Sanjuushi Home Realm Forum

Um fórum para reunir todos os fãs de lingua portuguesa da série Sanjuushi, os 3 mosqueteiros, e da cultura japonesa!

Devido a motivos pessoais e profissionais a Administração do fórum encontra-se algo parada, bem como a publicação de novos posts, pede-se encarecidamente a todos os membros interessados para que ajudem neste período de hiato prolongado.

    RIVALITÉ

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    Athos de La Fère
    General dos Mosqueteiros
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    RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Ter Fev 05, 2013 4:59 am

    Rivalité

    Chapitre 1 : Prologue

    Phillipe Rochefort de Richilieu é um jovem parisiense, de 27 anos, solteiro, mas namorador. De família riquíssima (descendentes da antiga nobreza da França), é órfão de pai e mãe desde os 06 anos, quando seus pais sofreram um trágico acidente de carro. Foi criado pelo Tio Jacques de Richelieu, irmão mais velho de seu pai, Richard de Richelieu. Jogador de vôlei profissional no time Les Archanges, proveniente da Université Catholique de Paris, Rochefort, como gosta de ser chamado para evitar associações com o nome de seu tio, joga na posição de atacante. Detesta imaginar que pensem que ele só está no time porque é sobrinho do técnico. Põe-se a prova o tempo todo por isso, apesar de ser um jogador excelente, o melhor do seu time, com reconhecimento de todos da equipe. É também estudante de Mestrado em Ciências Econômicas, muito inteligente, de personalidade ácida, um tanto ambicioso, e muito dedicado a tudo o que faz. Lealdade e perfeccionismo são suas obsessões. Às vezes o chamam de Roche. Não se sente muito satisfeito com sua própria vida, especialmente pela rigidez com que seu tio o trata. Seu melhor amigo é Vincent Buckingham, carinhosamente chamado de Buck por todos. Buck é um gozador, vive fazendo piadas com tudo e todos, é muito querido pelo jeito extrovertido, faz amizade muito rápido, e também é bastante namorador. Namora Winter, jogadora de vôlei do time feminino dos Arcanjos, mas não é nada muito sério. Identificou-se com a garota porque ambos são franco-ingleses, ela com pai francês e mãe inglesa, ele, o oposto. Buck tem a mesma idade de Rochefort. Mora sozinho num bom apartamento na área nobre de Paris. Seus pais são divorciados. Sua mãe casou-se novamente com um francês, e seu pai, inglês, mora na Inglaterra onde vive também com sua segunda esposa e filha, meia-irmã de Buck, Rebeccah Buckingham, ou Becky.
    Falemos um pouco de Jacques de Richelieu. Homem austero, de 52 anos, é o Tio de Rochefort. Ama seu sobrinho, sem sombra de dúvida, mas não sabe demonstrar muito bem. O criou com muita severidade, e muita cobrança de perfeição, tanto no campo acadêmico, quanto nos esportes. Provocou precocemente a paixão pelo vôlei no menino que começou a treinar aos 8 anos. Quer que seu sobrinho seja um vencedor. Jacques foi jogador profissional de vôlei, chegando a representar a seleção francesa nos jogos olímpicos de 1988 (Seul) e 1992 (Barcelona), além de disputar 03 Ligas Mundiais de Vôlei Masculino de sua época. Em seu time/clube em Paris Les Faucons, jogou e foi sempre o melhor em campo durante toda a sua carreira. Após sua aposentadoria precoce (em sua visão), aos 32 anos, tornou-se técnico de vôlei masculino e trabalhou para times de grande expressão. Les Archanges é um time que ele mesmo fundou, com o apoio da Universidade Católica, da qual também foi aluno em sua época e onde Rochefort e Buckingham estudaram, ou estudam até hoje, já que Rochefort cursa o Mestrado. Les Archanges são portanto a menina dos olhos de Richelieu. Os Arcanjos vinha sendo o melhor time de todas as temporadas até a entrada de uma nova equipe na Liga... Les Mousquetaires, treinado pelo famoso técnico Henry de Treville, que foi treinador oficial da seleção juvenil de vôlei masculino e feminino e rival de Jacques, já que jogava no Loups, time que mais dava trabalho para Les Faucons, que até perderam o título de 2 Nacionais contra eles; Treville jogou nestes dois campeonatos e pode-se dizer que ele foi o responsável pela derrota dos Faucons.
    O novo time de Treville (assumiu-o no início da temporada) nunca teve performance expressiva no cenário do esporte francês, mas depois da entrada dos atacantes Athos (de La Fère) e Porthos e do jovem levantador D’Artagnan, vinham marcando presença e terreno nos campeonatos disputados. Seu empenho e vitórias os classificaram para a Liga Nacional de Vôlei Masculino, e eles treinavam com afinco para essa disputa. Queriam ser os primeiros. Ganhar o Campeonato Regional contra o Les Archanges foi uma delícia e incentivou muito o time. Rochefort havia ficado furioso com a derrota, perder para quase iniciantes o deixou revoltado. Mas eles também conseguiram se classificar para o Nacional, já que ficaram com a medalha de prata. Sendo assim, a revanche viria no jogo tão esperado por ambos os times, que pleiteavam nada menos que a medalha de ouro, devendo portanto, disputá-la na final do campeonato.
    Ah, como estes dois times pleiteavam esta medalha. Dela vinha a chance de disputar o Mundial. Precisavam garantir chegar às finais e finalmente, estraçalhar o inimigo em campo. Athos, de 25 anos, tinha personalidade calma e serena, mas era um atacante muito competente, excelente estrategista (ajudava muito a seu técnico com sugestões) e sabia trabalhar em equipe, bem como comandá-la, por isso, assim como Rochefort para os Arcanjos, de La Fère, como era chamado e vinha escrito em sua camisa do uniforme, era o capitão de seu time. Athos também tinha um perfil competitivo, apesar da calma, tinha apetite voraz pela vitória e, portanto não gostava nada de perder. Era muito esforçado e empenhado, cobrava bastante da equipe, apesar de não ser o técnico.  Ainda assim, todos reconheciam sua liderança, pois ele fez muito pelos Mosqueteiros desde que entrara no grupo. Era bastante admirado e já tinha despertado a atenção de alguns olheiros do esporte. Namora Renée Aramis há 7 meses. Conheceu-a através de seu técnico Treville, que a trouxe para assistir ao treino dos Mosqueteiros. Athos tinha acabado de entrar para o time na época. Seu melhor amigo é Porthos, outro do tipo Buckingham, muito espalhafatoso, brincalhão, as únicas diferenças entre ele e Buckingham eram seu apetite exagerado, como tinha fome este atacante, e seu pavio curto, sim, Porthos é muito explosivo e reage por impulso a muitas provocações. Mas consegue se relacionar bem com os amigos, porque é o mais forte de todos, sendo assim, não ousam fazer brincadeiras que podem ofendê-lo, ao contrário, procuram sempre agradá-lo. Ele só respeitava muito a Athos, pois é um grande amigo, de todas as horas. Athos também é de família rica, e coincidentemente perdeu seus pais num acidente, mas não de carro, e sim de avião. Viajavam a trabalho, eram médicos e faziam trabalhos voluntários uma vez ao ano em missões sociais, na África e Ásia, em regiões onde a pobreza era extrema, quando seu avião caiu. Não houve sobreviventes. Atualmente, Athos mora sozinho numa cobertura. Porthos era de família de classe média alta, e conhecera Athos na escola. Por ser gordinho, Porthos era sempre menosprezado pelos coleguinhas de turma, e Athos foi o único que se solidarizou com ele; a partir daí, tornaram-se grandes amigos. Inseparáveis. Porthos tinha 24 anos, um a menos que Athos. O jovem D’Artagnan, ou D’Art como o chamavam, era o novato, com 19 aninhos, acabava de entrar para o time. Não era tão alto quanto seus companheiros, mas não podia ser subestimado, pois é um ótimo levantador. Foi descoberto por Treville na Universidade onde estudava Informática. De personalidade cativante, alegre, fez logo amizade com o time, principalmente com Athos e Porthos, que de imediato caíram em sua graça. Tinha vigor incrível, muito veloz, e hábil para mudar o movimento na “hora do lance” se achasse necessário para completar uma jogada. D’Art é O EMPOLGADO. Adora Constance, que veio ver o treino deles com Aramis num outro dia desses. Aramis e Constance jogavam no time feminino dos Mosqueteiros e vez ou outra, depois que Athos e Renée começaram a namorar, vinha ver o treino do masculino. Constance era uma jovem de 18 anos, muito esperta e rápida para jogar. Era atacante como Aramis, mas tinha personalidade doce e meiga. Já Aramis era mais incisiva, o melhor bloqueio e as cortadas mais doloridas que os braços das adversárias puderam comprovar. Aramis é uma moça de 23 anos, muito obstinada, que sempre foi vítima de preconceito por gostar de esportes masculinos. Já havia praticado esgrima, tiro ao alvo, mas gostava mesmo é de vôlei. Por sofrer preconceito, tenta provar a todo instante que é capaz. Certa ocasião, quando ainda adolescente, em seus 16 anos fingiu ser um menino para jogar na quadra do bairro com os garotos que sempre ficavam por lá. Arrasou jogando. Mostrou ser muito boa. No final da partida, tirou o boné e revelou-se uma garota. Os meninos ficaram furiosos por terem sido enganados, principalmente os que perderam para o time em que ela jogava. Desde então ela luta para mostrar que é tão boa quanto qualquer homem em qualquer coisa!! Odeia machismo! Gostou de Athos porque ele se revelou um homem sensível aos sentimentos das mulheres. Mas havia tanto o que descobrir do mundo ainda. Aramis tinha um espírito aventureiro e personalidade intensa. Este é o cenário desta história.
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    Athos de La Fère
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 5:03 am

    Chapitre 2
    Dia de treino no ginásio dos Arcanjos
    R: - Hey, ho, let’s go! E aí, donzelas, estão prontas para o treino?
    B: - Cadê o Técnico?
    JR: - Na quadra, Buckingham, onde também deveria estar! Venham já pra cá, agooora. Louis, as bolas novas...
    R: - Hummm... São mais pesadas... E pulam bem, disse enquanto as batia no chão uma a uma.
    B: - Pelo visto sim... também bateu numa delas... começo sacando.
    R: - Vai...
    JR: - Em formação, os dois times de sempre, já! Buckingham e Rochefort, exceto vocês, não os quero no mesmo time de treino hoje. Podem separar-se. Cada um para um lado da quadra.
    B: - Oui.
    R: - Uuuh... Ok. Aí vou eu, lado B. 
    Antoine (An:): - Que bom, Roche...
    R: - Segura o fundo, Tony... –se depender do Jussac, já era, rs- cochichou com o companheiro. Jussac não era muito bom, mas Jacques apostava nele. Ele era o único que detestava Rochefort, o achava um arrogante e exibido.
    JR: - Priiii... Apitou o início dos treinos... primeiro aqueçam nas posições onde estão, ao meu segundo apito, começamos a jogar... VÃÃÃÃÃO!
    B: - Afe, ele quer nos matar, o aquecimento sempre tem 100 flexões.
    George (G): - Acho que quer mesmo... depois ainda tem a corrida na quadra...
    *
    Dia de treino no ginásio dos Mosqueteiros
    A: - Sr. Treville, acho que o François precisa de mais incentivo para jogar, ele anda muito desanimado, não sei se está passando alguma coisa em particular que o tem atrapalhado, mas notei que ele não está envolvido. No treino de ontem, o Sr. notou como ele estava distante? Nosso lado tomou um Ace porque ele se desligou da jogada, da partida, na verdade.
    T: - Tenho percebido o François distante não é de hoje.
    A: - O Sr quer que eu fale com ele? Eu até já tentei, mas não me aprofundei, ele foi evasivo e senti que ele não queria comentar comigo. Talvez com o Sr. ele se abra.
    T: - Eu vou falar com ele sim. Mas o desempenho do D’Artagnan está melhorando muito... tenho gostado dele na rede, muito mesmo. Orgulha-me, este garoto!
    A: - Ah, sim, ele é sensacional. No Regional ele foi fundamental para ganharmos aquela partida contra os Arcanjos... sem as levantadas dele, não sei se teríamos conseguido ataques tão eficazes, o bloqueio daquele Buckingham e do Rochefort é quase impenetrável.
    T: - Eu sei, e nisso temos muito que melhorar. Nosso bloqueio é ruim... Athos, você e Porthos são altos... quero-os 2 metros acima da rede se necessário, tá legal? Vejam como podem melhorar isto.
    A: - O Sr. tem razão, disse um tanto frustrado, nós vamos nos esforçar.
    T: - OK, muito bem. Tem feito um ótimo trabalho, e você é um excelente capitão, Athos.
    A: - Merci, Sr. Treville.
    ......
    A: - Porthos... bloqueio... precisamos subir 2 metros... rs rs 
    P: - Que é isso!! De quem é a brilhante idéia?
    A: - Do Sr. Treville, fala com ele... hahahaha
    P: - Ah, ham... bem, então vamos treinar a subida... Precisamos do D’Art e do Emile. Ok?
    A: - Emile, D’Art, podem nos ajudar com bloqueio?
    D: - Só se for agora... vamos, Emile?
    E: - Claro.
    E lá foram os dois colegas de time. Emile era o atacante reserva... ia atacar para que Athos e Porthos fizessem bloqueios. Emile era o mais alto da equipe, então, suas cortadas certamente seriam acima dos dois... além disso, Porthos e Athos subiram um pouco a rede, não vai acontecer no jogo de verdade, a rede terá a altura que tem de ter, a padrão dos jogos profissionais, mas na quadra, para treino, para ajudá-los a subir mais no bloqueio, haveria de servir.
    A: - Vou esquecer a rede e imaginar um muro... vai ficar mais fácil para mim..
    P: - É, eu farei o mesmo, se eu focar na rede, pode ser que na partida oficial eu me lasque porque a rede será mais baixa e eu vou me confundir. Vai Emile, pode mandar ver... D’Art levanta isso bem alto!!
    D: - HEHE Pode deixar, Porthos.
    T: - E vocês, molegas, RECEPÇÃO, jáááá!!
    Time: - Oui, Monsieur!
    T: - Isso mesmo, Raça!!!
    Time (uma parte): - UM POR TODOS...
    Time (outra parte): - E TODOS POR UM...
    T: - Isso é para que sempre se lembrem que na quadra, somos todos um, nada de individualismos, isso nos leva a derrota, entenderam!! Não estamos aqui para brilhar sozinhos, todos juntos é que fazemos a diferença!!
    Isso é pra teres uma idéia do treinamento, leitor:

    ......
    No vestiário do ginásio dos Arcanjos
    JR: - Phillipe, você precisa melhorar o passe.
    R: - Que?
    JR: - Precisa ser mais assertivo com o Jussac também. Você é o atacante e não o fundo de quadra, o que fez você ‘tomar’ 3 jogadas que eram claramente de Jussac?
    R: - Huuumm, deixa eu pensar: Meu egoísmo?! Hahaha Sorriu maliciosamente. Rochefort sempre respondia com ‘atitude’ a seu tio Jacques por causa das cobranças a que ele fosse sempre o melhor. Mas, para que seu tio e técnico não perdesse o respeito do time todo, procurava fazer isso sempre longe da vista de qualquer um. Na frente de seus companheiros de time, fingia certa ‘submissão’ ao técnico. Algo porém, nem sempre escapava ao melhor amigo Buck, que de bobo não tinha nada.
    JR: - Não seja infantil.
    R: - Infantil?! Ora, todos sabemos que Jussac não consegue cobrir o fundo, não sei porque aposta nele, mas ele devia aquecer o banco.
    JR: - Não seja soberbo e arrogante.
    R: - Estou sendo é realista, meu tio, mas se insiste nele, verei o que posso fazer em quadra para não sermos massacrados pelos mosqueteiros mais uma vez.
    JR: - Perdemos aquela partida, mas teremos nossa revanche se chegarmos a final do Nacional e estou contando com isso. Eles é que tem que lutar para chegar lá. Agora vocês tem plenas condições de ganhar com o time que temos... forte... E Jussac só joga assim quando você está no treino, você o intimida, em vez de incentivá-lo. Que bom capitão você é! Talvez eu deva colocar o Buckingham em seu lugar. Aliás, você faltou duas vezes neste mês...
    R: - Estou escrevendo uma dissertação de mestrado, caro tio, não se lembra? Eu tive reunião com o orientador, ele só podia naqueles dois dias, tinha viagem marcada, se eu perdesse a orientação, meu trabalho se atrasaria e
    JR: - Você e suas desculpas... organize-se melhor e dedique-se ao seu time. Precisam do seu capitão.
    R: - Mas eu............ Jacques saiu deixando-o falar sozinho. Ah como Rochefort detestava essa reação do tio. Os desentendimentos eram constantes.
    JR: - Bufando, pois também se irritara com o sobrinho, Jacques voltava para casa, em seu carro, pensativo... GRRR.... eu só quero que seja o melhor entre os melhores... se eu não tivesse me contundido, me aposentaria somente aos 35... ainda tinha fôlego para jogar... não quero você com o mesmo destino que eu... você pode mais!!
    Rochefort já saíra do vestiário e do ginásio. Eram 19h. Ele foi com Buckingham para um bar “A Taverna”. Gostavam muito de lá, a cerveja era boa e as mulheres lindíssimas... lá estavam duas loirinhas lindas sentadas numa mesa perto de uma das janelas. Uma era bem mocinha, Buckingham ficou fascinado por ela, mas chamou a atenção de Rochefort a outra loira, alta, de mochila vermelha. Usava um tensor na mão esquerda que cobria o pulso e uma parte do antebraço.
    R: - Olha lá, deve ser esportista também...
    B: - Sofreu alguma luxação? Pobrezinha, devíamos ir lá perguntar se está tudo bem, não acha?! 
    R: - Hummm.... seu safado... é uma excelente idéia, sabia!!
    Lá foi Rochefort. Buckingham, o incentivador, acabou ficando sentado, só assistindo...
    R: - Bonsoir, moças...
    C: - Ah... sem graça e encabulada... Bonsoir.
    Aramis se surpreendeu, quem era aquele? Opa, esse rosto não era estranho... siiiiiim, era ele.... da revista... os Arcanjos eram muito conhecidos no mundo do vôlei, HÁ!!
    Ar: - Olá, Rochefort...
    R: - ME CONHECE? Sorrindo muito maliciosamente. Aramis já ouvira falar dele, de como Athos o descrevera para ela... sujeito exibido e arrogante. Ela decidiu esnobá-lo. Até porque, o primeiro contato com ele mostrou que Athos estava certo. Ele lhe pareceu um homem antipático e convencido. Tinha que mostrar sua opinião a ele.
    A: - Conheço... você é o capitão dos Arcanjos..
    R: - Me conhece mesmo!! De onde, posso saber? Sentou-se a mesa com elas, mesmo sem ser convidado.
    Ar: - Jogo vôlei também, e você é bem famoso, eu até o vi numa revista.
    R: - Huuuuum, e gostou do que viu? Insinuando que podia bem ser outro tipo de revista, e não uma do ramo de esportes, como era o caso que Aramis citava. Ela percebeu a malícia. ¬¬
    Ar: - Adorei...  Sorriu parecendo muito simpática.
    R: - É mesmo... E o que viu?
    Ar: - Que você e os Arcanjos foram derrotados no Regional... pelos Mosqueteiros... disse a última palavra, frisando-a bem, enquanto virou o tensor e mostrou a palma da mão. Havia o símbolo dos mosqueteiros. Ah, quanta raiva!!! Rochefort queria explodir de ódio!!
    R: - *uma mosqueteira, porcaria, porcaria* Não perderia a pose! Veremos se vão repetir a façanha no Nacional, estamos prontos para esmagá-los, queridinha. Diga a seus amiguinhos que não terão chance.
    Ar: - Não sou de levar recados, queridinho, mas para constar, eles também estão prontos para trucidar os Arcanjos a qualquer hora. Riu desdenhando.
    R: - Ria, mosqueteira, não sabe que quem ri por último, ri melhor?
    Ar: - Sei... é por isso que você chegou aqui rindo, mas sai chorando.  E ela sorriu esticando bem os lábios. Constance não resistiu e caiu na risada. Rochefort se levantou, fumegando, mas derrotado. Voltou para sua mesa com cara de “ué”.
    R: - Merde! A garota me humilhou, Buck... Estranhamente ele começou a rir, rir de si mesmo.
    B: - E você não está puto?! Ih, o que foi que houve?
    R: - Estou, estou sim...  Ainda sorria... Ela é um deles...
    B: - Do que está falando!!
    R: - Você ficou aí só olhando e não percebeu o símbolo no tensor que ela está usando? A flor de lis, Buck. A garota é uma mosqueteira, joga no feminino. Novamente ria.
    B: - E ela te esnobou, porque você saiu com cara de paisagem, isso eu vi bem. 
    R: - É que eu fiquei, besta, sei lá o que me deu. De perto ela é muito mais bonita. MERDE!! Bateu na mesa!
    B: - O QUE?!
    R: - Não peguei o nome dela, porcaria!!
    B: - Vai lá e pergunta!!
    R: - Tá certo, mas preciso pensar numa estratégia, ela já me sacaneou, agora quero sair por cima.
    B: - Afe!! ¬¬ Só curte, cara, uma vez, vai!! Discussões com mulheres, sempre perdemos, não sabe a regra?
    R: - É, tá tá... Rochefort ficou olhando intensivamente para Aramis... ela ficou até um pouco desconfortável, mas de vez em quando, se pegava procurando por ele também. Quando o lugar já estava cheio e havia entre eles, muitos corpos a frente, ela desviava-se de leve para tentar vê-lo de longe. Num desses momentos, Rochefort percebeu, e fez um gesto simpático. De onde estava, ofereceu-lhe a cerveja erguendo o copo acima da cabeça. Ela não conteve um leve sorriso no rosto, mas abaixou a cabeça e continuou conversando com Constance. Logo mais, chegou o restante da turma. D’Artgnan, que foi direto para o lado de Constance, Porthos, com Maithe, sua quase namorada e de La Fère, com o casaco do time, que foi logo sentando ao lado de sua Aramis. 
    R: - Aaaaah, não! MAS QUE BOSTA, BUCK! NÃO TÔ ACREDITANDO NOS MEUS OLHOS, MAS QUE FILHO DA P***. DÁ UMA SORTE DESSAS!
    B: - O queee? O.o Wow! Puuuuuuuuuuts, amigão, não é ele que dá sorte, você é que dá azar!! Caraca, encontrou uma mosqueteira, e ainda por cima, é a garota do de La Fère, só pode ser brincadeira!!
    R: - Ah, merde, merde, só pode mesmo, só pode mesmo. Buck, diga que eles são apenas amigos, anda, vai, diga!!
    B: - Eles são apenas amigos.  Mas amigos que... bem... eles... veja bem... Apontou na direção dos dois.
    R: - OOOOO.OOOOO
    B: - Amigos que se beijam na boca, mas são só amigos... Wink
    R: - Como diria tua Winter, SHIT!
    ***
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    Athos de La Fère
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 5:20 am

