenosas, e se mal utilizadas mortais. Mas no caso desta vilã, ela apenas as utiliza com outras finalidades, como verão. E algumas delas até crescem nos nossos quintais... portanto, quem quiser pesquisar sobre elas, usando os nomes em Latim, chegará a esses conhecimentos, e poderá eventualmente evitar possíveis contactos desagradáveis com qualquer uma delas.

    CAPÍTULO 5: PREPARATIVOS

    Dois dias depois, de manhã cedo, Madam, Ahmed e Alain faziam uma ronda de controle de todo o espaço envolvente da mansão. Verificavam todos os portões, muros, as passagens no jardim concebido em forma de labirinto, todas as passagens secretas dentro da mansão, com acessos interiores e exteriores, e terminaram esta inspecção na ala Este. Esta ala tinha sido construída de acordo com plantas muito especiais, que haviam sido copiadas dos originais pertencentes a Mansonne, e também dos originais pertencentes a Richilieu, da sua mansão em Bagneux**.

    Esta ala possuía então uma cave subterrânea bastante profunda e grande, onde eram armazenados certos materiais líquidos e vegetais (em grandes recipientes de estanho e cobre), a grande selecção nobre de vinhos e champanhes, e onde existia uma espécie de despensa, onde eram armazenados os víveres. No rés-do-chão, igual a qualquer outro piso de uma mansão, existia a cozinha, um salão, uma área de recepção de convidados, e o acesso directo aos jardins por uma imponente escadaria de mármore branco. O primeiro andar era a “pérola” desta ala: era constituído por um enorme salão de baile, com candelabros esplêndidos, decorado em tons dourados, com diversas telas de pintores famosos da época, uma área própria para instalar os músicos, um salão pequeno adjacente do lado esquerdo para onde os homens se poderiam recolher, e um segundo salão do lado oposto para onde as damas se poderiam recolher. Entre as duas enormes janelas ornamentadas, estava o acesso à enorme e belíssima varanda também em mármore branco, e da qual se tinha uma magnífica vista sobre os jardins e lago com pequenas cascatas.

    O segundo andar era constituído por cinco quartos individuais, cada um decorado de acordo com um mote específico de flores: o quarto das Rosas (neste caso, alusiva ao amor, por se tratar de decoração em tons de vermelho), o quarto Jasmim (a flor da noite e da elegância, por se tratar de decoração em tons de amarelo), o quarto dos Lírios (alusão à flor de Lis, símbolo Real), o quarto das Tulipas (alusivas à vida eterna e à nobreza - neste caso, porque se tratava de decoração em tons de roxo) e o quarto das Margaridas (alusivas à inocência e pureza). Finalizava esta ala um amplo sótão, constituído por uma só divisão, com grandes janelas e tectos altos, que poderia ser utilizada consoante a finalidade pretendida.

    Ao aproximarem-se da entrada da escadaria de mármore do rés-do-chão, vindos dos jardins, Alain olhou para cima e reparou numa silhueta a mexer-se entre as janelas do quarto das Tulipas. Sorrindo, tocou com a sua mão no ombro de Madam, e disse:

    “Parece que alguém acordou, e está a tentar fugir…”

    Madam apenas riu, e, trocando um olhar cúmplice com Ahmed, disse, sarcástica:

    “E parece-me que nós iremos lá para baixo, terminar as nossas substâncias… Enquanto vós, meu caro Alain, tereis a gentileza de fazer companhia à nossa hóspede… até que nós tenhamos teminado…”

    Depois destas palavras, Alain fez uma vénia, e dirigiu-se para o quarto indicado utilizando uma das passagens secretas que interligava todas as divisões dessa Ala. Ahmed e Madam, atravessado o salão do rés-do-chão, chegaram perto de uma estátua do deus Marte, e Madam tocou no crânio da mesma, fazendo abrir uma porta por detrás da mesma, revelando uma passagem que levaria a uma câmara secreta, instalada no subsolo.