    Chapitre 3
    A: - E então, como foi o treino de vocês hoje? Como está a mão?
    Ar: - Muito melhor, o tensor está ajudando bem.
    P: - Nós tivemos que ficar no bloqueio, essa história de subir 2 metros do treinador tá de matar, Athos.
    A: - Eu sei, POrthos, 2 metros é modo de dizer, ele só enfatizou que nós precisamos melhorar a altura do nosso bloqueio, ou vamos sempre perder para o ataque dos adversário, em especial dos Arcanjos.
    D: - Pode crer, aquele Rochefort manda cada castambada que dá vontade de correr. Agradeço por não ser eu a receber a bola.
    A: - hahahaha Faz parte, D’Art, faz parte.
    C: - Rochefort? Opa, Aramis, não foi ele que esteve aqui há pouco, quando você o pôs para correr?
    Ar: - É sim. 
    A: - Rochefort esteve aqui?
    Ar: - Esteve não, está. Não olhe agora, mas quando puder, olhe para trás, vai vê-lo na mesa do fundo, perto do balcão. Ele está com o Buckingham.
    A: - Sério? Athos não esperou para se virar, e viu quando Buckingham e Rochefort abaixaram as cabeças para disfarçar o local para onde estava olhando, ou seja, a mesa dos mosqueteiros.
    Ar: - Você nem disfarça!
    A: - O que raios ele quis aqui? Constance disse que você o pôs para correr, ele veio provocar vocês?
    Ar: - Não exatamente. Acho que ele não sabia que éramos mosqueteiras...  Ele veio, puxar conversa, e eu lembrei do rosto dele da revista e da sua descrição sobre a personalidade dele. Estava certo meu amor... ele é um babaca! Aramis contou da sua resposta mal criada mas inteligente para Rochefort e de como o Arcanjo saíra daquela mesa com cara de pastel. Eles riram alto quando ela terminou de relatar. Rochefort e Buckingham tiveram certeza que era deles que estavam falando, imaginaram como estavam sendo ridicularizados naquele momento.
    *
    R: - Que bosta, sou piada na boca do de La Fère. Ele vai contar para os amiguinhos no seu grupinho e vão ficar tirando onda da minha cara!
    B: - E daí, você não estará presente mesmo, que diferença faz, afinal?!
    R: - Não quero meu nome na boca daquele otário! Ele se acha a grande revelação do vôlei, de todos os teeeeeempooooss! Rochefort fez uma cara engraçada, de deboche e ao mesmo tempo em que queria apenas fazer uma boa piada para entreter seu amigo.
    B: - HAHAHAHAHA Adorei essa cara! Mas, então, na realidade, ele É a grande revelação do vôlei, né meu filho!
    R: - Mas não de todos os tempos! HAHAHAHAHA Sorriso simpático desta vez.
    B: - Roche, admita, de La Fère é muito bom, ele tem sim, potencial para ser a revelação do ano no final do Nacional. Se despontar, periga iniciar uma carreira monstro, cara, ela pode decolar, tem pelo menos mais uns dez anos de história ainda para esse moleque!
    R: - Moleque! Ele é 2 anos mais novo que nós! Não estamos acabados, Buck, você fala como um aposentado. 
    B: - Não sei por mais quanto tempo eu agüento jogar, Roche.  Já sinto minha panturrilha.
    R: - Afe, cala a boca, Buck. hahahahahahahaha Você é demais! Rochefort se rachou de tanto rir daquela última declaração do amigo.
    Buck também riu de si mesmo. Gostava de uma dramatização. 
    ......
    3 horas depois
    A: - Vamos embora? Já está tarde e amanhã tem treino de novo, logo cedo. Temos de chegar às 7h.
    Ar: - Nossa! Porque tão cedo?
    A: - Acho que o treinador quer treinar nossa disposição matinal! Vai nos por para correr.
    D: - Na quadra?
    A: - HAHAHAHA Você é engraçado, D’Art. Nada. Ele vai nos por para correr em volta do parque que cobre o ginásio.
    C: - Credo! Gente... o treinador Albert não é assim, tão carrasco.
    Ar: - Verdade... começamos o nosso treino às 8h.
    P: - Mas nós não, então, Athos tem razão, vamos nessa.
    D’Art: - Eu te deixo em casa, Constance, se você concordar.
    C: - Ah, não precisa, D’Art, hoje eu vim de carro.
    D’Art: - Oh, entendo. Desapontado.
    Os cinco se puseram a caminho da porta, depois de pagarem a conta. Para sair, passavam perto de onde estavam Buckingham e Rochefort. Não olharam para os rivais, mas os últimos sim, os observaram bem. Rochefort e Buckingham mantiveram ouvidos atentos. Instinto de curiosidade, vai que saia de lá uma das jogadas do grupo. 
    Ar: - HAHAHAHA Constance, amanhã vamos no Miel Café?
    C: - Tá, por mim tudo bem, pode ser. 
    Ar: - Então fechou, to doente pelo croissant de chocolate deles, faz tempo que não como.
    E saíram conversando animados.
    Um pouco mais tarde, Rochefort e Buckingham também foram para casa.
    *
    JR: - Mas isso são horas de chegar em casa? Amanhã seu treino começa as 7h e você chega em casa a meia noite. Já devia estar descansando o corpo e a mente, como vai se concentrar, Phillipe.
    R: - Relaxa, tio Jacques. Eu já passei dos 15, não pode dizer a que horas eu devo chegar, pega mal. Fica parecendo um tio careta. Qual é, sou sua única decepção no time para pegar tanto no meu pé? O Debret chega tarde todo o treino, não vejo você esculachar com ele também. Não como faz comigo.
    JR: - Não quer ser moleque, mas fala como moleque, age como um... esculachar, veja se isso é termo para um mestrando usar quando se pronuncia. Eu tenho todo o direito de lhe exigir horário para chegar nesta casa, você ouviu bem, Phillipe.
    R: - Não tem não, caro tio. VOCÊ NÃO É MEU PAAAAI! Rochefort pegou um energético da geladeira e foi subindo com suas coisas para o quarto, enquanto seu tio continuava falando.
    JR: - Eu não terminei com você, eu sou seu treinador, você é indisciplinado!!
    R: - Bla bla bla ---- me corta do time!!!! Ah, espera, você não pode, como vai ganhar o Nacional sem mim? Hahahahaha Vai tio, me corte e ponha o Jussac no meu lugar, confia tanto nele. PAM! Bateu a porta do quarto e trancou-se lá dentro.
    JR: - Insuportável, isso está ficando insuportável... Jacques foi para seu quarto também. Lá esperava Marriete, sua quase esposa. Namoravam há muitos anos, desde a juventude de Jacques, mas nunca se casaram. Ela tinha sua própria casa, e fazia questão de morar nela, mas namorava Jacques, o amava muito e ele a ela. Só que estavam tão bem levando a vida assim que não queria mudar as regras do jogo a esta altura do campeonato. Ela era independente, e gostava disso. Tinham um ao outro. Ora ela dormia na casa dele, ora ele dormia na dela. Muito mais o contrário, mas ainda assim, estavam bem nesse namoro permanente.
    Mr: - Brigaram de novo?
    JR: - Você vê como ele se comporta como criança? Eu o deixei crescer e tornar-se um adulto infantilizado, onde foi que eu errei com esse menino?
    Mr: - Quando o chama de menino, está errando, Jacques, mas no resto, você só deu o seu melhor a ele, e tenho certeza que tudo não passa de falha de comunicação entre vocês dois. Rochefort não é uma criança, e você não é o vilão da história, só precisam deixar isso claro um ao outro. Talvez uma boa conversa franca seja necessária.
    JR: - Você vê como ele age quando tento conversar racionalmente? Vê se dá pra conversar com ele?
    Mr: - Talvez se você iniciar o diálogo sem uma cobrança, fique mais fácil, Jacques. E ele está sob pressão, conversei com ele ante ontem no café da manhã, aqui, quando você já tinha saído e eu me atrasei um pouco. Ele me disse que está em fase de qualificação da dissertação, está preocupado e sob pressão. Seu orientador o cobra, você o cobra, ah, eu já tinha espanado, meu querido. Ela o beijou e o provocou. Funcionou. A conversa sobre os problemas de relacionamento cessaram.
    *
    R: - Não sei porque não se casam, que enrolação, mais de 20 anos juntos nesse, nesse, nesse... esquema, seja lá como for... ridículos! Rochefort tomou uma ducha rápida, colocou roupas bem leves, pijamas na realidade, e ligou o computador, conectou-se a internet, depois puxou os arquivos do pen drive e começou uma série de leituras pela tela que deixariam qualquer um zonzo. A riqueza das nações, volume 3, de Adam Smith. Ele tinha que resenhar a obra inteira, pois faria parte da sua pesquisa bibliográfica e corrente teórica que ele usaria para defender sua dissertação se ela fosse qualificada.
    R: - ¨¨¨¨ m****, lá vou eu com isso, noite adentro, porque a noite é uma criança.
    Sem resistir, porém, Rochefort acessou o site dos Mosqueteiros. Fuçou por todas as seções antes de começar seu trabalho, e navegando aqui e ali, achou a página com os nomes e fotos das integrantes do time de vôlei feminino principal. Ele localizou o rosto dela rapidamente, que linda estava naquela foto. Sorrindo, com um belo rabo de cavalo, de perfil, seu narizinho era delicado e gracioso.
    R: - Aramis... huuum... Renée Aramis d’Herblay. Sabia que descobriria, cedo ou tarde, mosqueteira.  Novamente, antes de começar a estudar, decidiu entrar em sua página da rede social facebook. Abriu-a e colocou na busca: d’Herblay. Apareceram milhares de perfis. Porcaria! Espere, talvez a página oficial dos mosqueteiros, ela pode seguir a página, eu vou procurar. E lá foi ele. 10 minutos depois...
    R: - ACHEI! Consegui... Achei você, cara mosqueteira!! Ele clicou em adicionar como amigo e escreveu uma breve mensagem. Não quis ser grosseiro hoje. Sinceras desculpas pela má impressão que deixei. Beijos.
    Pronto. Agora podia voltar ao foco da noite, que era a sua dissertação. E assim o fez.
    *
    Ar: - Uaaah!! Com um celular que ficava praticamente o tempo todo conectado na internet, Aramis acordou com o despertador programado por ela e notou que haviam convites e mensagens que ela ainda não lera em seu facebook. Ela abriu sua página pela telefone e visualizou um convite para o aniversário de sua amiga Daisy, três curtidas para o link que ela havia publicado mais cedo e UMA NOVA MENSAGEM DE PHILLIPE DE ROCHEFORT?
    Ar: - Mas não é possível? Como ele me achou? Eu se quer me identifiquei. Droga! Deve ter sido fácil, tem os nossos nomes e fotos no site oficial do time, afe! Vou apagar isso, Athos vai ficar uma fera se souber. Aramis ia apagando a mensagem, mas decidiu lê-la primeiro.
    Não quis ser grosseiro hoje. Sinceras desculpas pela má impressão que deixei. Beijos. Há 6 horas atrás
    Ar: - Beijos? Beijos? Mas é atrevido! Que vontade de responder a altura desse babaca!! Babaaaca!! Disse em voz mais alta.
    Sra d’Herblay: - Renée, está tudo bem? Vai se atrasar! O café está pronto, estou saindo par ao escritório com seu pai, não vá perder a hora, heim?!
    Ar: - Ah, tudo bem, mãe, tá tudo certo. Já estou indo pro chuveiro. Vai sim, beijos, te amo, e diga pro meu pai que também o amo!
    Sra. d’Herblay: - Muito bem! Beijos!
    Ar: - Deletou imediatamente a mensagem sem respondê-la. Mas que sujeito soberbo, presunçoso, como se atreve a invadir meu perfil desse jeito! O que ele achou? Será que não fui clara ontem, quando... Ah, esquece, nem vem responder mesmo, para que ficar pensando nisso. Se o Athos desconfia, vai ser uma situação muito desagradável. Sem falar que ele vai querer acertar contas e não quero isso. Pode estragar a carreira dele.
    Ela tomou um banho rápido, desceu para seu café, despediu-se de Danielle, a governanta da casa e saiu para o treino. Athos e os garotos já estava treinando pesado há uma hora.
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 5:20 am

    Chapitre 4
    A: - De novo, D’Art! Mais alto.
    D: - Tá!
    ..
    T: - Anda, Michel, vamos, vamos... corre, pula, e coooortaaa!!!
    D: - Ai, capitão, hoje é sexta, depois do treino, pra onde?
    A: - Eu vou pra casa. Até falei com Aramis que não vamos sair hoje, se der, como começamos uma hora mais cedo, eu vou dar uma relaxada a noite, talvez só ficar em casa vendo um filme, e tal... mas dormir cedo, de preferência, D’Art. Tá afim de sessão pipoca lá em casa?
    D: - Rola, mas não sei se a Constance vai poder ir.
    A: - Mas convide-a.
    D: - Sei lá, tenho medo dela recusar.
    A: - Só saberá se a convidar, vai lá e tenta.
    D: - Sei lá! TUM!! Aaau!!
    T: - SE NÃO PODE PRESTAR ATENÇÃO AO JOGO, TAMBÉM NÃO PODE CONVERSAAAAAAAAR, D’ARTAGNAN. O Treinador Treville acabava de arremessar uma bola violenta contra D’Artagnan.
    A: - Desculpe!! Desculpe!
    D: - Relaxa! DESCULPE, TREINADOR.
    E: - Há! Cortou com tudo no meio da quadra.
    T: - Ótimo, suficiente, agora, em times. Formação, já!
    *
    Logo cedo, às 6h, na mansão Richelieu
    R: - Bom dia Marriete! Ainda por aqui.
    Mr: - Bom dia, Phillipe. Seu tio saiu cedo, já foi pro ginásio e me abandonou aqui. Achei por bem tomar café antes de ir trabalhar. Tudo bem?
    R: - Abandonou!! Há, é a cara dele!! Sorria enquanto retirava o litro de leite da geladeira. Não gostava de beber leite quente, só gelado. A mesa do café estava posta, as empregadas das casa eram muito eficientes, e obedeciam rigorosamente as ordens de Madame Gertrudes. (Ela voltou!) Você ainda pergunta se pode tomar café aqui?!! Não entendi!! 
    Mr: - Merci.  Não vai se sentar para tomar café?
    R: - Humf, chomp... Não vai dar, já tô atrasado, ele vai me comer o toco! Disse mordendo um pedaço de pão australiano com creme de queijo.
    Mr: - Já está atrasado?
    R: - Já... engolindo! A essa hora já devia estar lá. Serviu-se de leite num copo limpo.
    Mr: - Se já está atrasado, então porque se aflige, senta, coma tranquilo, e depois vá treinar. Afinal... ele já vai lhe “comer o toco” mesmo!
    R: -  Gostei da idéia, mas não vai rolar. Eu já dei várias mancadas este mês, faltei a 2 treinos, e cheguei atrasado a 4, com esse 5, hehehe.
    Mr: - Imagino que seja por causa da sua dissertação?
    R: - Bingo! Sorrindo. Até que ele era bem humorado de manhã cedo.
    Mr: - Phillipe, se precisar e quiser minha ajuda, me fale, ok. Estou disponível. Lembre-se, sou economista!!  Por favor, conte comigo. Eu ficaria muito feliz em contribuir como puder.
    R: - Hummm... chomp... deu a última mordida no lanche. Obrigado, Marrie, se precisar eu te incomodo, com certeza. Mas Rochefort era muito perfeccionista e gostava de fazer TUDO sozinho, para garantir que sairia tudo como ele queria. Além do mais, era um pouco orgulhoso também. TCHAU!!
    Mr: - Tchau, divirta-se um pouco, hoje é sexta!!! 
    R: - OK, vou me lembrar disso!! 
    Saiu para o treino.
    Ao chegar no ginásio.
    R: - Desculpe o atraso, galera. Jogou a mochila no canto e começou a se aquecer para entrar nos exercícios de ataque.
    JR: - Bom dia. Pode parar, não precisa continuar se aquecendo.
    R: - É que eu
    JR: - Não precisa, Rochefort, pode recolher suas coisas, hoje você não treina. Se não é capaz de chegar na hora, não precisa participar do treino com seus colegas que madrugaram aqui. É um desrespeito com eles. Saia da quadra.
    R: - Eu não to acreditando nisso!! Eu só cheguei atrasado porque
    JR: - Não me interessa, Rochefort. Aqui todos tiveram seus afazeres e ninguém chegou atrasado. Todos, independente do que tenham que fazer fora dos treinos, em sua vida particular, conseguem conciliar com o seu compromisso com este time. Você não treina hoje e não quero ouvir suas desculpas. Saia da quadra.
    R: - Isso é uma palhaçada!
    JR: - O QUE?
    R: - É uma palhaçada, você sabe que estava estudando ontem, a madrugada toda... como é que... Rochefort foi ficando exaltado e foi indo para perto de seu tio/técnico. Buckingham teve que intervir.
    B: - Roche, Roche... não... Calma, cara, calma. Vai esfriar a cabeça... vamos... vem...
    R: - Sair da quadra!! Buckingham foi arrastando o melhor amigo, pegou sua sacola de treino do chão e o levou para o vestiário... Rochefort ainda incrédulo e Jacques parecendo irredutível.
    JR: - CONTINUEM, PARARAM PARA VER O SHOW PORQUE? Eu não mandei NINGUÉM PARAAAAR!!
    *
    R: - Saia da quadra?!!! É tudo o que ele disse, nem me deixou explicar!!?! Buck??
    B: - É uma situação delicada para ele, Roche, ele é seu tio, é F***. Ponha-se no lugar dele, os outros do time podem começar a cobrar e até acusá-lo de privilegiá-lo, você sabe como é...
    R: - EU ESTAVA ESTUDAAAAAAAANDO, PORRA!!
    B: - Eu seeeeeeeeeei...
    R: - ELE TAMBÉM SABEEEEE!!! CACETE!
    B: - Roche, vai esfriar a cabeça!!
    R: - ONDEEEEEEEE? NO HIMALAIA, Pólo Norte??? Porque para esfriar minha cabeça agora nem me enfiando no meio do Ártico... ¨¨¨¨ QUE PARIU, Buck, ¨¨¨¨ QUE PARIU!!!
    B: - Roche...
    R: - Ah, me deixa também... Rochefort empurrou os braços de seu melhor amigo que só tentava ajudá-lo e foi em direção ao seu carro. De lá, ainda muito enfurecido de raiva, foi até um café que tinha wireless a vontade para clientes e ligando seu lap top com os arquivos do trabalho de mestrado, decidiu continuar escrevendo. Sua cabeça tinha que se concentrar em alguma coisa que não fosse o treino e a cara de seu tio. Por isso ficou focado na dissertação. Ficou por lá o resto do dia. Alimentando-se muito mal, para um atleta, pediu 2 muffins de queijo parmesão, 1 milk shake de chocolate mega e 1 croissant de chocolate que era tradicional naquele café. Tudo quentinho, exceto o Milk shake, claro, que ao contrário, veio bem gelado e carregado de sorte. Ele mordia o muffin e o lápis, intercalando as mordidas. Riscava muitos pedaços que achava interessante nos livros. A tarde foi embora.
    17:30
    Tlin Tlin Mais clientes chegavam no café. Estava começando a lotar, sexta-feira, fim de expediente em muitas empresas e um croissant de chocolate que era muito famoso. Ah, combinação perfeita para aqueles que não são de curtir noitadas em boates e casas noturnas.
    Concentradíssimo, ele não se deu conta do movimento do lugar. Ficou lá no seu canto, bem isolado da muvuca do café, numa das poltroninhas que havia na loja. Acomodado com seu computador de bateria com longa duração, tinha conseguido finalizar um dos capítulos mais chatos da dissertação.
    R: - AH! Finalmente, vou mandar essa joça para o Prof. Nicholas antes que eu perca tudo. Salvou, gravou no pen drive como cópia de segurança e enviou por e-mail a o seu orientador. Para entregar a qualificação, faltavam ainda 4 capítulos. O prazo de entrega era em um mês e meio. Ele ainda tinha muito trabalho pela frente. A casa lotaaada, havia gente procurando mesa e nada de conseguir vaga. A mesa de Rochefort dava para 4 pessoas, mas ele estava sozinho ocupando-a. Ninguém ousou perturbá-lo. Tinham respeito por estudantes. E o café permitia essa ocupação, o espaço estava lá para isso, para as pessoas virem, desfrutar do café, e do local. Foi então que ele decidiu que era hora de pedir outro café. Levantou o braço para ver se alguém o via e vinha atendê-lo. E a viu, junto da mesma amiga loirinha do outro dia, lá estava ela, Aramis. Procurava por uma mesa. Ahhh!! Que coisa!! Que sorte, ele poderia se desculpar com ela pessoalmente!! Interessante. Rapidamente acessou seu facebook para ver se ela havia respondido. Nada!! Nem um vai se catar! Então ele sinalizou até que seus olhares se cruzaram no café. Ele agitou o braço, Constance viu primeiro e chamou Aramis.
    C: - É para nós que ele sinaliza?
    Ar: - Olhou em volta e constatou... Sim, eu acho que sim... está cheio, mas ele está olhando direto para nós.
    C: - Então, vamos lá?
    Ele gritou sem nem se importar em fazer escândalo, estava um falatório mesmo naquele lugar.
    R: - EEEI, MOSQUETEIRAS, SENTEM AQUI, A CASA TÁ LOTADA!!! E EU VOU LOGO EMBORA.
    Ar: - Nem pensar, folgado!
    C: - Ah, Aramis, vamos, vai? O que que tem? Meu croissant vai esfriar, gosto dele quente!!
    Ar: - Ah, Constance, mas ele... ele é
    C: - Ele está sendo até gentil, Aramis, vamos ficar até amanhã procurando lugar, vai, aceita, ele disse que já vai embora..
    Ar: - Aaafe! Tá bom, vai indo... Vou pegar mais guardanapo.
    C: - Ok!! Uhuuh!!
    Ar: - Era só o que me faltava!!
    C: - Ah, oi, obrigada, estávamos procurando um cantinho há tempos...
    R: - Eu não havia visto vocês antes, se não já lhes teria dito para virem sentar. Aramis chegou.
    Ar: - Com licença, posso?
    R: - Ora, mas eu não a convidei?
    Ar: - Muito gentil de sua parte. Obrigada.
    R: -  Deixe-me tirar minhas tralhas da mesa, espere um segundo. Rochefort puxou seus livros, cadernos e o lap top e foi guardando tudo na mochila que trazia com ele. A mochila tinha o emblema da Universidade. Um brasão muito bonito e a inscrição:
    Stricto sensu – Économie – Université Catholique de Paris
    Constance reparou. Ela estudava psicologia lá também. Faltava bastante por causa do vôlei, mas tentava conciliar o curso na medida do possível. Acabava de começar. Não estava gostando muito do curso, mas adorava o campus. Nunca havia visto Rochefort na faculdade.
    C: - Você é da Católica?
    R: - Sou, sim, porque?
    Ar: - Claro Constance, por isso ele joga no time dos Arcanjos.
    R: - Não, não. Os Arcanjos começaram vinculados a universidade e ainda contam com o apoio dela, mas, não é mais restrito. O time tem status profissional e não apenas universitário. Agora o ‘elenco’ também é de fora do campus. Mas tudo bem, eu comecei dentro da universidade.
    Ar: - Elenco?! ¬¬ Nossa!
    R: - É maneira de dizer, elenco, as pessoas que comp - Ah, enfim!! Eu ia pedir um mocha, eu volto logo. Posso deixar a mochila aqui, tem problema?
    C: - Claro que não! Imagina, o lugar é seu.
    Ar: - ¬¬
    Rochefort foi até o balcão, pediu seu mocha, e voltou a se sentar.
    R: - Tá punk, a fila tá começando a ficar quilométrica.
    C: - É verdade. Que café famoso esse aqui!
    R: - Não creio que seja o café, mas o croissant de chocolate é imbatível!! Já comi 2 hoje!
    Ar: - 2 ????
    R: - Queimo amanhã no treino!! Se é que eu vou poder ir a quadra... ops, deixou escapar ao inimigo... oooopa!
    Ar: - Como disse? Tá machucado?
    R: - HAHAHAHAHAHAHAHA Bem que vocês gostariam, heim?!
    Ar: - Você é muito convencido, isso irrita as pessoas, sabia? E é um folgado também, quem lhe deu o direito de invadir minha rede social e me mandar mensagem?
    C: - ?
    R: - Puxa, que direta!! Eu-
    Ar: - Cara, deixa eu esclarecer uma coisa... você é um BABACA! Ela ia se levantar da mesa e sair. Prefiro comer em pé, Constance... Levantou e foi segurada pelo braço. Ele a interrompeu.
    R: - Me desculpe, sei que fui um babaca ontem, mas eu... sinto muito... de verdade.
    Ar: - Me solta! Mas é muito atrevido! Ela se irritou tanto com o jeito dele que não resistiu e jogou-lhe o café quente, acertando o peito do rapaz e manchando toda a camisa branquinha. Era o uniforme do time. O uniforme dos arcanjos era branco e vermelho vinho. Já o dos mosqueteiros, era turquesa com detalhes em amarelo. O símbolo dos mosqueteiros, como sabemos, é a flor de lis. O dos Arcanjos, uma grande cruz estilizada.
    R: - Aaaaaai, ai ai... isso tá quente!! Mas-
    Ar: - SEU IDIOTA, ATREVIDO!
    C: - ARAMIS?!! Meu Deus! Eu sinto muito, eu sinto muito, ela não está agindo normalmente, ela não é assim, eu... perdão... por favor... me deixe ajudar você.
    R: - Tá tudo bem... *suspirou* Que dia ruim ele estava tendo hoje.
    C: - Ai... tava quente... você se queimou? Dói muito?
    R: - Só quando eu respiro!  Ainda conseguiu sorrir e brincar, afinal, a mocinha não tinha culpa que a amiga é esquentadinha. Porque ela é tão brava assim? Eu fui tão rude desse jeito?
    C: - Não, de jeito nenhum, é que... sem poder justificar a reação de Aramis, Constance deu a velha desculpa feminina. Ela está de TPM, é isso!!
    R: - TPM? Tempo para Matar? É essa a tradução?
    C: - HEHEHE Em alguns casos, sim! Eu... posso fazer alguma coisa por você?
    R: - Não, não, tá tudo certo. Ela não acertou a minha dissertação, então tá ótimo! A camisa é o de menos.
    C: - Mas estava quente!
    R: - Estava! Mas fazer o que?!  Até mais éééé... Desculpe, como se chama, por favor?
    C: - Constance.
    R: - Rochefort, só para que tenhamos nos apresentado formalmente. Diga a Aramis que eu sinto muito e que nunca foi minha intenção ser atrevido ou invadir a privacidade dela. Eu só quis me desculpar por ter sido é... inadequado naquele dia. Obrigado pela atenção.
    C: - O que é isso! Eu é que agradeço, peço desculpas por ela e darei o seu recado.
    R: - Merci, Young lady.
    C: -  Tchau!
    R: - Tchau.
    Ele saiu, e voltou para casa cheirando a café.
    R: - HAHAHAHA Nossa, eu a irritei mesmo. Mas será que amanhã vou poder treinar. Perfeito. Eu ainda tenho pique para essa madrugada varar com mais um capítulo da dissertação, com o tanto de café que tomei, sem contar o que ela derrubou em mim, hahahaha, vai dar pra mais uma noite. Amanhã a tarde eu durmo. Sábado o treino vai só até as 14h mesmo.
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 5:20 am

    Chapitre 5
    R: - Bom dia Marrie.
    G: - Bonjour, Monsieur Rochefort, mas Madame Marrie ainda está lá em cima.
    R: - Ah, Gertrudes, desculpe, não vi que era a senhora. Me desculpe, eu to... distraído... A senhora sabe se meu tio já saiu?
    G: - Ainda não, Monsieur.
    R: - Me conhece desde menino, Gertrudes, por favor, não me chame de uaaaaah, desculpe, é o sono, mas não me chame de senhor... credo!! Sorriu. Ele deu um beijo na bochecha da senhora simpática e gorduchinha que era governanta da família há anos. Eu vou sair antes dele e chegar no ginásio primeiro... Ger... posso pedir um favorzão enormão assim, bem grande?!!
    G: -  Meu menino pode pedir o que quiser, do que precisa, mon cher?
    R: - Meu uniforme nº 1 tá todo manchado de café... caiu ontem... num pequeno acidente, dá pra tirar as manchas?
    G: - Uuuh, mas este é um favor muito grande, meu querido, manchas de café dificilmente saem, mas farei o melhor que puder. Onde está?
    R: - No cesto do meu quarto. Eu... eu vou lá buscar...
    G: - Pode deixar que eu pego. Vá, sei, pelo seu jeitinho atropelado que estás atrasado não é?
    R: - Ainda não, oficialmente, mas como quero chegar antes do meu tio, sim, estou.... Obrigado, Ger, eu te amo!!  SMAAACK Esmagou-lhe as bochechas com mais dois beijos bem gostosos. Diga que não me viu sair pro meu tio, tá!! Se ele perguntar, mas ele não vai perguntar...  hahahaha Tchau!
    *
    A: - Bom dia!!! Athos despertava todo sorridente ao lado de Aramis. Estavam jogados no colchão de casal enorme que fora colocado no meio da sala para que eles pudessem ficar na sua sessão pipoca. Constance não veio, então D’Artagnan também não. Só Porthos e Maithe.
    P: - Bom dia, galera!! Café tá quase pronto.
    A: - Nossa, que eficiência. Mas nós temos treino daqui há pouco Porthos. Hehehehe Vamos, vai se arrumar. Eu vou deixar a Aramis em casa.
    Ar: - Puts, Amor, acho que meus pais vão me matar. Não devia ter dormido fora de casa.
    A: - Eu me responsabilizo, pode deixar que falo com seus pais.
    Ar: - Você tá louco?! Disse com tom rude.
    A: - Não, credo, porque? Eu heim, que foi que te deu? Tá brava porque?
    Ar: - Não, não.. desculpe, desculpe meu amor, desculpe... não to não... Beijou-o. Eu só... acho que não dormi direito, é isso!
    A: - Porque? Pesadelo por causa do filme?
    Ar: - Não.. não..
    A: - Mi, desde ontem que está estranha, está diferente, o que foi que houve? Aconteceu alguma coisa? No treino, em algum lugar? Ãhn? Posso ajudar?
    Ar: - Não, Athos, não aconteceu nada amor, é sério. Acho que só estou assim porque dormi fora sem avisar meus pais. Eu disse que chegaria tarde e não cheguei e não liguei para avisar que ia ficar com você. Eles estão preocupados, certeza. Preciso ligar pra eles.
    TRIM TRIM TRIM O celular do Athos tocava.
    A: - NOSSA SENHORA! Teu pai!
    Ar: - Deixa que eu aten-
    A: - Alô... bom dia Sr. d’Herblay.
    Sr. d’Herblay: - BOM DIA?! ATHOS, PELO AMOR DE DEUS, ARAMIS ESTÁ COM VOCÊ, ELA ESTÁ BEM? ESTAMOS TENTANDO A MADRUGADA TODA FALAR NO CELULAR DELA. JÁ LIGUEI NA CASA DAS AMIGAS, NEM UMA DELAS SABIA DIZER ONDE ARAMIS ESTAVA. POR FAVOR, VOCÊS DOIS NÃO ATENDERAM O TELEFONE, EU JÁ ESTAVA PRESTES A CHAMAR A POLÍCIA, MENINO!!
    A: - Sr. d’Herblay, puxa vida, me desculpe, a culpa é toda minha. Meu celular ficou sem bateria e eu esqueci de carregar no quarto. Só agora de manhã que eu o liguei aqui na tomada. Peço mil desculpas, eu... a Aramis está aqui em casa sim, vimos filmes até tarde e então achamos melhor que ela dormisse aqui em vez de arriscar sair de casa tão tarde.
    Sr d’Herblay: - DORMIU AÌ? COM VOCÊ??????????
    A: - Sim.. Não! Digo... não assim como Sr. deve estar pensando.. nããããão...
    P: - QUE M****!! :S
    Ar: - Ai, eu to ferrada! Ferrada!!
    Sr d’Herblay: - E COMO EU DEVO PENSAR, RAPAZ? SE FOSSE SUA FILHA, VOCÊ CONCORDARIA COM ISSO?? EU QUERO FALAR COM MINHA FILHA AGORA. NÃO TEM IDÉIA DE QUANTAS PESSOAS INCOMODAMOS... VOCÊS SÃO IRRESPONSÁVEIS, SABEM DISSO?????! Já estava quase ligando para a polícia. Aramis nunca dorme fora de casa.
    A: - Eu... sinto muito... eu sei... o Sr. está coberto de razão... eu...
    Ar: - Athos, me dá o telefone...
    A: - Sr. d’Herblay, me desculpe, me desculpe... nunca mais vai acontecer.. eu juro!
    Sr d’Herblay: - ME DEIXE FALAR COM ELA, POR FAVOR.
    A: - Claro... passou o telefone para Aramis.
    Ar: - Pai, eu posso.. *O.O*
    Sr. d’Herblay: -
    Ar: - Tá bom, tá bom, eu to indo pra casa, to indo pai... eu já vou... desligou na minha cara!
    A: - Eu vou me encontrar com ele... eu vou... eu vou pedir desculpas pessoalmente quando deixar você em casa. Eu devia supor que seus pais ficaria preocupados e não devia ter sido irresponsável, ele tem razão, está certo.
    Ar: - Athos, não, vai piorar as coisas se você for, tá!
    A: - Está louca se pensa que eu vou deixar você ir sozinha para casa.
    Ar: - Athos, não, é melhor não.
    A: - Nem tem conversa Aramis. Eu vou tomar um banho muito rápido para não sair assim, acabado, mas se você sair por esta porta sem mim, eu vou
    Ar: - VAI O QUE?! Aramis detestava ‘ordens’ ou qualquer coisa que parecesse uma. Só seu pai e seu treinador é que tinham esse “direito” sobre ela. Nenhum de seus namorados ousou dar um ordem a ela.
    A: - Eu vou ficar magoado com você, o que pensou que eu fosse dizer? Porque está me dando patadas desde ontem? Eu fiz alguma coisa?
    Ar: - Eu não estou te dando patadas, tá.. você ia me dar uma ordem?
    A: - Aramis????? Ordem? Pelo amor de Deus!
    Ar: - Foi o que pareceu!
    A: - Mas não é nada disso!
    Ar: - Mas pareceu!!
    A: - O que parece é que está chateada com alguma coisa e não me diz o porque, está me escondendo algo, o que é? Me deixa ajudar...
    Ar: - Você é um cismado, não confia em mim??? Se vier com ciúme de novo, Athos, não estou para isso hoje!!
    A: - Deus, me diga o que está acontecendo, porque eu não entendo nada!!! Aramiiiiiiiis, eu não estou cismado, você está me ocultando alguma coisa, não se trata de ciúme, só quero saber se é algo que eu possa fazer a respeito, para ajudar, não desconfio de você!!! Porque pensou isso?
    Ar: - Porque você é ciumento, quase possessivo!!
    A: - POSSESSIVO?!! Que absurdo!!
    P: - Ah, gente.. calma aí, né! Ainda estamos aqui e é muito chato isso!! Constrangedor, na realidade!!
    Mt: - É... meio complicado.. não discutam...
    A: - Eu não sou possessivo, Aramis. Estou tentando ser razoável, racional e compreensivo. Estou tentando entender o motivo do seu mau humor. Se não sou eu, o que foi que te deixou assim? Estás mal humorada desde ontem a noite e eu não sei porque. Só quero ajudar.
    Ar: - Pois não precisa. Estou de mau humor, droga, tive uma dor de cabeça é só isso! MENTIU! Ela mentiu, não teve dor de cabeça nenhuma, mas não sabia explicar ao namorado o motivo das patadas. Ela nunca havia sido rude com ele daquela maneira.
    A: - Eu... tudo bem.. eu vou tomar banho. Você concorda em me esperar? Eu gostaria muito de conversar com seu pai ao deixar você em casa. Eu acho que devo explicações a ele. Quero falar com ele de homem para homem. Por favor, pode me ajudar a fazer com que seu pai não fique permanentemente desapontado comigo? Eu quero me retratar, me dá esse direito?
    Aramis ficou com cara no chão de vergonha. Pobre Athos.
    Ar: - Desculpe, me desculpe, me desculpe, meu amor... eu te amo.. eu te espero, eu vou te esperar. Claro!
    A: - OK... eles se beijaram um pouco e outro pouco se abraçaram. Porthos, pode dizer ao treinador que eu vou me atrasar por uma questão pessoal e que eu prometo compensar essas horas de treino?
    P: - Tá fechou. Vamos...
    Lá foram eles.
    ....
    Jr: - Madame Gertrudes, a senhora viu o Rochefort. Passei no quarto dele e não estava.
    G: - Ah, não o vi, Monsieur Jacques.
    Jr: - Huuummm... estranho. Ele não dormiu em casa, só pode ser isso. Deve estar com Buckingham. Aquele menino me dar muita dor de cabeça.
    Mr: - Jacques, por favor, não pegue tanto no pé dele, já lhe disse, ele está sob muita pressão, na universidade, eu sei que não é fácil... tenho 2 mestrados e 1 doutorado... você estava comigo, sabe como foram tempos complicados. Lembra como brigávamos na época? Vamos lá, você conhece o ritmo da universidade, dê-lhe um desconto, qual é o garoto que na idade dele é tão dedicado assim!
    Jr: - Talvez tenha razão, Marrie, talvez tenha razão, mas eu quero que ele realize o sonho da vida dele que é vencer esse Nacional e disputar o Mundial. Se ele não se dedicar mais, não haverá chance disso acontecer. E quero ele bem preparado fisicamente porque uma contusão num momento desses da carreira dele, pode acabar com tudo.
    Mr: - Vai dar tudo certo.  Eu sei que vai! Os Arcanjos são muito competentes, assim como seu técnico.
    Jr: - Obrigado pela força que me dá.
    Mr: - Eu te amo.
    Jr: - Eu também te amo.
    ...
    Athos se matou de dar explicações a um Sr e uma Sra d’Herblay muito indignados. Ouviram um monte, ele e Aramis, um monte de broncas, sermões, conselhos, até terminarem entendidos.
    A: - Está certo, Sr e Sra d’Herblay, Aramis não dorme mais fora de casa, com certeza.
    Sr. d’Herblay: - Não, rapaz, deixe-me ser claro, Aramis não dorme mais em SUA casa, está bem assim, ou na de qualquer um de seus amigOs. Aramis, quero que atualize o telefone da Constance. Se eu soubesse o telefone atual dela, teria me poupado muito aborrecimento e preocupação. Aliás está autorizada a dormir apenas na casa dela quando extremamente necessário. E eu serei capaz de confirmar com os pais dela quando assim acontecer, está entendido?
    Ar: - Claro, pai, claro. O Sr. está certo. Não vai mais acontecer.
    Sr. d’Herblay: - Eu acho bom!
    Muito bem, fim do sermão.
    Lá foram os dois para o treino do Athos. O feminino não treinava todos os sábados. Apenas de 15 em 15 dias.
    ...
    Jr: - Como eu suspeitava. A quadra já aberta pela zeladoria, mas ninguém da equipe aqui para treinar. Como querem ganhar o Nacional neste ritmo. De repente, ele se surpreende com alguém que sai do vestiário, levanta uma bola para si mesmo e corta para o outro lado da quadra.
    R: - ISSO!!! Ele ainda não havia visto seu tio.
    Jr: - Phillipe?
    R: - Ah.... tio? Eu não o vi chegar.
    Jr: - Dormiu fora de casa? Gertrudes disse que não o viu sair, e ela levanta mais cedo do que todos naquela casa.
    R: - Eu... saí bem cedo...
    Jr: - Que cara é essa? Parece um zumbi.
    R: - Afe! ¬¬ Eu acordei as 4h para chegar cedo no treino. Não vou mais me atrasar ou faltar, eu prometo. Vou me dedicar, você vai ver.
    Jr: - Eu espero que sim. O time inteiro espera essa conduta de você. É o capitão, Phillipe, tem que por isso na cabeça, sua conduta é exemplo. Veja agora, antes de você começar a atrasar e faltar, o time era assíduo e pontual. Eu tenho que resolver problemas que você cria. Você devia me ajudar com isso, não atrapalhar.
    R: - Eu sei... eu reconheço, tá legal. Estou dizendo que não haverá mais esse tipo de problema daqui em diante e se ainda estiver disposto a me ter no time e me deixar como capitão, eu vou cuidar disso na equipe também. Eu QUERO MUITO jogar.
    Jr: - Está certo, então prove que quer, está bem. Comece agora mesmo. Venha me ajudar a erguer a rede.
    R: - Tá... Rochefort moveu a alavanca giratória e fez a rede subir e ficar esticadinha. Depois foi buscar as bolas do treino e alguns equipamentos extras necessários.
    Jr: - Como está sua caída?
    R: - Tá bem...
    Jr: - Acha que precisa melhor no que?
    R: - Conduta!
    Jr: - Isso é evidente! Não seja leviano, Phillipe. Agora falo do treino em si, o que precisa melhor, consegue ver isso?
    R: - Bem, eu... tenho percebido que minhas diagonais estão sem a mesma força de antes. Principalmente do lado esquerdo.
    Jr: - Ótimo, foi o que observei no último treino. Mas o passe, ou seja, a recepção. Você é atacante, então, sua função principal não é receber as bolas, mas quando isso acontecer, você tem que fazer direito. Quero você treinando recepção hoje. Com Jussac.
    R: - Com Jussac? Ele me odeia!!! O Sr. está me testando, Tio? Não tem graça!!
    Jr: - Não mesmo, Phillipe. Isto não é uma brincadeira, é um time, é sério, estamos pleiteando o MUNDIAL, precisamos passar pelo Nacional. UM TIME só chega aos objetivos QUANDO TODOS ESTÃO SINTONIZADOS, você está sintonizado com você mesmo, Jussac é membro do time e quero vocês dois integrados. Ele tem excelentes recepções quando não são interceptadas por você. Quero que aprenda a receber com ele. Claro que Paul vai levantar. Quero você recebendo e ele atacando. E no jogo também. Ficarão no mesmo time, mas jogarão em posições invertidas!!
    R: - Como quiser!
    Jr: - É você quem tem que querer, Phillipe. Para isso dar certo, você tem que querer. Jacques saiu andando, tirou sua jaqueta esportiva, pegou seu apito e nem dois minutos se passaram, alguns membros do time chegaram, Buckingham com eles. Foi direto até Rochefort, que se desculpou pelo outro dia.
    Antes de começaram o treino, Rochefort pediu e tomou a palavra. Quando todo o time chegou, claro. O recado foi simples, ele pediu desculpas pelo seu comportamento durante os treinos desta temporada. Reconheceu que seus erros foram se ausentar quando sua presença era necessária e se atrasar muitas vezes. Disse que não estava sendo bom exemplo, mas que pretendia continuar como capitão, se assim o time decidisse em seu favor, e queria ser perdoado pelas faltas cometidas para que pudessem voltar a ser os Arcanjos que destroçavam todos os seus adversários. Terminou o discurso dizendo que de agora em diante, este time seria imbatível e sairia invicto do Nacional. A fala inflamou o grupo, que o aceitou de volta, é claro, ele era muito querido apesar de tudo. Só Jussac não pareceu muito empolgado com a história toda. Todos prometeram cumprir todas as regras acertadamente. Buckinham ficou animado. Seu amigo estava de volta. Isso!!
    ***