    Esta era a “câmara herbal” de Madam, equipada exactamente como um estabelecimento de um farmacêutico: muros de pedra escuros, tapados por seis armários de nogueira, um grande armário de parede de remédios, e um baú de ébano encostado ao fundo da divisão. Ao centro da divisão fracamente iluminada por duas tochas (por razões de preservação e conservação das plantas), estava uma grande mesa de madeira, oval, onde estavam dispostos ordenadamente diversos potes albarello, pequenas garrafas cilíndricas e de pescoço comprido, potes de unguento de Delft, uma balança, um “formador de comprimidos”, um dobrador de papel para substâncias pulverizadas e um almofariz com o seu pilão. Numa mesa de carvalho mais pequena, redonda, estavam uma caixa móvel de farmacêutico fechada, ao lado do quinto volume do Qanum, o Cânone da Medicina, de Avicena, e os volumes da “Magia Naturalis” de Gianbattista della Porta. Num armário com vitrina transparente, estavam inúmeros velinos e pergaminhos escritos, profissionalmente arquivados.

    Colocando luvas grossas e uma máscara em frente da cara, seguida neste gesto por Ahmed, Madam dirigiu-se directamente ao segundo armário de nogueira, retirou de lá três pequenos frascos cor âmbar, voltou à mesa, e verteu pequenas quantidades das substâncias legendadas
    “Mandragora”, “Conium Maculatum” e “Hyoscamus niger” para dentro de um pote albarello, mexendo-o suavemente. Ahmed tinha retirado outros dois frascos legendados “Datura Stramonium” e “Brugmansia suaveolens”, e misturava os extractos secos no formador de comprimidos, criando pequenas esferas perfeitas.
    Madam verteu a mistura obtida para um pequeno frasco de vidro castanho, e selou-o. Ela dirigiu-se novamente ao armário, desta vez para trazer um frasco legendado “Aconitum napellus”, retirou dele um pequeno pedaço de raiz, colocou-o no almofariz, voltou a fechar o frasco, e pegou no pilão. Depois de ter triturado a raiz, acrescentou-lhe alguma água, criando uma pasta fluida, e guardou-a num pequeno frasco de grés.

    Depois de terem terminado, Ahmed preparava-se para guardar o almofariz, mas não pôde conter um elogio sobre os detalhes ornamentais do mesmo:

    “Madam, tendes mesmo um gosto excepcional pelos vossos utensílios. Em bronze, com ornamentos de serpentes e crânios…maravilhoso!”

    Madam riu-se, e disse, divertida:
    “Obrigado, caro amigo. Mas quem me inspirou foi um dos vossos conterrâneos, que conheci em Espanha…Foi ele que fez este almofariz para mim…um grande artesão! Bom, então vamos lá testar as nossas substâncias. Preciso de saber se assim as quantidades estão bem, ou se teremos que fazer algum ajuste para a nossa vítima…”

    No segundo andar, diversos barulhos de luta vinham do quarto das Tulipas, e ao entrarem, Alain tinha acabado de amarrar uma jovem mulher, da mesma altura que ele, a uma cadeira, prendendo-a com cordas em redor das mãos e pés, e tendo-lhe colocado uma venda em frente dos olhos. Ela debatia-se furiosamente, e ameaçava o seu oponente, exigindo que ele a libertasse, mas mesmo toda a sua energia não tinha qualquer efeito: estava firmemente imobilizada na cadeira. Ao ouvir passos de pessoas a entrar, ela ripostou:

    “Quem sois vós? Onde é que eu estou, e porque é que me raptastes? Não tendes qualquer direito de me tratar assim… SOLTAI-ME!”

    “Sois deveras uma mulher resistente… Mas um confronto directo com o meu guarda-costas foi tempo perdido… Quanto a nós, apenas precisamos de vós para a nossa causa, sois muito valiosa… e uma vez terminada a missão, ireis retornar à vossa vida normal… sem memória de nada, claro!!”