    Última edição por Comte Athos de La Fére em Qua Fev 06, 2013 5:27 am, editado 1 vez(es)
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 5:21 am

    Chapitre 6
    B: - Fico feliz com seu retorno, Jedi.
    R: - Comigo a força está, amigo Buck. Rochefort fez outra de suas caras engraçadas e imitou seu personagem favorito de Star Wars, o mestre Yoda.
    B: - Ótimo!
    R: - Mais ou menos, cara, hoje eu tenho que treinar passe com Jussac, el queridón.
    B: - hahahahaha Puts, coitado!
    R: - Tô sabendo, coitado de mim mesmo.
    B: - Não, coitado dele. Não sacaneia!
    R: - Não, cara, não dá, eu vou levar isso a sério.
    B: - Sério?
    R: - Sério...  hahahaha Fui!! PAAAAUL, dá um help aqui, filho, por favor!! Jussac, velho amigo, tu és o cara, preciso que me treine em passe.
    Jr: - ? O.O *Ele está sendo educado com Jussac? Não creio!* *Nada que uma boa prensa não resolva, se eu não cobro, ele se acomoda, preciso continuar exigindo dele, nossa vitória depende da cabeça dele no lugar*
    Js: - Eu? Treinar você?
    R: - Yeah, man... só você se chama Jussac, por aqui, certo?
    Js: - Ok, e o que vai ser?
    R: - Paul manda de lá, eu recebo levantando para você cortar de volta, e aí? Rola?
    Js: - Rola, mas não sou atacante...
    R: - Ótimo, também não sou recepção.  Vambora, que no jogo nós vamos trocar as posições, eu fico no teu lugar e você no meu.
    Js: - Eu vou atacar?
    R: - Sure! Agora vamos!
    Js: - Fechou.
    B: -  Belezinha isso!!
    O treino foi bastante suave naquele dia, o clima foi muito bom. No meio da tarde, às 15h, encerraram as atividades do dia. Buck convidou Rochefort para sair, mas não rolou, ele não topou.
    B: - Ok, até!
    Jacques foi para casa de Marrie. Todos foram embora. Mas o ginásio ficava aberto até as 17h.
    R: - Ótimo, tempinho extra para jogar mais um pouco. Rochefort ficou o resto da tarde sozinho, treinando sozinho. Levantava para ele mesmo e cortava para o outro lado. Depois corria para o outro lado e fazia o mesmo. Depois ele foi até a parede e cortando nela, treinava recepção com manchete com as bolas de retorno. Sozinho é mais desgastante treinar, porque ele tem que correr atrás da bola e se virar para montar suas jogadas. Terminou suas horas extras com uma corrida de 10 voltas na quadra. Pronto. Foi para o vestiário, tomou um banho, trocou de roupa e saiu com seu Porsche Boxster S grafite. Foi ouvindo seu som favorito, Jason Mraz, Make it Mine e Butterfly. Deu para ouvir todo o álbum até ele chegar em seu destino, a livraria Saint German. Precisava compor sua bibliografia de estudo do mestrado e faltavam uns 2 livros que ele achava interessante comprar. Lá foi ele procurar. Rochefort vestia uma calça jeans básica, com uma camisa de manga comprida de malha leve na cor preta. Os tênis branquinhos e novos reluziam em seu pé. E lá foi ele mergulhar na seção de Economia em busca dos volumes que ele precisava.
    .....
    A: - Sei lá, Porthos, Aramis está diferente. Não sei o que é, mas sinto que ela está com algum problema e não quer dividi-lo comigo.
    P: - Talvez seja só a pressão do técnico, Athos.
    A: - Não acredito, o Técnico Albert não é tão exigente como o Sr. Treville, você o conhece.
    P: - Sim, mas, sei lá, é, bom, eu não sei o que dizer, amigo.
    A: - Pior que quanto mais eu tento descobrir, mais patadas eu levo. Ela diz que eu desconfio dela. Incrível isso! Não é verdade, eu só quero saber o que está acontecendo e se estou fazendo algo de errado também, porque é esta a impressão que eu tenho quando olho para ela. Por duas vezes estávamos conversando e ela não prestou atenção a nada do que eu disse. E antes ela reclamava que não conversávamos muito. Estou tentando ser participativo, meu, mas tá complicado para mim.
    P: - Imagino, cara, imagino... mas olha, relaxa. Pega ela para ir ao cinema, que tal?
    A: - Pode ser... Eu vou chamá-la para jantar, ver se ela topa.
    P: - Cinema é melhor, ela vai se distrair, descontrair. Se forem jantar, vão acabar tendo que conversar e o assunto virá a tona. Talvez seja melhor dar um tempo a ela, espaço.
    A: - Acho que tem razão... cineminha então, vou ver o que ela tá a fim de assistir, de repente aquele Lado bom da Vida, acho que ela curte.
    P: - Boa, amigão. Vai lá!
    A: - Valeu Porthos, até segunda ou até amanhã... vai querer tomar café no Miel amanhã cedo?
    P: - Eu topo. Posso chamar o D’Art? Ele tá meio solitário esses dias, nada da Constance topar sair com ele... hahahahaha
    A: - Coitado.. mas ele consegue, é só ser persistente, ela gosta dele, tenho certeza... então tá, fui!
    ......
    Escritório da Revista eletrônica de esportes Gran Prix. Esta é uma revista esportiva no estilo tablóide, o foco eram as fofocas sobre o mundo dos esportes. Quando um técnico era despedido, quando um novo jogador era contratado, ooouuu, algum barraco inesperado que ia direto para a seção FLAGRA.
    Repórter: Este é um ótimo furo!! Vejam, pessoal, temos vídeo novo para lançar no site.
    Repórter 2: Sério, cadê o material? Quem mandou?
    Repórter: Tá aqui no PC, venha ver. Foi anônimo, mas disse que foi um belo dum barraco no Miel Café.
    Repórter 2: - Puts, deixa eu ver isso... opa... espera aí, esse ai não é o Rochefort, do time principal dos Arcanjos?
    Repórter: - Isso mesmo! HAHAHAHAHA Vai, vou mandar pro Rogé publicar agooora no Flagra do site.
    Repórter 2: - Supimpa! Manda ver!! Vai dar o que falar. E eu vou mandar divulgar a nova publicação nos veículos parceiros. 
    ......
    A: - Prefere O Lado bom da Vida ou João e Maria?
    Ar: - O Lado bom da Vida.
    A: - OK. Athos comprou os dois bilhetes e os dois assistiram ao filme, tranqüilos. Aramis tentava parecer mais animada, mas estava um pouco tensa. Athos decidiu não pressioná-la a dizer nada, seguiria o conselho de Porthos. Ele a abraçou no cinema, e comeram um pouco de pipoca, e ele acariciou os cabelos dela como ela gostava. Te amo, sussurrou no ouvido dela.
    Ar: - Obrigada Athos, obrigada!  Também te amo.
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 5:21 am

    Chapitre 7
    B: - Bonjour, mon cherie! Buck acordava ao lado de sua namorada Winter, Wendy Milady Winter.
    W: - Morning, my Prince. E então, o que vamos fazer para nos divertir neste domingão?
    B: - Não pensei em nada ainda, você tem planos? Eu topo qualquer parada!
    W: - Correr no parque, depois almoço no Marine, adoro peixe, você sabe, e depois que tal um teatro?
    B: - Por mim tá fechado...
    W: - Quer levar mais alguém?
    B: - Quem? Não, quero só nós dois, não?
    W: - Oui, mon cher, como você quiser!
    B: - Right! Vou tomar uma ducha.
    W: - Eu tb... huuumm...
    B: - É meeesmo... huuummm... então tá!!
    ......
    Rochefort saiu da livraria, na noite anterior, e veio direto para casa com os novos livros comprados. Iniciou a leitura ontem mesmo, e com avidez já estava para terminar o último capítulo do 1º livro. Esse é daqueles que não adianta ler só a parte que interessa, ele precisava resenhar inteiro, tinha de ler inteiro. O domingo dele foi dedicado a isso, ao trabalho da universidade. Recebeu um e-mail do professor orientador, gostou muito de como o trabalho foi desenvolvido até o momento, mas para a qualificação ainda queria os 4 capítulos a mais, não dá pra reduzir nada. Ele precisava terminar em 1 mês e meio, os 4 capítulos restantes.
    R: - Caramba, ele não me dá trégua. Nunca está satisfeito. Que professor vai ler 8 capítulos na etapa de qualificação? Eu vou morrer louco!! :S E continuou resenhando... foi a tarde toda, parou para tomar um banho e comer alguma coisa, um suco de laranja e um pedaço de queijo suíço. Só. Voltou para os estudos. Seu tio ainda não tinha voltado da casa da namorada, portanto o ambiente estava perfeito para ele aproveitar estudando. Todos os domingos eram folga dos empregados também. Até mesmo D. Gertrudes voltava para sua própria casa. Rochefort não saiu para almoçar, não tinha fome. Passou com o suco e o queijo o dia todo. A noite chegou. Buckingham ligou perguntando se ele tava a fim de ir ao teatro.
    R: - Não vai dar Buck, além do mais, de vela eu nem ia, né meu!
    B: - O que é que tem?
    R: - Buck? Vai lá, aproveite. Eu assisto depois.
    B: - Blz... te mais!
    E varou a madrugada estudando mais uma vez. Sem pausa. Tomou energético e café para segurar o sono.
    .....
    Segunda-feira, 8h, ginásio feminino dos Mosqueteiros
    Dia de treino
    Ar: - Bom dia, meninas!
    C: - Mi, Mi, vem aqui, vem aqui... meu Deus, não sei onde estava no domingo que eu não vi isso para poder te contar...
    As outras garotas do time estavam alvoroçadas. Gabrielle, uma das mais antipáticas do grupo, gargalhava, mas Sr. Albert não parecia nada satisfeito.
    Al: - Aramis, na arquibancada, por favor, quero falar com você. As demais, iniciei o treino, já, Vivian, comande por favor. Vivian era a capitã do time.
    Ar: - Eu não entendo, treinador, o que foi que eu fiz? O que está acontecendo?
    Al: - Pelo visto não está sabendo de nada.
    Ar: - Do que eu deveria saber, treinador, não entendo mesmo, pode ser mais claro, por favor, com todo o respeito.
    Sr Albert teve que explicar exatamente o que estava havendo a Aramis, que não sabia de nada. Acontece que no fim de semana, no domingo, ninguém daquele grupo era muito de acessar a internet e passar o dia navegando. Eram esportistas, e gostavam de curtir o dia ao ar livre, em atividades externas, não de ficar trancados em casa vendo TV ou no computador, no mais pleno estilo de vida sedentário. Mas durante a semana, todos acessaram seus celulares e viram a bom da semana na seção flagra no site da Gran Prix. Aramis jogando café quente no Rochefort. A cena foi filmada no Miel Café e alguém enviou o material para a revista. A casa estava lotada naquele dia, então, ninguém sabia dizer quem foi que fez a filmagem. Aramis ficou num estado de nervos inimaginável. Enfurecida, e transtornada, ela quase começa a chorar de raiva. Principalmente porque até algumas de suas amigas estavam rindo da situação. Claro que a maioria a apoiava, a cena era humilhante para Rochefort, mas ela tinha sido exposta sem seu consentimento. Só podia ser alguém querendo comprometê-la. Aramis detestava escândalos e isso era péssimo para a reputação do time. Os Mosqueteiros eram avessos a esse tipo de coisa. Não queriam chamar a atenção da mídia, exceto quando pelo seu excelente desempenho em quadra. O time cobrava muita disciplina de seus atletas. Discrição era fundamental. Ela poderia até ter sido suspensa por isso. Reagir daquela maneira violenta era contra o espírito esportivo do time. Isso podia denotar que a rivalidade entre Mosqueteiros e Arcanjos ultrapassava os limites da quadra, e era exatamente o que os Mosqueteiros queria evitar, ou seja, que as pessoas pensassem que havia ressentimentos entre as duas equipes. Se houvesse, não seria por parte dos mosqueteiros, mas a reação de Aramis, filmada e divulgada até nas redes sociais, causou exatamente a impressão contrária. E ela teve de ouvir sermões de seu técnico, que só não a suspendeu porque ela nunca se envolveu em confusões deste tipo. Mesmo sendo uma garota super impetuosa, Aramis sabia comportar-se e se conter, mas aquele sujeitinho, Rochefort, a tirava do sério. Aaaah, ela pensou, mas só pode ter sido obra daquele safado, não tem outra explicação. Ele armou para mim... Chamou a mim e a Constance de propósito. Deve ter pedido para algum amigo filmar. E provocou tudo até que eu saísse do sério. Cretino!! Mas ele me paga!!! Ele me paga!!
    Ar: - Treinador, por favor, eu, não vou conseguir me concentrar no treino hoje... estou.. tremendo de raiva, isso foi uma armação, eu não tive culpa, ele foi grosseiro e atrevido comigo. Ele me segurou pelo braço. O que eu devia fazer? Qualquer reação seria um escândalo!
    Al: - Então porque foram sentar-se com ele.
    Constance não resistiu, como estava de ‘bituca’ ouvindo a conversa de perto, colou no treinador em defesa de sua amiga.
    C: - Treinador, Aramis não teve culpa nenhuma. Ela foi a primeira a me advertir a não sentarmos com o Arcanjo, mas eu, eu não agüentava mais procurar lugar, então decidi sentar, não achei que seria um problema. Ela só quis ser compreensiva comigo e sentamos com ele. Mas ele disse que sairia logo. Mas não o fez. E é verdade que ele a segurou. E estava presente, e vi.
    Al: - Ainda assim, meninas. Temos que evitar confusões. Este tipo de acontecimento acaba com a imagem do time. E pode acabar com sua imagem também, Aramis. Tem de ser mais atenta... e está certo, se diz que não conseguirá se concentrar no treino hoje, eu a dispenso, mas vemos como você me devolve estas horas perdidas.
    Ar: - Sim senhor. Obrigada por compreender. Aramis saiu do treino soltando fogo pelas ventas de tanta raiva. Pegou o carro e voou.
    ......
    P: - E aí, tudo certo com Aramis no sábado?
    A: - Sim. Tranquilo. Estava tensa, mas não falar sobre o assunto a deixou mais calma. Passeamos e foi um dia bem sossegado. Eu a deixei em casa antes das 22h.  Estou com medo do Sr. d’Herblay.
    P: - HAHAHAHA Sábio, amigo, és um homem sábio. A fúria de um pai revoltado é um grande problema.
    A: - Eu sei... mas ele não está mais bravo comigo, acredito. Foi só naquele dia. Ainda assim, vou ficar de olhos abertos e não dar mais mancadas. 
    D: - E aí????? Eu quero jogar ainda hoje, gente, vai Jean, saca!!
    ......
    Jr: - Isso, muito bom, muito bom... parabéns, Paul, melhorou muito. Jussac, hoje um pouco de bloqueio. Fique ao lado do Buckingham. Rochefort, você e Rene vão cortar no bloqueio.
    R: - Tá legal...
    B: - Vaaai! Buckingham e Jussac bloquearam bem o primeiro ataque de Rochefort. Depois veio a pancada de Rene, conseguiram bloquear de novo. E continuavam....
    Os demais treinavam recepção e saque.
    Moça, espere um instante, você não pode entrar no ginásio, não pode, estão em treino... calma... não pode não... aaau...
    Ar: - Me soltaaa!! Ela entrou, com tudo, furiosa, aos berros, em pleno treino dos Arcanjos. Uma mosqueteira, sozinha, no meio do treino do time masculino dos Arcanjos. Nossa!!
    Ar: - ROCHEFOOOOOOOOOOOOOORT, SEU CANALHA!!
    Todos: - O.OOOOO Wow!
    R: - Heim?! Aramis? O que faz aqui...
    Ar : - EU QUERO VER QUEM É QUE VAI FILMAR AGOOOORA!!!!
    R: - Ãhn? Filmar o que?
    Ar: - IIIIIISSSOOOOOO!! Ela voou para cima dele, com o olhar aterrorizante e partiu para cima, queria agredi-lo, muito. E xingava, como o xingava. SEU CACHORRO, CRETINO, NOJENTO, ASQUEROSO, VOCÊ É UM BABACA, UM IDIOTA, IMBECIL, NÃO TEM ESCRÚPULOS, ANIMAL PEÇONHENTO.... PRAGA!!
    R: Sem entender nada!! Mas o que... foi desviando-se dos várias tapas que a garota procurava lhe dar. De tanta raiva, ela estava desconcentrada, transtornada, não conseguiu acertar nenhum golpe direito. Claro que não se entregou e continuo batendo com muita violência....
    Ar: - Grrrrrrrr, EU ODEIO VOCÊ, ODEIO VOCÊ, grrrrrrrrrrrr e mais tapas, e outros tapas, e chutes, e até socos, e foi ao que mesmo sem entender, ele percebeu que se não parasse, ia acabar levando uns sopapos. Grrrrrrrrrrrrr.... Ela levantou os braços e ia jogando a força em cima dele.... mais uma vez quando...
    R: - OPA, OPA, OPA, PERAÍ, PERAÍ, O QUE ESTÁ ACONTECENDO, MOCINHA, FICA CALMA E PARA DE SURTAR EM CIMA DE MIM, TÁ LEGAL... O QUE É ISSO??? ENLOUQUECEU??? Tá doida, Aramis? Ele a segurou, com força superior a dela, claro, e a imobilizou. Estavam frente a frente.
    Ar: - Você é cínico, hipócrita... VOCÊ NÃO PRESTA, ROCHEFORT... PORQUE FEZ AQUILO, PORQUE??? O QUE VOCÊ QUER DE MIM, PORQUE ME PERSEGUE??? TEM IDÉIA DO QUE EU TIVE QUE OUVIR??
    R: - Ãhn? Ah, mas ela estava tão linda brava daquele jeito.... tão linda... os cabelos esvoaçando.... ele até ajeitou uma mexa no rostinho nervoso dela...
    Ninguém entendendo absolutamente nada. Todos boquiabertos, Jacques não sabia o que fazer. Ficaram todos parados. Sem ação.
    Ar: - Aaarrgggrrrrrrr Ela se debatia nas mãos dele... agitava os braços, tentando livrar-se... me soltaaaaaa...me soltaaaaaaa..... grrrrrrr.... seu animal imundo, tire suas mãos de mim...... agoora!!
    R: - Aramis...
    Ar: - ME SOLTE!! AAAAAH...
    R: - Ele não conseguiu resistir aos seus instintos que lhe disseram o tempo todo, beije-a, beije-a, idiota, se deixar ela ir sem beijá-la, pode considerar-se um asno. Beije-a!! Puxando-a para bem perto dele, a beijou intensamente, sem o consentimento dela.
    Ar: - Mmmmm...na.....não... sempre se debatendo...
    B: - Roche... você tá louco???? Solta ela!!! Solta ela...
    Ar: - Ela se debatia muito, até que ouvindo a voz da razão, ele a soltou e a deixou ir..
    Ar: - Aaaaaah, seu porco!!! Meteu-lhe um tapa no rosto, com toda a força... e saiu disparada de lá, chorando...
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 5:22 am

    Chapitre 8
    R: - Ah meu Deus, Aramiiiiis, espera... correu atrás dela... mas era tarde, ela conseguiu entrar no carro, e saiu de lá as pressas. E agora, como contaria a Athos? Como olharia em seus olhos de novo?
    B: - Você tá doido? Ela é a namorada do de La Fère, Roche, você é louco, você é louco!
    R: - Eu não... aaaaaaaaaah... aaaaaaaaaah..
    Jr: - Alguém pode me explicar o que aconteceu aqui???? Agora????
    E todos os Arcanjos foram tentar decifrar do que se tratava. Foi só aí que entenderam o mistério. Aramis estava acusando Rochefort de ter sido o causador do escândalo na internet. Foram analisando os fatos, juntando as peças, até chegarem nesse veredicto. Só podia ser por isso que ela veio tão furiosa bater em Rochefort. E agora??
    ......
    Ar: - Não posso contar ao Athos... Sad Ela chorava, estava desolada. Desesperada. Não podia contar com ninguém, ninguém sabia disso, e ninguém deveria saber. Se é que não daria outro escândalo. Nem mesmo aos seus pais ela contaria. Não, jamais!! Nem a Constance. A partir daquele dia, Aramis ficou muito mudada. Ficou com olhar triste e muito calada para o seu costume.
    Athos cada dia mais confuso, não sabia resolver nada e não queria pressioná-la. Mas cada vez mais estava convencido de que havia um problema. Ele ficou sabendo do escândalo na internet, isso não deu para esconder. Mas não soube do que houve no ginásio dos Arcanjos. Ela também não entendeu como foi que “aquele barraco” não foi parar na internet, se o do café foi bem menos intenso e rendeu muita fofoca. Aramis colocava a culpa pelo seu estado em Rochefort. Como o odiava. O odiaria para sempre. Athos queria ajudar, queria entender, queria ser o melhor namorado do mundo, mas Aramis não se entregava a ele. Ela não confidenciava nada a ele. Porque? Isso o deixava arrasado. Toda vez que Athos tentava conseguir alguma pista com ela, ela dizia que tudo era por causa do vídeo no site.
    Rochefort nem tentou se desculpar com Aramis desta vez. Temeu complicar ainda mais a vida da garota e estava certo de que ela o odiava. Ele tinha conseguido ser o mais desagradável dos homens. Como pode roubar um beijo da garota? Isso ele não devia ter feito, não foi nada respeitoso. E ainda mais quando ela veio tão furiosa para agredi-lo. Ele devia ter esperado, ouvido as razões dela, e certamente teriam esclarecido as coisas. Sim porque não foi Rochefort quem espalhou o vídeo. Ele não pediu para ninguém filmar, ele não armou nada, ele estava quieto, no canto dele, estudando, só queria de fato ajudar, e tá, ao mesmo tempo, quis uma oportunidade lícita para conhecê-la melhor. Agora ele estava cheio de caraminholas na cabeça. Seu tio lhe disse um monte pois percebeu seu interesse em Aramis. Foi logo dizendo ao sobrinho que isto lhe tiraria o foco dos treinos e do campeonato. Pediu que pelo amor de Deus ele se esforçasse, e focasse. Por outro lado, seu professor orientador também lhe mandava emails cobrando mais um capítulo ou mais uma resenha, de modo que ele não teve como se concentrar em tanta coisa diferente. Estava tudo perdido para ele e Aramis. Mesmo que ele soubesse que a moça era a namorada de seu rival, ele tinha no mínimo vontade de ser amigo dela, sentiu isso no primeiro dia em que a viu, não sabia como, mas queria estar sempre perto dela. Ele jamais fizera isso por garota alguma, visitar facebook, mandar mensagem, segurar lugar, nada disso... mas com ela, ele queria ser diferente. Dedicado, então, aos treinos, Rochefort passava todos os sábados treinando sozinho em mais tempo que os demais, depois do horário do treino. Era sempre o primeiro a chegar no ginásio. Por vezes acabava indo com seu tio. Não conversavam muito. Ele punha um fone de ouvido com suas músicas favoritas. A relação no fim das contas, não tinha melhorado ou progredido muito. Eles continuavam com sérios problemas de comunicação, como bem diagnosticara Marrie. Mas nenhum dos dois arredava pé. E a dissertação andando, as madrugadas, TODAS, varadas para os estudos. Tinha de terminar os capítulos para a qualificação. Tinha!!! E os treinos aumentando de intensidade. A alimentação do rapaz acabou prejudicada, ele não estava comendo direito. Porque em vez de almoçar com os colegas, ele se escondia e ia ler um pouco para a faculdade. Levava o notebook todos os dias para o treino. Qualquer intervalo, lá ia ele escrever.
    Eles levaram um mês nesse ritmo. Rochefort em dedicação total ao treino e aos estudos, sem dormir e comer direito, e Aramis fechada e calada. Quase sempre triste. Athos muito preocupado. Ele não agüentava mais. Deu um ultimato a ela.
    ....
    A: - Aramis, nós podemos conversar?
    Ar: - Athos, agora não, estou com dor de cabeça, pode ser amanhã?
    A: - Eu juro que eu queria que pudesse ficar para amanhã, mas não dá mais, está ficando insustentável. Eu me sinto incapaz de te fazer feliz. Você sofre calada, contida, só para você. Não está certo, estou ao seu lado, sou seu namorado, quero dividir tudo com você. Eu não gosto de vê-la triste, encolhida. Você sempre foi sorridente e dinâmica e está ficando quase deprimida. Eu não te reconheço. Eu te amo muito para vê-la assim sem fazer nada a respeito. Eu preciso que me diga o que está acontecendo. Por favor, confie em mim, me deixe ajudar você! Ela desabou. Jogou-se nos braços dele, se entregou a um choro ininterrupto, e pedir mil perdões a ele.
    Ar: - Me desculpe, me desculpe, Athos. Não pense, por favor, que o problema é você... é comigo, tem algo errado comigo mas eu ainda não sei o que é... eu preciso de um tempo para mim, Athos... preciso de um tempo... Athos empalideceu.
    A: - Tempo?
    Ar: - Ela não respondeu, só assentiu com a cabeça afirmativamente, e mais uma vez chorou nos braços dele. Ele não a soltava. Não acreditava no que acabava de ouvir. Tempo? Ela queria um tempo? Então era mesmo algo de errado com ele...
    A: - Eu.. respeito sua decisão, Aramis... sua voz embargada... só me diga, foi algo que eu fiz? Sinceramente, por favor, imploro a você que me diga se foi alguma coisa que eu tenha feito, ou dito, ou não feito e não dito!!
    Ar: - Você é perfeito! Eu não mereço você!!
    A: - Não diga isso!! Abraçando-a forte. Ele estava quase chorando, mas tinha de ser forte enquanto ela precisasse.
    Ar: - Eu não estou sendo a namorada dedicada que você merece!! Preciso deste tempo, Athos, você realmente me entende?
    A: - Sinceramente, não consigo entender muita coisa, Aramis, mas respeito, eu respeito o que decidir, está bem. Este tempo... implica em não nos vermos mais? Nem conversar? Não podemos, pelo menos, nos relacionar como... amigos?
    Ar: - Eu.... não sei... eu.. nós dois...
    A: - Tá bom. Estarei sempre aqui quando você quiser, está bem... Conte comigo, Aramis... eu te amo... Sorriu sereno, mas tão triste... deu um beijinho na testa da sua namorada e foi embora. Estavam na porta do Ginásio masculino dos mosqueteiros. Era o intervalo de um dos treinos. Ambos haviam fugido para se ver, mas Athos queria mesmo era conversar com ela sobre isso. Iniciar a conversa que ele pensou que se prolongaria, mas não esperava que Aramis fosse pedir um tempo. Ela estava insegura sobre o sentimento que tinha por ele. Algo aconteceu, e ele não sabia o que era... estava se sentindo péssimo, até idiota, talvez.
    P: - E aí? O que foi que-
    D: - Shh.. não vê a cara dele... aconteceu alguma coisa.. depois a gente conversa.
    A: - MUITO BEM, GENTE.... SAQUE!! Tentou se concentrar no treino.
    T: - BOA Luan.
    .....
    R: - Au?!! Buck....
    B: - Desculpe, mas preste atenção!!
    Jr: - ACORDA, ROCHEFORT.
    R: - Desculpem!!
    No jogo, Rochefort estava na recepção. Jussac em seu lugar no ataque. Do outro lado, Buck sacava. Sacou três bolas, sendo um ace e os outros dois bola que o Rochefort não conseguiu receber bem. Uma acabou de graça para o outro time e a outra foi ponto no sufoco. Jussac teve que inventar uma mexicana do nada para salvar a jogada.
    R: - Parabéns, Juça.... mandou bem, mandou bem... e desculpem...
    Continuaram o jogo. O time de Buckingham ganhou a partida.
    No vestiário...
    B: - O que foi que houve contigo?
    R: - Houve que tu é um filho da mãe, né! Sacava só em mim? Porque não mandou no Tony?
    B: - Eu mandei nele também.
    R: - Só duas!! O resto tudo em mim. E ainda mandava os outros sacarem em mim.
    B: - O treinador quem melhorar a SUA recepção... hahahaha
    R: - HÁ HÁ palhaço!!  Foi mal, hoje não to concentrado...
    B: - Também, essa cara não me engana não, você varou a noite de novo, não é?
    R: - Varei, mas to quase terminando, aí serão só os treinos.
    B: - Tá certo.. vou pra ducha..
    R: - Cuidado com o sabonete, heim!
    B: - Besta!! Wendy quer sair. Mas adivinha onde ela quer ir?
    R: - Não sei, onde?
    B: - No Lilly.
    R: - O bar perto do ginásio dos mosquetas???
    B: - Yeap, e que eles freqüentam assiduamente. Já viu, né! Vai dar *****... não sei que raio ela cismou com aquele lugar.
    R: - Vai lá, ué, é público. Eles vão lá porque é perto. Mas no meio da semana, não é tão cheio e eles não vão encher o teu saco, vão?
    B: - Sei lá!
    R: - Vai lá!
    B: - Você vem? A Annette vai com a Wendy.
    R: - Annette e Winter? Buck, você não costumava ser meu melhor amigo?
    B: - Eeeei, você tá esculachando minha namorada!!
    R: - Pára, pára Buck.... você tá curtindo com a Winter que eu sei, quando foi que você quis algo sério com ela? Heim?
    B: - Mas olha só quem fala, quando foi que você quis algo sério com qualquer uma com quem você já saiu?
    R: - Ah, meu, pára!!! Não estamos falando de mim..
    B: - Qual a diferença, Roche? 
    R: - A diferença é que você escolheu uma para enrolar permanentemente.
    B: - Nada!! Permanente o que!! Vira essa boca pra lá!!
    R: - Não falei! Very Happy Quer nada sério e fica aí!! Libera a garota!! Laughing hahahahaa
    B: - Pois é, você vem ou não, eu sozinho para agüentar a Wendy e a Annette é dose!!!
    R: - Tá bom, vai!!
    B: - Aeee, faz tempo que você que não aceita um convite meu para nada!!
    R: - Mas nada de álcool, essa noite eu vou estudar de novo!!
    B: - Fechado!! Você tem que sorrir de novo, meu caro, tirar esse aspecto de peixe morto da cara...
    R: - ¬¬ Vai logo, antes que eu desista...
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 06, 2013 6:56 am