    “O que quereis dizer com isso? Não vos fiz nada…nem sei quem sois! Apenas cobardes agem assim, sem se revelarem… LIBERTAI-ME!!!”

    Madam fez um gesto com a sua mão, fazendo sinal a Ahmed para iniciar o teste. Ahmed, ainda envergando luvas, pegou no pequeno frasco de grés da mão dela, e molhou cuidadosamente um pedaço de linho branco. Dirigindo-se à mulher silenciosamente, agarrou-lhe no queixo, e tocou levemente o pano embebido em redor dos seus lábios e boca. Afastando-se, os presentes aguardaram pelo resultado, contando decrescentemente de dez para um.


    “O que me fizestes? Que gosto amargo é este? O que…a minha boca… não consig…….” – ela não pôde terminar a frase, porque um formigueiro e ardor, seguidos de uma sensação de dormência envolveram a sua língua, boca e lábios. Seguiu-se uma paralisia total, e ela não mais conseguia move-la, nenhum som saía, apesar de continuar a debater-se com o resto do corpo.

    “Oito segundos…isto é impressionante. Funciona perfeitamente, Madam.” – Ahmed sorria satisfeito.

    “Óptimo. E agora que ela está muda, vamos testar a segunda mistura… e permitir à nossa convidada de nos ser útil…” – Madam com um gesto, pegou num dos comprimidos que Ahmed tinha feito há instantes, e, com a sua mão enluvada, abriu a boca da mulher, colocou-lhe o comprimido na língua, fechou a boca e forçou-a a engoli-lo. Instantes depois, a mulher tinha tido alguns tremores e convulsões, e as lágrimas corriam-lhe pelas bochechas, enquanto que arqueava freneticamente o peito. Ficou imóvel na cadeira depois disso.

    Alain desatou-a, e teve que a levantar, porque ela não reagia de forma alguma. Conduziu-a a uma outra cadeira, junto à escrivaninha, sentou-a, e colocou-lhe uma pena na mão. Depois retirou-lhe a venda, verificando que o seu olhar estava vítreo, e ela apenas olhava para o infinito. Madam concluiu, profundamente satisfeita:

    “Excelente! Esta também funciona. Agora nós, minha querida senhora… Ireis escrever uma bela carta…”


    **Nota final da autora: A mansão de Mansonne, do animé, em que havia o sistema de roldanas que faziam movimentar as divisões, usada para trocarem os gémeos; a mansão de Richilieu em Bagneux tinha nas suas divisões um poço profundo secreto, que o Cardeal, fingindo ser atacado, utilizava para "se ver livre" dos seus inimigos, ao fazê-los refugiar-se para a suposta "segurança". Trata-se de algo verídico, e recentemente, em escavações, foram lá descobertos restos de ossos humanos, que corroboram estes acontecimentos. Esta referência vai ser importante mais à frente na minha fic.
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    Fraulein Andreia MC
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    Re: fanfic da Degen_Aramis: Changing Seasons - Crossroads of destiny

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Seg Nov 29, 2010 10:10 am

    Wow!
    Conspiração, intrigas, cenas de humor entre os nossos amigos. Aquela do "tio Porthos" foi demais.
    Estou desconfiada de que Madam é Milady... Porque será?
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    Re: fanfic da Degen_Aramis: Changing Seasons - Crossroads of destiny

    Mensagem por degen_aramis em Qui Dez 16, 2010 1:00 am

    Alô a todos,
    como autora desta fic tenho estado ausente... silent mas não a esqueci... fica prometido aos leitores que muito em breve postarei os capítulos seguintes!!! Razz

    E muito obrigado a todos aqueles que têm aguardado tão pacientemente pela continuação, e que têm lido os anteriores... cheers

    Até breve,

    degen_aramis

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    Re: fanfic da Degen_Aramis: Changing Seasons - Crossroads of destiny

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