    Chapitre 9
    P: - Eu sinto muito, parceiro. Mas vamos torcer para essa fase passar logo. Ela deve precisar mesmo. Quando estiver pronta, vai conseguir conversar e te explicar e vocês vai se acertar outra vez.
    A: - Sabe o que eu acho, francamente, embora seja muito doloroso admitir isso?
    P: - O que?
    A: - Que eu e a Aramis, não tem volta. Sad Ah, Porthos, isso dói para caramba! Tava dando tão certo... não sei o que foi que houve... o que dói mais é não saber como acabou... sabe! Não é fato de ter acabado, em si, mas o fato de não saber como...
    P: - Eu entendo, de verdade, você sabe que sim, não é!
    A: - Claro que eu sei.
    P: - Quer sair para distrair a cabeça?
    A: - Ah, Porthos, se eu for nos lugares que costumamos ir, vou me lembrar dela. Temos que ir a um lugar diferente....
    P: - Na Lilly?
    A: - Voltar lá pra perto do ginásio? Vixe?
    P: - É, não problema, vai.. vamos, eu dirijo hoje!!
    A: - Fechou. Vamos...
    .....
    W: - Que bom que veio, Roche. Você está um gato vestido assim.
    B: - ¬¬ Se importa em pelo menos fazer isso longe da minha vista, tá, pode ser, tranquilo? E riu, gargalhou! Buck era desencanado de tudo. Pouco se importava com Milady, afinal de contas, ele não queria nada sério com ela mesmo. Todos os caras com quem ela namorava nunca quiseram nada a sério.
    An: - Mas está gato, mesmo, gatíssimo, se quer saber!
    R: - Annette, não vou ficar com você! Neutral
    An: - Ai, que grosso... não precisa falar assim... que horror...
    R: - Desculpe a franqueza, mas é assim que você começa dando em cima dos caras... fez isso com todo o masculino que eu sei, eu já vi... então, vamos parar de fingir que ninguém sabe que você... gosta de namorar! Smile
    An: - Ridículo!!
    R: - Smile
    B: - Ai, vai começar o jogo!! Vamos assistir quietos, por favor, é a seleção de vôlei jogando... por favor... Aumenta aí, por favor???
    Eles estavam todos lá, assistindo a uma partida das semi finais da liga mundial de vôlei masculino. Tinha mais gente na casa, muitos mosqueteiros, alguns do time também conhecido, Rouen, e outros do Marselha. Eles estavam perto da TV, Buck e Rochefort.
    De repente, Rochefort fica branco como papel.
    R: - Buck , Buck.... eu acho melhor eu ir embora...
    B: - Porque? Tá maluco... chegamos faz pouco tempo....
    R: - Sei lá, eu.. to meio com sono e-
    W: - É porque o de La Fère acabou de chegar??? Mas que coisa boba, porque você deve ir embora?
    B: - Iiih, ele tá aqui!!
    R: - Acabou de entrar...
    B: - Puts... quer ir?!
    R: - Quero!
    An: - Ai que covarde!
    R: - Eu só não quero confusão!! Não devíamos mesmo ter vindo aqui!
    B: - Num falei!! O Lilly é território inimigo!! Vambora!
    R: - Eu tenho que pagar minha comanda... peraê!!
    B: - Daqui isso aqui, vai lá fora... Se manda....
    R: - Duh, como é que eu vou sair, sem pagar?!! Tá uma fila do caramba para pagar, não creio...
    B: - Bem, vamos indo...
    R: - Tá!! Tá! Foram até a fila, se posicionaram e ficaram torcendo para não serem vistos.
    B: - Eles nem vão ver a gente, relaxa... esquece!
    A: - Porthos... ?
    P: - Hum, que?
    A: - Aquele ali na fila não é o Buckingham?
    P: - É sim, tá com a namorada dele, já rodou óóóó... girando o dedo para dizer que Winter era uma garota muito conhecida entre os rapazes. 
    A: - Hummm... olha ele ali! Filho da mãe!! Athos se levantou...
    P: - Athos, Athos.. onde você vai... sh.. espera.. volta aqui!! Porthos o seguiu.
    A: - Com licença, Rochefort, posso falar com você um instante? Sem câmeras!
    R: - Comigo?
    A: - Isso. Contigo. Dá pra ser?
    R: - Pode falar...
    W: - Ela sorria o tempo todo na presença de Athos de La Fère, ele era realmente a nova revelação do vôlei masculino e estava ficando muito conhecido no meio. Muitas garotas estavam loucas por ele. Era jovem e muito bonito. Os cabelos longos ficavam charmosos nele e não estranhos como se ele fosse um desses roqueiros malucos. Ela nem disfarçou o interesse no mosqueteiro, Buckingham queria morrer.
    R: - E então?
    A: - Pode vir comigo, é rápido... não demora não..
    R: - Para onde...?
    A: - Vem comigo...
    Porthos ia seguindo-o.
    A: - Só eu e ele, Porthos. Tá tranquilo.
    B: - Ei, mas porque isso? Qual é?
    An: - Tá querendo confusão, mosqueteiro.
    A: - Não, se eu quisesse não estaríamos parados aqui, eu garanto. Quero conversar.
    R: - Beleza.. beleza... Eu vou....
    Foram até o banheiro masculino... primeiro Athos fez sinal para Rochefort entrar... depois, disfarçadamente, Athos entrou. Trancou a porta por dentro.
    R: - Que porra é essa?
    A: - Porque você prejudicou Aramis deste jeito? O que você ganha fazendo isso? Por acaso você a machucou para me atingir, é isso? Que tipo de homem é você, Rochefort? Você é arrogante, prepotente, é esnobe, e também é um canalha, baixo e medíocre.
    R: - Ei, ei, ei... pensei que tivéssemos vindo aqui para conversar... o que é isso? Tá me ofendendo porque? Para começo de conversa, eu não fiz nada, tá legal. Não fui responsável pela veiculação daquele vídeo estúpido, está me acusando injustamente.
    A: - È mesmo? Mas que oportuno... logo agora que a reputação dos Arcanjos está em baixa...
    R: - Qual é, de La Fère? Tá se achando? E eu é que sou arrogante?? Ah, figura!! Escuta aqui-
    A: - Escuta aqui você. Está conversa é um aviso. Se fizer qualquer coisa contra Aramis de novo, vai se ver comigo, entendeu.
    R: - Está me ameaçando??!!
    A: - Estou lhe dizendo que se fizer algo a Aramis outra vez, se ousar magoá-la ou mexer com os sentimentos dela de novo, eu parto a sua cara em quatro pedaços. Resolvemos isso de homem para rato. Siga seu caminho, Rochefort. Concentre-se para fazer o seu melhor na quadra, porque vamos estraçalhar vocês no Nacional, tenha certeza disso.
    R: - Eu não fiz nada contra Aramis... eu.... eu só.... o que aconteceu foi um... não foi de propósito!!
    A: - O que?!
    R: - Eu...
    A: - Você entendeu. Athos abriu a porta do banheiro e deixou o Rochefort lá dentro, sozinho.
    ......
    Mais 15 dias se passaram
    R: - Oi, Marrie. Chegou cedo.
    Mr: - Oi, Phillipe. Cheguei sim, hoje tive uma reunião exaustiva no escritório, não agüentava mais o cliente não aprovava a peça!!! Afe! Mas e você, como vai a dissertação?
    R: - Ah, não me lembre... Falta 1 capítulo inteiro ainda... e só mais 2 dias para entregar...
    Mr: - Precisa de ajuda?
    R: - Não, não, tá dando para escrever... eu vou lá pro quarto terminar.
    Mr: - Tudo bem!!
    Subiu as escadas correndo com um pedaço de pão sem nada na boca.
    ......
    Mr: - Jacques, tudo bem, está pensativo.
    Jr: - Sim, um pouco... na realidade, eu recebi um telefonema do Rousseau hoje.
    Mr: - Rousseau, da federação francesa de vôlei?
    Jr: - Sim... estão querendo conversar sobre o Phillipe.
    Mr: - Ai meu Deus, é ruim?!
    Jr: - Ao contrário, é muito bom... estão cotando-o para ser titular da seleção francesa no ano que vem. Titular!! Pode acreditar nisso!!
    Mr: - AH! Mas que maravilha!! Que ótima notícia. Já contou a ele?
    Jr: - Não, não... Ainda não..
    Mr: - Mas porque?
    Jr: - Bom, porque ainda tenho que ir a reunião com eles amanhã, vou passar o final de semana fora. Ninguém para comandar o treino de sábado. Acho que vou dispensá-los este sábado. Não! Melhor deixar e confiar que Phillipe vai fazer seu trabalho como capitão. O Peter não estará lá também, porque ele vai comigo. Mas vou pedir que ele não pegue pesado para não lesionar ninguém.
    Mr: - Peter, o preparador físico?
    Jr: - Sim. Querem saber das condições físicas de Phillipe. Mas não está decidido. Pelo que percebi da conversa com Rousseau, estão cotando alguns garotos para jogar, talentos. O tal revelação, o de La Fère, também está no páreo. Se não cuidar, ele pode ‘roubar’ a vaga de Phillipe na seleção. Não quero que isso aconteça, é o sonho do meu garoto, Marrie.
    Mr: - Ah, mas isso jamais vai acontecer, Phillipe é o máximo, ele vai se dar bem. 
    Jr: - Estou contando com isso, mas ele vai ter que triplicar o esforço, a seleção não é brincadeira, e só vão os melhores e ele já tem 27 anos. Está concorrendo com a garotada revelação, são sempre mais novos. Esse de La Fère é uma exceção. O garoto é um furacão, tenho de admitir, mas preciso que Phillipe se prepare para isso, ele não pode falhar. Vai ser frustrante se não der certo!!
    Mr: - Vai dar, meu querido. Vai dar!!
    Jr: - Muito bem!! Vamos dormir, amanhã saio cedo, treino com eles na parte a manhã, e a tarde saio com Peter para Meaux e só volto no domingo a noite.
    Mr: - OK. Você dorme em casa no domingo?
    Jr: - Ia pedir para você ficar por aqui me esperando... ele foi beijando Marrie.
    Mr: - Tá bem, eu fico aqui.
    Jr: - Desta vez não é só por mim que peço... não é só folga...  é por Phillipe, pode ficar de olho nele para mim? Sinto que ele não está muito normal ultimamente.
    Mr: - Porque está mais calmo?
    Jr: - Mais ou menos.... não sei bem o que é, mas sinto esse garoto diferente. Está mais responsável, sem dúvida, não falta nem atrasa nos treinos, mas sinceramente não sei que há com ele que está meio.... aéreo!
    Mr: - Aéreo?
    Jr: - É...
    Mr: - Está apaixonado... Smile Você, quando se apaixonou por mim ficou “aéreo”!  hahahahha
    Jr: - Ah, éééé!!
    Mr: - Éééééé!!
    .....
    R: - Eu só fiz oferecer um lugar a ela e me envolvi numa enrascada! Eu pensei que o cara ia me estraçalhar aquele dia no bar... pior é que cultivei o ódio dela... e gostaria tanto de falar com ela outra vez, esclarecer o mal entendido. Não fui eu!! Não fui eu!!
    G: - Falando sozinho, menino?
    R: - Ger... oi.. é.. to aqui... estudar enlouquece... 
    G: - Por isso trouxe um lanchinho para meu menino.
    R: - Mas Ger, está tarde, você devia estar descansando! Vai dormir, deixa que eu me viro.
    G: - Não senhor, trate de se alimentar. Eu não o vejo comendo direito desde que começou este seu trabalho importante da faculdade, querido. Por favor, não descuide da sua saúde, está bem.
    R: - Tá legal, Ger, você tá certa mesmo, como sempre. Obrigado. Boa noite!
    G: - Boa noite!
    Rochefort passou mais uma noite mal dormida. Ficou em claro e foi treinar com os olhos vermelhos.... tentou disfarçar o máximo para o tio não perceber. Jogou colírio e treinou. De manhã, pelo visto, seu tio não percebera nada. E a tarde, bem, ele teve que assumir o comando da equipe, porque o técnico viajara com o preparador físico. Alguns auxiliares da equipe de Jacques permaneceram na quadra ajudando a administrar o treino.
    Foi tudo tranquilo. A sexta-feira passou rápido. Nada de saídas esta noite. Ele foi dormir na casa do Buckingham.
    B: - Hoje é sexta, você não está autorizado a escrever dissertação hoje. Larga o laptop!?
    R: - Eu só tenho mais uma parte do capítulo e fechou!!
    B: - Faz amanhã!
    R: - Amanhã tem treino.
    B: - Faz depois.
    R: - Vai ficar tarde!
    B: - Desliga isso já!! Arrancou o computador das mãos do amigo. Rochefort ficou zangado e se levantou para puxar o notebook das mãos de Buck. E começou aquela guerrinha para ver quem conseguia puxar o computador para si e ganhar a competição!! Quem puxar, ganha!!
    R: - Pára, não faça criancice Buck... pelo amor de Deus, deu um trabalhão escrever isto, não vai me ferrar meu note. Me dááá isso! É sério!! Ele fez força, mas não estava conseguindo arrancar seu computador das mãos do amigo... puxou, puxou, puxou e foi para trás... sem conseguir seu pegar o notebook de volta. Droga, Buck, você está sendo babaca!
    B: - Não, você é obcecado por este trabalho. Pára, tá maluco!
    R: - Não to maluco, será que alguém pode entender que este trabalho é importante para mim?????
    B: - Para que?! Você joga vôôôôôleeei!! Porque foi estudar Economia????
    R: - Porque eu gooooooooosto!! C*CETE! O que é que tem!
    B: - Bom para de viajar, só um pouco, larga disso agora, e vamos assistir ao jogo dos mosquetas, lembra, aquele da vitória sobre o Marselha. Porra, Roche, nós nem saímos, você não é mais o mesmo o que é que te deu, ãhn?!
    R: - Nada!! Eu to na boa... eu só quero terminar o trabalho, me dá!! Quanto antes eu terminar, mas rápido eu me dedico só aos treinos... Me dá!!
    B: - Nem!!!
    Rochefort torceu o nariz e fez menção de ir até Buck para tomar o computador, mas no meio do caminho, sentiu-se tonto, zonzo, cambaleou até que, quando já estava bem perto do seu amigo preocupado, desmaiou.
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 13, 2013 10:02 am

    Chapitre 10
    B: - Roche, Roche... pelo amor de Deus, cara.. acorda... Roche.. o que foi... fala comigo, fala comigo, Rooocheee!! Buck sacudia Rochefort com força, tentando reanimá-lo... Meu Deus o que foi que houve com ele!! Rooooocheeee... mais agitações e nada.
    Buckingham, alarmado como estava, colocou o amigo deitado no sofá, e esticou-o, sempre tentando acordá-lo. Não conseguia. Na condição de atleta, eles tinham alguns equipamentos de saúde básicos em casa, como por exemplo, um aferidor de pressão arterial digital. Ele foi correndo até seu armário buscar o pequeno aparelho. Seu amigo tinha o corpo frio.
    B: - Acorda, Roche, acorda camarada... vamos... Buck bateu de leve no rosto de Rochefort, e nada de resposta. Ele colocou o aparelho no pulso do amigo e o ligou para verificar a pressão. Esperou alguns segundos, e pronto, o visor piscava a medição.
    Pressão 9x4
    Pulso 47
    B: - Caramba, caramba... 9x4... ROOOOOCHEEE... sacudiu-o com mais força e nada. Correu até a área de serviço de seu apartamento, retirou o álcool do armário e levou até Rochefort. Passou álcool nos pulsos do amigo, no pescoço e finalmente, deu um pouco para ele cheirar. Ah, que alívio!! Rochefort, reagiu ao álcool. Acordou assustado, ofegante, tenso, não sabia onde estava.
    R: - Onde estou...? Onde estou??
    B: - Calma, calma, amigão... você tá legal? Ãhn? Fala comigo, Roche. O que foi? Sua pressão caiu... depressa, vamos ao Hospital.
    R: - ? Que?? Hospital... nããão!! O que aconteceu, Buck.. porque hospital...? Não!! Assustado.
    B: - Hospital sim, Roche, você desmaiou cara... e sua pressão está baixíssima, vambora, eu te levo, vem comigo. Apoia aqui em mim, não faz esforço.
    R: - Para, para, para.. não vou, não vou, não quero... Hopsital não!! Nããão!! Me dá, me dá um pouco de sal.. vai... por favor.. Buck.. não me leva para hospital não, eu to bem, eu juro... to bem...
    B: - ROCHEFORT, VOCÊ DESMAIOU, VOCÊ NÃO TÁ BEM!! Porra, me ouve uma vez só nessa vida e vamos ao Hospital agooora! Buck tentou pegá-lo a força.
    R: - NÃÃÃO! Pára, tá me machucando, pára aí.... ooou.. pára Buck... não quero ir... não vou... espera aí, me deixa, Buck... PÁÁÁÁÁÁÁÁRA!! O único jeito de me tirar daqui é me apagando, eu não vou a Hospital nenhum!! Puf puf puf puf
    B: - Você não está bem, Roche, por favor. Estou falando muito sério aqui, cara...
    R: - Calma, Calma... eu já sei o que foi.
    B: - O que foi?
    R: - Eu to sem dormir direito e não devia ter tomado energético ontem.
    B: - Ontem? Seu palhaço, você tá tomando praticamente todos os dias para se manter acordado e fazer essa porcaria de trabalho da faculdade.
    R: - Não é uma porcaria... eu só... parou de falar... Abaixou a cabeça.
    B: - O que foi? Desculpe. Tudo bem com você? Buckingham sentou-se ao lado do amigo no sofá e viu como ele estava chateado, entristecido e sem forças.
    R: - Posso pegar um pouco de sal na sua cozinha?
    B: - Eu pego pra você, calma aí... sussa, fica sussa...
    R: - Desculpa, Buck, desculpa... desculpa, desculpa, desculpa... mesmo, de verdade!!
    B: - Tudo bem.. me desculpe também, tá, eu fiquei preocupado para caramba. Ainda estou, se quer saber. Dá licença, deixa eu ver uma coisa... Buckingham tocou a testa de Rochefort para ver se ele tinha febre. Sentiu que o corpo do amigo ainda estava frio, provavelmente por causa da queda de pressão. Fica sentadinho aí, quietinho. Daqui a pouco, medimos de novo, tudo bem?
    R: - Tá.
    B: - Encosta as costas, isso... deita a cabeça um pouco para trás... feche os olhos.
    R: - Tô melhor, não se preocupa. Foi só uma cagada minha.
    B: - Das grandes, Roche. Mas deixa pra lá. Agora fica quieto, procure não falar muito. Deixa passar um pouco de tempo para gente aferir a pressão de novo.
    R: - Tá.
    ......
    Aramis estava em seu quarto, em plena sexta-feira. Arrasada. A esta hora, estaria com Athos em algum bar, ou cinema, ou qualquer lugar. Estariam se divertindo, sem dúvida. Sentia falta dele... de estar em seus braços, do seu carinho. Mas tinha algo mais que a incomodava. Um sentimento de repulsa que ela tinha de si mesma. Aquele beijo... o beijo roubado por Rochefort. Ela não tirava aquela cena da cabeça. Chorava. Seus pais estavam preocupados, porque ela sempre foi alegre, espontânea e nunca era de se fechar no quarto. Mas precisava ficar sozinha, precisava deste tempo com ela mesma, para entender o que se passava. Amava Athos, mas estava tão confusa. E esse Rochefort... Rochefort... por mais que ela se esforçasse para lhe esquecer, ele não saia de seus pensamentos... tudo acabava em Rochefort. Phillipe Rochefort de Richelieu...
    Ar: - Cretino, infeliz. Eu o odeio com todas as forças.
    ......
    P: - Não vai sair hoje?
    A: - Não, Porthos, não to na vibe hoje não, velho...
    P: - Tá certo, parceiro... me liga se mudar de idéia.
    A: -  Tá bem, valeu...
    Athos desligou o telefone e se fechou em seu universo, deitou a cabeça no travesseiro, sozinho em casa. Estava deitado na varanda, pensativo. Aramis ocupava a maior parte de seus pensamentos. Não conseguia entender o que a fez perder o interesse por ele. Ele até compreendia que ela não gostasse mais dele, mas queria saber o porque e ele sabia que havia um porque... mas ela estava tão confusa, tão desolada, ele só conseguia pensar na dor dela, e não na sua própria. Mas estava doendo, muito. Sentia-se tão só, Aramis o deixava tão animado, tão contente, tão inspirado e confiante. Não que ele não fosse nada disso antes, mas ela intensificava estas qualidades. Agora estava tão para baixo, meio deprê, e ele detestava se sentir assim. E aquele calhorda do Rochefort... ele deve ter sido o responsável pelo que está acontecendo com Aramis. O que terá ele feito a ela? Será que houve algo mais? Será que ele fez algo mais de ruim a ela? Aquele safado! Se eu o pego pela frente, o esmago!! Odeio aquele verme!! Ele tomou um gole de vinho tinto.
    ......
    B: - Está melhor, Roche? A pressão subiu um pouco 11x7. Tá voltando. Pulso em 58. Tá bom. Escuta bem... se você tiver pressão baixa de novo, vamos nem conversar, levo você ao hospital na hora, com isso não se brinca.
    R: - Tudo bem... tudo bem... mas estou legal.. eu só... que horas são? É muito tarde?
    B: - São 9 e pouco. Porque?
    R: - Posso pedir um favor?
    B: - Claro, Roche..
    R: - Me leva para casa... eu quero ir para casa.
    B: - Levo, claro que levo.. não quer ficar aqui?
    R: - Eu sei lá... eu gosto daqui, Buck, sério, não é nada com você ou com a sua casa... adoro seu AP, de verdade, é que... me deu vontade de estar em casa... eu quero ir para casa, pode me levar, Brow?
    B: - Claro, claro. Vamos nessa.
    .......
    Aramis não dormia direito. Se Rochefort passava as madrugas acordado escrevendo sua dissertação de mestrado, Aramis não conseguia dormir há muitas noites por conta dos últimos acontecimentos de sua vida. Isso estava prejudicando-a nos treinos, pois o seu ritmo, sempre frenético, diminuira e com ele, o do resto do time, que contava muito com ela. Seu técnico percebeu alguma coisa, e pediu que Constance, que era sua melhor amiga, procurasse saber de algo, com jeitinho. E a amiga estava tentando.
    .....
    Mr: - Phillipe? Boa noite! Você não ia dormir na casa de seu amigo?
    R: - Oi Marrie... Sim, ia, mas decidi ler um pouco para ver se consigo fechar o último capítulo para entregar amanhã!
    Mr: - A dissertação de novo! Sei como é! Você está bem? Está abatido e pálido. Deixe-me ver. Marrie se levantou e foi até Rochefort. Tocou-lhe a testa e notou seus olhinhos semicerrados.
    R: - E amanhã ainda tenho treino.... ai ai... lá vou eu... Té +, Marrie, fui.
    Mr: - Phillipe, só um minuto.
    R: - Oi???
    Mr: - Vamos, eu vou com você... estou com saudades de ler um pouco sobre economia, talvez eu me anime vendo você estudar, posso?
    R: - Me ver estudar?
    Mr: - É sim... vamos... podemos ficar no escritório do seu tio, ok?
    R: - Nããão... o escritório do meu tio querido é escuro e mórbido... gosto de ficar no meu quarto...
    Mr: - Bem, então, se me permitir invadi-lo, posso te acompanhar nos estudos nesta madrugada?
    R: - Sério mesmo que quer fazer isso?
    Mr: - Séríssimo, prometo não atrapalhar. Você pode me por para fora se eu o fizer.
    R: - Bom, tudo bem... não acho que você vá atrapalhar, Marrie.
    Mr: - Então está bem... Sorriu para ele. Ele sorriu de volta.
    ......
    R: - E Adam Smith eu terminei só essa semana... dá pra crer!!
    Mr: - Dá...  Dá sim!! São muitos volumes... Mas sua dissertação está excelente, Phillipe, vai ser aprovado com toda a certeza... escolheu uma linha de pesquisa fantástica... dá gosto de ver seu interesse e seu conhecimento sobre Economia... de onde veio essa ‘paixão’ tão diferente da carreira que você segue hoje.
    R: - Eu não sei direito... mas me lembro que desde pequeno gostava de ler o jornal... nossa, eu ficava impressionado com meu pai sentado no sofá lendo o jornal com minha mãe... os dois são economistas... sabe, talvez seja isso, a genética falando mais alto... ou psicológico, sei lá... já falei sobre isso com alguém, não me lembro quem... e me disseram que talvez eu tivesse feito Economia como forma de ‘homenagear’ meus pais... ah, não sei, tudo que sei é que gosto de estudar o assunto, mas fazer uma dissertação interessante e bem escrita e coerente e inteligente, dá trabalho, e exige tempo... coisa que não tenho hoje em dia por causa dos treinos... eu estou dedicando cada minuto do meu tempo livre para isso.. mas está complicado... não consigo conciliar sem tomar uns estimulantes sabe...
    Mr: - Você está tomando estimulantes?? De que tipo, Phillipe?
    R: - Calma, calma... eu quis dizer energéticos... tipo Red Bull... calma aí, não sou drogado, isso teria me ferrado no doping...
    Mr: - Ah, mas que susto me deu e de qualquer forma, interrompa o uso desses energéticos, isso faz um mal enorme a saúde quando em excesso, até problemas cardíacos isso desencadeia, garoto. Tome juízo!
    R: - Bom, ontem eu tomei mais café do que Red Bull.
    Mr: - Esqueça, só falta esse capítulo para terminar e enviar para seu professor?
    R: - Só, daí terei um alívio de uns meses até receber o parecer da banca da qualificação.
    Mr: Ótimo! Eu vou te ajudar e você vai terminar agora!! Vamos lá!! Permita-me!
    R: - Ããhn?
    Mr: - Vai, cadê o texto que você marcou?
    R: - Aqui, mas-
    Mr: - Abre o note... vamos terminar isso!!
    .......
    Pela manhã, logo cedo, lá estava Rochefort deitado em sua cama. Marrie havia conseguido fazer o garoto terminar o trabalho. Ela até escreveu um pedaço e deixou para ele checar depois e averiguar. Até porque, no meio da discussão, o garoto não agüentou e caiu de sono. Ela lhe tirou os tênis e o esticou na cama. Cobriu-o de leve e o deixou descansar. Levou o notebook para o quarto do Jacques e escreveu o resto do capítulo para ele. Ela fez um trabalho tão bem feito, que conseguiu até adotar o estilo de escrita dele. Marrie era uma mulher muito culta e inteligente. Deixou-lhe um bilhetinho. E programou o despertador para 6:30, quando ele deveria levantar para ir treinar. Ela não queria se meter em sua vida, jamais faria isso. Mas ajudaria no que pudesse. Quando ela acordou, foi preparar um café para ele. Fez café, torradas, pôs creme de queijo na mesa, como ele gostava, e até frutas descascou para ele. Foi chamá-lo no quarto.
    Mr: - Phillipe....
    R: - Hummm.... virou-se de lado.
    Mr: - Phillipe, me desculpe, eu sei que é muito cedo, mas você tem treino hoje. Não quero tomar uma ducha e tomar um café rapidinho? Tem torradas quentinhas....
    R: - mmmm... Marrie? Já é de manhã! Piscou os olhos e sentou-se na cama.
    Mr: - Já... não vou puxar as cortinas porque é sacanagem. Vai treinar hoje? Se não for, eu te deixou dormir em paz. Só ter acordei porque sei que você está evitando atrasar.
    R: - Treino? AH, MEU DEUS... O TREINOOOOO!!! Deu um pulo da cama...
    Mr: - Calma...calma.. trate de se acalmar, menino.... que histeria é essa... são 6:30... dá tempo, você vai de carro, não vai?
    R: - Vou...
    Mr: - Então, calma. O café está pronto, te esperando na mesa. Eu vou descer e aguardar você. Sua mala do vôlei está pronta também. Tomei a liberdade de arrumá-la para você. Se quiser só conferir se não falta nada antes de sair, ok? Vai lá, se enfia embaixo do chuveiro, joga uma água e vem tomar café antes de sair. Tá bom?
    R: - Marrie??!! Não sei como te agradecer!! Ele se levantou, de repente, se lembrou... AAAH, MEU TRABALHO??! EU NÂO TERMINEEEEEEEEEEEI.... :S Fiz você perder tempo ontem..
    Mr: - Depois você dá uma olhada no seu arquivo... 
    R: - Você... você terminou para mim?
    Mr: -  Você terminou... tentei seguir sua linha de raciocínio... depois analise e veja se já dá pra mandar para seu professor. Mas isso depis do treino.. acaba às 14:00, não é isso?
    R: - Sim, hoje que é sábado sim... Marrie, obrigado, obrigado mesmo!! Deu um abraço adorável na namorada do Tio....
    Mr: - Aah... que é isso!! Ela o abraçou carinhosamente também... afagou os cabelos dele... vai, está passando o tempo..  te espero lá embaixo...
    E Rochefort ficou muito mais animado e aliviado. Foi treinar mais confiante e contente e todo time pode aproveitar muito bem o treinamento sem seu treinador oficial. Buckingham ficou de olho em Rochefort, ainda estava bastante preocupado com o amigo.
    .....
    Na mesma posição da noite anterior, Athos ainda estava cada dia mais aborrecido com tudo, mas no caso dele, centrado como era, concentrou-se fortemente nos treinos e nos jogos. Houve um amistoso com o time de Lyon, que veio à Paris para uma partida. Os Mosqueteiros ganharam de 3 sets x 0, com uma boa diferença de pontuação, 25x13, 25x17 e 25x10. Athos foi o destaque do jogo, evidentemente. Suas cortadas e saídas brilhantes levantaram o moral dos mosqueteiros ainda mais. Ganharam postagens nos sites especializados e até no da Federação Francesa de Vôleibol. Ele pensava em Aramis quando recebeu um telefonema do seu técnico.
    T: - Onde você está?
    A: - Sr. Treville?
    T: - Cadê você, de La Fère, precisamos de ti aqui no treino. Está doente? Porque não ligou avisando...
    A: - Ah, eu... Deus.. hoje é sábado?
    T: - BOM DIA, ATHOS!! TERRA CHAMANDO. Vem já para cááááááá, guri!!
    A: - Estou a caminho.. me desculpe!
    T: - Eu disse já, não perca tempo se desculpando! VAAAAI! Preciso falar com você!!! Algo muito importante.
    A: - Tá legal!
    Em 5 minutos tomou banho, se vestiu e saiu. Comer, não deu!! E ia levar uma bronca daqueles do Sr. Treville quando ele percebesse que seu jogador passou a noite bebendo vinho.
    ....
    T: - Você tá louco, Athos... heim?! Beber antes de treino???? Você tá de brincadeira comigo, de brincadeira, garoto!!!
    A: - Sr. Treville, eu só
    T: - NEM QUERO OUVIR!! Você trate de mudar essa conduta imediatamente..nada de bebida, filho... nada de bebida... TODO MUNDO PRESTE ATENÇÃO AQUI!!! AGOOOOORA!!
    A: - *Meu Deus, ele vai me escorraçar pra todo mundo ouvir!*
    T: - Está aqui o seu capitão e quero que o parabenizem!!
    A: - Heim?!
    T: - É isso mesmo, garoto.. meus parabéns, em primeira mão!! Você foi um dos indicados para ser titular da seleção francesa de vôlei. Eles começam a treinar par a próxima temporada no início do ano que vem. E me telefonaram, marcaram uma reunião comigo aqui no clube. Querem conhecê-lo pessoalmente.
    A: - Eles quem?!?! Como? Não acredito!! hahahahahah Ele sorriu... que bacana.. que boa notícia, depois dos baldes de água fria que ele vinha levando! 
    A: - Nossa, nossa... mas Sr. Treville... a escolha dos jogadores da seleção não sempre dependendo do resultado do Nacional? A cada dois anos eles não fazem isso?
    T: - Sim, sim.... isso mesmo... deixa eu explicar. Ao final do Nacional, saiu a convocação oficial para a seleção francesa. Titulares e reservas. Eles observam o campeonato inteiro para escolher os nomes. E eles são a Federação, meus caros, a Federação.
    A: - Mas isso é ótimo! Nossa, eu estou muito contente!!! Hahahahahah
    O time inteiro ficou alvoroçado. Porthos e D’Artagnan principalmente, os grandes amigos de Athos. Que maravilha de novidade!!
    T: - Eles também observaram o Regional, estão de olho em tudo, sempre, garotos... por isso é que devem se dedicar, vocês nunca sabem onde está a grande chance de vocês... e Athos, você está numa fase excelente, filho... tá mandando muito bem... mas tem uma mágica no negócio!!
    A: - Heim?
    T: - Não é só você que está no páreo... Tem uma listinha de pelos menos 5 caras que eles olharam, olharam e se interessaram muito...
    A: - Eles disseram quem são eles ao senhor?
    T: - Disseram... Você, Rochefort, Luke do Marselha, Benoit do Rouen, e o Prust do Lyon.
    A: - Caramba... são todos caras sensacionais....
    T: - Claro que são, não é!! É a seleção, Athos.. a seleção, menino!!
    A: - Eu sei, eu ainda não processei..  eu acho... hahahahaha Nossa, obrigado, obrigado, Sr. Treville... Obrigado gente!! Ele estava muito animado.. por um instante se esqueceu dos problemas com Aramis... na realidade, estava cada vez mais convencido de que as coisas estavam acabadas entre eles.. ele mesmo não via motivo para reatar, mesmo se ela quisesse... na verdade, Athos não é bobo... Aramis não o amava mais.. talvez ela estivesse em conflito com ela mesmo tentando aceitar essa verdade, mas o fato era claro... ela gostava muito de Athos, tinha por ele respeito, afeto, carinho... mas não amor... não mais... os beijos não era mais tão calorosos e não era de agora... tem pelo menos 3 meses que as coisas começaram a desandar um pouquinho... e ele querendo fazer dar certo... ela também.. mas no fundo... talvez não fossem feitos um para o outro...  Alegria, e tristeza...  Sorrir pela carreira, chorar pelo amor... assim é a vida, altos e baixos.. ganhar e perder...
    A: - VAMOS ARRASAR NO NACIONAAAAAAAAAAAAAL!!! ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ!!!
    Todos: - UM POR TODOS... E TODOS POR UUUUUUUUM! 
    .....
    Na saída do treino
    Ginásio dos mosqueteiros
    Jardim
    Aramis estava sentada na escada do pequeno parque que havia dentro do jardim do clube onde ficava o ginásio dos mosqueteiros... ela gostava de ficar lá depois do treino esperando Constance, que sempre demorava um pouco mais no vestiário.
    Athos ia saindo com Porthos e D’Artagnan quando a viu sentada.
    A: - Ah... Aramis? É.. gente, depois nos falamos.. eu vou, conversar com ela..
    P: - Humm.. tá certo... até mais...
    D: - E parabéns de novo!
    A: - Obrigado. Sorriu com gratidão.
    .....
    A: - Oi.
    Ar: - Athos?
    A: - Tudo bem?
    Ar: - É... vai indo... sorria amarelo. Estava feliz ao vê-lo, mas por dentro era tanta tristeza.
    A: - Posso me sentar rapidinho? Está esperando a Costance, né?
    Ar: - È, estou sim...
    A: - Então, posso me sentar?
    Ar: - Claro...
    A: - Faz tempo que não nos falamos... ou nos vemos...
    Ar: - É verdade. Desculpe, é que anda meio corrido.
    A: - Sorriu... é?
    Ar: - É...
    A: - Certo... é tudo sempre assim mesmo, acelerado, não é! Mas como tem passado? Você parece triste, se me permite a observação.
    Ar: - É que estou cansada. Do treino.
    A: - Mi, posso te chamar assim ainda, não é? Independente do relacionamento que tivermos... eu repito que pode sempre contar comigo, tá bom. Procure descansar bastante, o Nacional está quase aí, vocês também vão disputá-lo.
    Ar: - É, vamos... sim, tudo bem me chamar de Mi... Sorriu para ele. Você parece contente, se me permite a observação. Sorriu novamente.
    A: - Bom, é que eu acabei de saber de uma coisa que deixaria qualquer jogador em estado de graça.
    Ar: - Do que você soube?
    A: - Eu... fui indicado pela Federação... dependendo dos resultados do Nacional, posso ser um dos nomes titulares da seleção... 
    Ar: - NOSSA! MEUS PARABÉNS!! Athos.. isso é maravilhoso... Ela o abraçou na hora. Ele ficou todo sem jeito. A abraçou de volta, mas nem sabia bem como se comportar. Era estranho estar nos braços da Aramis sem ser dela totalmente.
    A: - Obrigado.
    Ar: - Eu fico muito, muito feliz por você. Sério. É muito merecido! Você vai ser indicado, vai para seleção, tenho certeza! É o melhor!!
    A: - Não sei não.. tem grandes tubarões no páreo.
    Ar: - Quem?? Quem mais foi indicado?
    A: - Bom... Benoit, Prust, Luke e também o adorado Rochefort.
    Ar: - Rochefort? Aquele nome odioso... odioso... Não acredito que aquele canalha ordinário de uma figa foi indicado pela Federação. Ele não merece, não merece nada. Ela demonstrou muita indignação mediante tal informação. Athos se surpreendeu. Nossa, que reação estranha ela teve!! Porque tanto ódio de Rochefort, aquele lance do site deu um bafafá, mas ficou mai feio para ele que para ela... pois parece que ele é quem provocara. Ele achou que ela já havia superado aquilo tudo.
    A: - Puxa, ainda está com raiva desse indivíduo!! Ainda bem que não sou eu. Sente-se... você disse que estava cansada... relaxe.. Nossa, olha só... seu ombros... Ele a fez relaxar... massageou os ombros dela como só ele sabia fazer e do jeito que ela adoraaava... ela ficou mexida com isso... pediu que ele parasse...
    Ar: - Athos.. não... tudo bem... eu vou ficar bem.. E novamente, meus parabéns pela indicação... Você merece de verdade! É um homem incrível, Athos...
    A: - Obrigado, Mi... sorriu meio sem jeito. Ah... Mi...
    Ar: - Oi?
    A: - Porque não me ama mais?
    Ar: - Athos...?
    A: - Eu aceito o fato, tá bom... somos adultos, e maduros... eu entendo que não me ame mais.. só não entendo é porque... quando puder, por favor, me dê um... “feedback”... tá... falo sério... gostaria muito que me desse as suas razões... e espero do fundo do meu coração que não tenha sido algo que eu fiz... que eu não a tenha magoado... não me perdoaria por isso... Dando um beijo na bochecha dela, ele se despediu e foi embora.
    C: - Ah, era o Athos?
    Ar: - Era... :’( Não agüento mais isso...
    C: - O que??
    Ar: - Eu tento entender, eu penso, dia e noite penso e não posso crer em mim mesma, como posso sentir isso... tenho nojo de sentir o que sinto, Constance... me odeio por isso...
    C: - Mi, calma.. não se odeie por não amar o Athos... ele é muito compreensivo, veja que humano e cavalheiro ele é.. nunca te destratou, nunca fez nada para te prejudicar, para manchar sua reputação, nada, ele sempre te respeitou...
    Ar: - Não é isso.. não é por não amar o Athos... se existe algo pior que não amar o querido Athos, sem dúvida é o que estou sentindo agora... não posso acreditar em mim mesma!! Aaah! Que raiva, Constance, que raiva!!!
    C: - ?

    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 13, 2013 10:32 am

    Chapitre 11
    B: - E aí, terminou a bagaça?
    R: - Acredita que terminei???? Vou só conferir detalhes, mas acho que terminei a primeira parte!! Aaaaaaaaah, que beleza!! A Marrie me ajudou muito ontem, cara, muito mesmo, e hoje também... fez o café, me acordou, arrumou minha mala, tudinho!! Nem mereço, viu!!!
    B: - Merece sim...mas me diz, você tá legal, passou mal de novo? Não é melhor dar um pulo no médico, sei lá... Você podia falar com Dr. Perez...
    R: - Nem pensar!!
    B: - Tá certo, você é que sabe, mas vou ficar de olho, e qualquer coisa de diferente, eu te obrigo a ir ao médico, estamos entendidos?
    R: - Sim senhor.
    B: - E aí, quer sair?
    R: Sem chance. Vou conferir o trabalho antes de mandar.
    B: - Beleza. Se cuida eeee, Roche? Que distraída foi aquela no treino hoje? Tem certeza que não tava se sentindo mal de novo MESMO, não né?
    R: - Tenho... é outra coisa, Buck.. outra coisa... nem sei bem explicar por que... to tentando entender... para depois definir... :S
    B: - Tá certo... vê se me fala!!
    ......
    C: - Mi, o que é que você tem, porque está tão diferente, precisa se abrir, minha amiga, se não fizer isto, vai, vai... vai piorar muito... eu acho que você vai só aumentar o sofrimento, não pode guardar isso que está passando só pra você.. afinal de contas, o que foi que houve? Porque você mudou tanto, onde esta sua energia contagiante de sempre? Onde foi parar? O Treinador está preocupado contigo, sabia... você sabe que pode contar comigo sempre, não sabe?
    Ar: - Eu sei, Constance, eu sei... eu só... não consigo me entender, não consigo entender como fui sentir isso... de onde veio essa porcaria de sentimento... e o Athos... ele... tão gentil e cuidadoso, não me culpa nem me julga, acho que queria que ele agisse assim para ficar mais fácil para mim... mas ele é humano demais, cavalheiro demais, eu não o mereço de qualquer forma..  nos vemos mais tarde, eu vou para casa, preciso pensar.. preciso ficar sozinha... e Aramis saiu chorando em direção a sua casa... fechou-se no quarto quando chegou, assustando a Sra. d’Herblay que a viu entrar correndo e subir chorando pelas escadas.
    Foi por isso que a mãe de Aramis não suportou mais ver a filha naquele estado. Já havia tentando descobrir o que estava acontecendo bem no começo da mudança de Aramis, mas ela não se abriu e ao contrário, agiu grosseiramente, fazendo com que a mãe se afastasse. A mãe se afastou realmente, tentando respeitar o espaço da filha, mas não podia vê-la desmoronando daquela maneira e não agir, não tentar ajudá-la, é sua filha, sua bebê, subiu para conversar com ela. E desta vez, não aceitaria qualquer mal comportamento como desculpa para se afastar. Sairia de lá resolvendo a questão.
    ......
    TOC TOC TOC
    Sra. d’Herblay: - Aramis? Meu amor, podemos conversar um minuto, filha?
    Ar: - Mamãe? Agora não, mamãe, por favor.
    Sra d’Herblay não aceitou a resposta e percebendo que a porta do quarto não estava trancada, abriu-a delicadamente e adentrou o quarto da filha. Querida, não pode continuar assim, e você sabe, não é mesmo? Me diga o que está havendo com você. Eu sou sua mãe, o que quer que seja, estou aqui para apoiá-la. Sentou-se perto dela e a abraçou. Vamos, meu amor, mamãe te ama tanto... pode confiar em mim. O que tem acontecido com você que a tem deixado tão abatida, tão triste e desanimada. Esta não é você de verdade, minha filhinha que sempre foi determinada e destemida...  Vamos lá, não tenha medo de nada... eu estou aqui e vou ajudar a enfrentar o que está passando, querida... pode falar comigo...
    Ar: - Mamãe.. *lágrimas e soluços* eu me sinto tão mal... tão mal... tenho nojo do que estou sentindo...
    Sra d’H: - Mas porque?! Conte-me, o que houve... Aramis se jogou nos braços da mãe e antes de tomar coragem para continuar falando, chorou muito, muito mesmo... mãe e filha ficaram um bom tempo abraçadas até que Aramis finalmente começou a contar sua história. Ela contou tudo à mãe, contou como conhecera Rochefort, como andava seu relacionamento com Athos, como ela gostava dele, mas como tinha certeza que já não era o mesmo sentimento de antes, mas muito carinho, afeto, mas amor, não mais... ela também contou que foi Rochefort quem espalhou o vídeo na internet, e que ela foi até ele tirar satisfações. Contou ainda que ele a beijou a força, e que foi humilhante, pois foi na frente de todos os amigos dele. Ela tinha certeza de que ele fez aquilo para humilhá-la e provocar mais confusões, especialmente para prejudicar o Athos, pois ele certamente procuraria Rochefort para defendê-la e isso seria péssimo para carreira dele. Rochefort era um canalha de primeira mão... mas o que mais dói... o que mais dói....
    Ar: - O que mais dói, mamãe, é que eu acho que... eu não sei como... não sei porque, eu o odeio, mas ao mesmo tempo... não paro de pensar nele... não posso acreditar em mim mesma, terei o mesmo caráter dele, mamãe?? Serei como ele? Porque... quero matar este sentimento... e voltar a amar o Athos.. ele foi sempre tão maravilhoso para mim... ele não merece isso.. eu não podia ter feito isso a ele... Athos não sabe deste beijo... eu esbofeteei o canalha, mamãe, mas... desde então, pensar nele é mais freqüente do pensar em mim mesma... meu ritmo nos treinos caiu, Constance disse que o técnico está preocupado e o time está desanimando também... eu sinto isso, e sinto que sou responsável por isso, mas o que eu posso fazer, como posso esquecê-lo, mamãe, eu o odeio... odeio e ao mesmo tempo... estou apaixonada por ele... e mais lágrimas vieram e desceram por seu rosto branquinho e tão assustado. Aramis tinha terminado seu relato. Contou tudo, com todos os detalhes, aquilo lhe fez bem, abrir-se com sua mãe a ajudou.. sentia-se muito mais leve.
    Sra d’Herblay ficou realmente estarrecida com o que sua filha lhe contara, mas estava mesmo preocupada com o sentimento de sua filha.
    Ar: - Obrigada por me ouvir, Mamãe e não me julgar. A Sra. Não me julga, certo? Eu... me sinto mais leve agora... mas ainda estou com peso na consciência por ter escondido o beijo de Athos... acontece que se ele souber... posso prejudicá-lo e não quero isso, ainda mais agora que eu soube que ele foi indicado para ser um possível atacante da seleção... mamãe, isto é muito importante.. muito mesmo, se algo manchar a reputação dele agora, está acabado... posso destruir a carreira dele... e não quero isso porque não há alguém que mereça mais a felicidade do que o Athos... ele é um verdadeiro príncipe encantado, mamãe.. mas porque... porque eu fui me apaixonar por este monstro... porqueeeeeee??!!
    Sra d’H: - Calma, minha filha... em primeiro lugar, é claro que não a julgo, jamais faria isso. E não se manda no coração, querida... amar é carinho, é afeição, é respeito e admiração... mas... não sei dizer se felizmente, ou infelizmente, é também, biologia e química...  são hormônios, é orgânico, uma necessidade de nosso do corpo. Bem, como posso aconselhar você, querida... não me sinto a voz da razão, mas posso dizer que os anos a mais que eu carrego me dão a vantagem da experiência e desse modo... posso dizer algumas coisas que eu provavelmente faria... mas é claro... cada caso é um caso... você tem que analisar exatamente como se sente, ser sincera com você mesma, imparcial, para poder clarear as coisas, e depois sim, fazer o juízo de valores sobre elas... você disse que pediu um tempo ao Athos, não foi?
    Ar: - Sim.
    Sra. d’H: - Então, talvez essa seja a primeira coisa a fazer... conversar e definir exatamente o que vocês tem um com o outro agora. Não é justo que ele permaneça sem saber realmente o que há entre vocês, o tempo não pode ser permanente. Se já sabe que não o ama, o melhor a fazer, por mais doloroso e ruim que isto possa ser, é dizer a ele.  Eu sei... isso será muito difícil, pois eu sei que Athos é mesmo um rapaz de muito valor, um anjo... 
    Ar: - Mamãe... vou machucá-lo tanto, não quero isso...não posso magoá-lo deste jeito, ele não merece.. não merece..
    Sra. d’H: - Eu sei, é claro que sei... querida, acha que não vai machucá-lo e magoá-lo se deixar as coisas assim? Ele te estima muito, preza a amizade de vocês e quer mantê-la, não foi o que disse... então por favor, converse claramente com ele...
    Ar: - Está bem, tem razão, vou machucá-lo ainda mais se não definir o que temos...  ela ainda chorava.
    Sra. d’H: - Agora, sobre o restante das coisas... tudo começou com o comportamento dele naquele bar onde você o conheceu pessoalmente, ou foi o vídeo que a incomodou mais?
    Ar: - Acho que tudo. Ele é arrogante, esnobe, é exibido e pensa que é um deus na terra.
    Sra. d’H: - Nossa, percebeu tudo isso deste rapaz? Sabe que rapazes são ‘entusiasmados’ assim mesmo quando vêem uma garota bonita, não sabe? Ele foi até você e Constance porque as achou atraentes, com toda a certeza. Foi tentar dar uma de galanteador.
    Ar: - Comportou-se como babaca.. um garoto bobo para a idade que tem...
    Sra. d’H: - Mas ele não pediu desculpas pelo seu facebook?
    Ar: - Pediu, mas está aí outra coisa horrível que ele fez. Como pode invadir minha privacidade? Ele sabe muito bem que eu tenho namorado.
    Sra. d’H: - Mas ele procurou o único meio de poder desculpar-se com você, o único meio que ele conhecia. Talvez tenha pensado que essa era a única maneira de encontrar você de novo...
    Ar: - Mamãe, se ele quisesse mesmo se desculpar, podia ter feito isso na hora.... e está defendendo-o?? Ele é um cachorro!!
    Sra. d’H: - Não estou defendendo-o. Eu só estou analisando as coisas friamente, como disse a você, imparcialidade, depois fazer juízo de valor... Acho que a resposta que você deu a ele naquele dia foi um convite a retirar-se da sua presença, como ele poderia se desculpar? Ele deve ter ficado bastante sem graça.  E tudo bem, talvez ter entrado em seu perfil possa ser uma invasão de privacidade, mas ele o fez somente para se desculpar, será que foi um grande crime assim? Você fez o que devia fazer, o bloqueou, já que não queria contato com ele.
    Ar: - Pois eu pensei que ele tivesse entendido o recado. Não quero contato, suma da minha vida. E aí veio o lance do café... e o vídeo, o estúpido vídeo.. acho que ele armou para se vingar mamãe, fingiu interesse apenas para provocar constrangimento...
    Sra. d’H: - Pode ser, mas, friamente, de novo, você tem certeza absoluta, sem sombra de dúvida, que foi ele mesmo quem pediu que alguém filmasse a cena para lançar na internet? Será mesmo? Você me disse que o lugar estava repleto de pessoas, não havia sequer mesas disponíveis, tanto que ele fez a “gentileza” de as convidar para sentar-se a mesa com ele... poderia ser qualquer pessoa no bar, alguém que os conhecesse do mundo dos esportes e querendo ganhar algum dinheiro, talvez, filmou-os e vendeu as imagens. Além do mais, como ele podia prever que você jogaria café quente nele, querida? 
    Ar: - Mamãe, quando ele passou de culpado a inocente, ele é um monstro!!! Ele me provocou para que eu agisse assim.
    Sra. d’H: - Será que ele conhecia tão bem o seu temperamento? O que foi que Constance disse?
    Ar: - Que ele pediu desculpas e que não tinha problema.
    Sra. d’H: - Talvez, só talvez, ele seja de fato inocente do incidente do vídeo.
    Ar: - Mamãe?!!! Supondo que ele seja inocente, apenas supondo, e o beijo... quem lhe deu o direito de me beijar daquela maneira... porque ele fez aquilo? Porque é um porco cretino!! Por isso!
    Sra. d’H: - Nisto sem dúvida que tem razão, ele não tinha este direito, sem o seu consentimento, jamais ele deveria tê-la beijado, mas, porque foi até o ginásio dos Arcanjos, sozinha? Em meio a tantos homens? Querida.. sei que você é corajosa e enfrenta seus problemas... foi reagir para cobrar satisfações, mas sem provas, acha que foi uma reação inteligente?
    Ar: - Meu técnico me chamou a atenção e nem quis ouvir minhas explicações direito!!
    Sra d’H: - Ele disse que você não devia ter se sentado com ele na mesa do café se queria evitar o que houve... não é? Ele tem alguma razão... se ele a incomoda tanto, não deveria ter concordado em se sentar..
    Ar: - Mas a Constance ficou no meu ouvido e me encheu!!
    Sra. d’H: Tudo bem, tudo bem, querida... isso já não tem tanto importância, pois não se pode voltar atrás. Apenas tome cuidado para não fazer cavalo de batalha por algo que nem sempre é o que parece. De qualquer maneira... seu coraçãozinho está muito confuso, pois você ama e odeia este rapaz ... isso é tão difícil, realmente, meu amor...
    Ar: - O que eu faço? Preciso ter paz, mamãe, e não consigo, não enquanto não tirar esse monstro da minha cabeça.
    Sra d’H: - Da cabeça, ou do coração?
    Ar: - Aaah, Mamãe... mamãe... que situação horrível... porque isto está acontecendo?
    Sra d’H: - Porque não se manda no coração, querida, porque não se manda no coração. Mas dê tempo ao tempo. Para conseguir se recuperar, vá resolvendo o problema por partes, comece por onde, infelizmente, é necessário.
    Ar: - Por onde?
    Sra d’H: - Resolvendo as coisas com Athos. Ele merece esta consideração, querida. Tenho certeza de que quando seu coração estiver menos sobrecarregado, sua cabeça estará mais relaxada, livre, e pensará com mais clareza sobre as coisas. Tudo bem?
    Ar: - Tudo bem... obrigada, Mamãe, obrigada por tudo...
    Sra d’H: - Não se aflija mais, meu amor, não enquanto eu estiver aqui para ajudá-la. Sabe que pode contar comigo... sempre. Não se esqueça disso. Eu te amo. Agora descanse um pouco. A Sra. d’Herblay beijou a testa de sua filha e a pôs para dormir um pouco, Aramis precisava deste descanso, para aliviar toda a tensão que sentia. Quando acordasse, estava decidida, ligaria para Athos e pediria para conversar com ele.
    ......
    R: - Olá, olá... já cheguei.
    Mr: - Olá, bom te ver mais animado.
    R: -  Obrigado de verdade, Marrie, vou enviar o texto pro meu orientador. Finalmente!! Banca de Qualificação, depois, agendamento da banca definitiva e aaaaaaaah, vou apresentar minha dissertação...
    Mr. – Por favor, não se esqueça de ler o texto.
    R: - Vem comigo?
    Mr: - Quer que eu vá com você?
    R: - É claro, você salvou o dia, não é!
    Mr: - Mas você se salvou, eu segui sua linha de raciocínio, como já disse, suas anotações e destaques nos textos, e enfim... veja se condiz com o que você defende.
    R: - Com certeza, condiz. Vem comigo!!!
    Mr: - Está bem! Marrie seguiu Rochefort até seu quarto e ficaram lá por uma hora discutindo o capítulo final. Rochefort concordou com tudo que Marrie havia escrito. Era exatamente o que ele defendia. Pois bem, fez uma pequena modificação na conclusão do capítulo e voilà, enviou o arquivo para seu professor. Pronto! Basta de madrugadas mal dormidas!! Pelo menos até o retorno com a data da apresentação, se ele for qualificado.
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Fev 13, 2013 10:33 am

    Chapitre 12
    R: - Graças a Deus, já se foi!! Agora é só esperar o feedback.
    Mr: - Podíamos comemorar isso, não acha? Que tal uma pizza?
    R: - Quer pedir pizza?
    Mr: - Não, na realidade pensei em ir até o Fornace, o que acha?
    R: - Humm.. Pizza, mas com requinte!! Eu topo...
    Mr: - Pode comer pizza, certo?
    R: - Posso, posso sim, tá tranquilo.
    Mr: - Então vamos..
    R: - Espere, eu vou trocar de roupa. Não vou ao Fornace de agasalho... hahahahaha
    Mr: - Farei o mesmo então, para acompanhá-lo com estilo.
    ......
    TRIM TRIM TRIM
    A: - Aramis?
    Ar: - Oi Athos... tudo bem com você?
    A: - Vou indo.. e você?
    Ar: - Também, na medida do possível. 
    A: - Diga... 
    Ar: - Você concordaria em me receber em seu apartamento para conversarmos, agora?
    A: - Agora?
    Ar: - Ah, perdão, você deve ter compromisso ou está descansando, não é? Quer marcar para outro dia, talvez o outro final de semana?
    A: - Não, não... pode ser agora, sem problemas. Eu já estou te esperando então.
    Ar: - Não tem mesmo nenhum compromisso? Nâo vou atrapalhar você?
    A: - Mi, você nunca me atrapalharia.
    Ar: - Então está bem, eu estou a caminho. Devo chegar dentro de 15 a 20 minutos.
    A: - Tá certo.
    Aramis dirigiu seu compacto até a casa de Athos. Chegou em 14 minutos, exatamente, no apartamento do ponta dos mosqueteiros.
    A: - Oi... entre... por favor...
    Era uma formalidade estranho no trato entre eles. Já foram namorados, íntimos, que jeito maluco de lidar um com o outro, como se fossem apenas colegas.
    Ar: - Oi... eu.. preciso muito falar com você, deixar as coisas em pratos limpos...
    A: - ................. sente-se... você quer beber alguma coisa?
    Ar: - Não... não mesmo, eu vim... eu... Aramis segurou Athos pelas mãos e o conduziu até o sofá. Sentaram-se um de frente para o outro. Olhavam-se nos olhos. Athos se preparou psicologicamente, sabia exatamente o que ouviria.
    Ar: - Athos... eu pedi um tempo para... para nós...
    A: - É... eu me lembro...
    Ar: - Já faz pouco mais de um mês e ainda não lhe dei qualquer tipo de retorno e ainda por cima me afastei de você de tal forma que nem mesmo eu compreendo direito. Mas aconteceu tanta coisa... quero dizer, aconteceu pouca coisa, mas o que aconteceu teve um impacto profundo em mim e eu fiquei confusa por muito tempo... mas eu acho que finalmente entendi o que está acontecendo comigo.. infelizmente está acontecendo, eu não queria, não mesmo, realmente, acredite em mim, por favor, eu realmente não queria que acontecesse, mas está acontecendo...  Eu sinto muito, eu sinto tanto... espero que possa me perdoar, e que não guarde rancor ou mágoa.. estará no seu direito... você não merece alguém com eu, Athos..
    A: - Aramis, por favor, não coloque as coisas assim, não é verdade que eu não a mereça, a não ser que seja do ponto de vista de que eu não seja merecedor, e não você, “insuficiente”, não quero ouvi-la falando assim de você mesma, você é linda e é uma pessoa incrível, fantástica, lutadora e determinada rs... nunca vi tanta obstinação assim em alguém rs... sorriu.... eu te admiro demais e eu sei o valor que você tem, reconheça-o também, você mesma, tá... mas eu não quero atrapalhá-la... continue, por favor... estava doendo tanto, pobre Athos... a sequência seria fatal!! Ele sabia!
    Ar: - Obrigada... obrigada por isso.. obrigada por tudo... mas eu também sei reconhecer o seu valor... e você é o homem mais extraordinário que eu já conheci... nobre, inteligente, tem compaixão, é compreensivo e companheiro, verdadeiro cúmplice de seus parceiros... você é magnífico, Athos... Mas... mas eu... eu não... Aramis começou a chorar... eu não sou assim.. . e eu pensei tanto, tanto, de verdade, eu pensei milhões de vezes, e sempre tentei encontrar um caminho melhor... para nós... eu queria o melhor para nós, eu sempre quis... mas não consigo mais... continuar seria enganá-lo e enganá-lo é algo que eu não quero fazer, jamais, nunca mesmo... não você... qualquer um, menos você... ela o tocou no ombro... e acariciou o rosto dele... ele fechou os olhos...e segurou a mão dela com a sua.... sentindo-a... um calor percorreu o seu corpo... e também chegou aos seus olhos, que ainda fechados... começaram a marejar...
    Ar: - Meu querido Athos de La Fère, tão lindo, me desculpe... me perdoe... me perdoe de verdade, por favor, me perdoe... mas.... mas... não podemos... não podemos mais... eu... nós não podemos continuar juntos... não mais... Sua voz embargou e ela não conseguiu continuar a falar... e aos prantos, o abraçou.... Ele correspondeu e as lágrimas desceram. Foi um choro silencioso, o de Athos, mas ele estava chorando, muito, nos braços de Aramis.. talvez o último abraço que ele daria nela, daquele jeito.. o último abraço como namorado...
    A voz da garota voltou, embargada ainda... mas ela tentou continuar... Ele permaneceu imóvel, preso ao abraço dela. Seu coração batia forte, ela podia sentir.
    Ar: - Me desculpe.. mas se eu ... se eu continuasse, não seria verdadeiro, não seria sincero... eu não quero magoá-lo, não quero machucá-lo... e sei que estou machucando... por isso eu peço perdão... de joelhos se for preciso, Athos... eu jamais quis te fazer sofrer... eu juro que não.... você é um anjo... no sentido mais estrito que a palavra tem... tão doce... mais carícias no rosto do rapaz que não sabia bem como ainda estava conseguindo ouvi-la... ele tremia um pouco... soltou-se do abraço dela e com uma voz baixa e chorosa... sentida... só teve forças para responder...
    A: - Eu entendo... quanta tristeza em seus olhos... foi um baque tão violento... mas ele continuava com seu choro contido, com lágrimas escorrendo em seu rosto, mas nenhum barulho, nada que indicasse sua dor profunda...
    Ar: - Eu sinto muito, eu sinto tanto....
    A: - Não sinta, não se desculpe, pois não há culpa nenhuma... é o que é... não é mesmo.. limpou uma das lágrimas que desciam em sua bochecha... Aramis, eu posso fazer apenas uma pergunta? Por favor, não me compreenda mal... eu só... é que imagino que essa seja a única a razão pela qual nós não tenhamos mais dado certo...  eu perguntei antes se havia feito algo de errado, dito algo de errado ou ainda que se eu não havia feito ou dito a coisa certa... e você me disse que não, que não era nada disso. Então... eu só posso supor que... existe outra pessoa, não é? Tem alguém mais em seu coração... não tem?
    BUM A pergunta foi um choque para Aramis... não tinha passado pela cabeça dela que Athos lhe perguntaria isso... mas a pergunta veio... e agora ela deveria responder.. devia a ele uma resposta, com toda a certeza e sinceridade... mas e agora? Revelaria quem era esta outra pessoa?
    ......
    R: - Esse lugar é muito bom.
    Mr: - Também gosto muito daqui. Vinha muitas vezes com Jacques quando ainda podia comer pizza a vontade.
    R: - Preocupada com o shape?
    Mr: - Sempre, querido.
    R: - Mas você não precisa se preocupar com isso. É esbelta e elegante! Marrie era mesmo uma mulher muito bonita, alta, esguia, qualquer roupa lhe caia muito bem, apesar de seus 49 anos. Tinha os cabelos curtíssimos, lisos e repicados, grisalhos ao natural, como ela gostava. Detestava tinturas. Seu estilo de vida era mais independente e naturalista, mas de vez em quando cometia algumas extravagâncias. Sua pele ainda era viçosa e brilhante, não aparentava a idade que tinha. Era muito atraente por causa de seu charme e inteligência. Essas duas qualidades a deixavam ainda mais bonita e interessante. Solteira por convicção, mas nunca sozinha. Jacques era mesmo o amor de sua vida. Era a vice presidente de uma grande consultoria Econômico-Financeira. Deu-se muito bem na carreira, 2 mestrados e 1 doutorado em Economia. Era a única mulher a compor o alto escalão da empresa em que trabalhava. Todos tinham por ela muito respeito e admiração, pois era brilhante no que fazia.
    Mr: - Há! Depois dessa, eu lhe pago o melhor vinho da casa. Pode pedir.
    R: - Hahahaha Marrie, de verdade, é bobagem se preocupar com a sua forma física, é uma mulher linda e exuberante. Se há uma coisa que meu tio tem é bom gosto. Sorriu simpaticamente.
    Mr: - Você é muito lisonjeiro, Phillipe.
    R: - Sério.. não estou fazendo média... além do mais você é muito mais que uma mulher bonita e atraente, Marrie, é inteligente e charmosa, e é por isso que há pelo menos 4 homens olhando para nossa mesa neste exato momento. E é por isso que vou pegar em sua mão e fingir que você está comprometida comigo.. hahahhaha Rapidamente, Rochefort tocou a mão de Marrie como se ambos tivessem ‘alguma coisa’ extra amizade.. o que jamais aconteceria, Marrie não era o tipo de mulher que se relacionaria com um rapaz mais novo, mesmo que fosse evoluído, ela gostava de homens mais velhos, maduros... 
    Mr: - Phillipe, pare com isso... não faça isso, garoto.
    R: - Desculpe, mas 3 deles desistiram. Só um é persistente o bastante. Será que preciso ser mais incisivo...?
    Mr: - PHILLIPE?! Você é maluco! Pare já com isso!! Comporte-se, pelo amor de Deus, que vão pensar todos aqui... que eu estou saindo com um mocinho?!! Ah! Além do mais eu venho aqui com Jacques de vez em quando... todos nos conhecem... ora!!
    R: - MARRIE?!! Mas que surpresa... isso é terrível?!! Hahaha Não esperava que fosse tão conservadora, não você!!! Há! Por favor! E eu não sou só um mocinho.... hahahahaha Tenha certeza disso...
    Mr: - Phillipe.. ¬¬ não sou conservadora, você é que é mesmo muito ousado pro meu gosto... riu.
    R: - É brincadeira... é brincadeira... eu só queria ver a cara de desapontamento deles... Marrie, é hilário... você também riria...
    Mr: - Afe! Qual sabor prefere? Escolha um, vamos, afinal estamos celebrando o seu duplo sucesso.... (ops!)
    R: - Certo... é... espere, disse duplo??? Como assim, duplo???
    Mr: - Nada, me enganei... 
    R: - ¬¬ Marrie?
    Mr: - Ah... seu tio queria contar pessoalmente...
    R: - Contar o que?
    Mr: - Ele vai me trucidar por isso!! Ah!
    R: - Conta logo, Marrie, o que é?
    Mr: - Bem, aí vai! Você é um dos nomes indicados para entrar para a Seleção francesa. A Federação indicou você como potencial atacante da seleção. Está no páreo, Phillipe... está no páreo.... e agora com o quase término da sua dissertação, isso é sucesso duplo... 
    R: - MEU DEUS!! ISTO É SÉRIO?!!!
    Mr: - É.. mas pode fingir surpresa quando seu tio lhe contar?
    R: - WOW.... WOW... WOW... eu.... fui indicaaaado!! Para seleção????? Posso ser escolhido?? Ah, não!! Mas espere... quem mais foi selecionado?
    Mr: - Ah, seu tio me disse os nomes dos rapazes, mas eu não gravei nenhum, somente o seu...  Parabéns, Phillipe, parabéns, você merece!
    R: - Eu.... nem sei o que dizer, o que pensar... ah, caramba, caramba, será que dou conta... isso depende do resultado, quero dizer, do desempenho dos atletas no Nacional.... há! Tenho certeza que de La Fère é um dos nomes...
    Mr: - Isso, esse nome foi citado pelo seu tio... me lembrei. Não me lembro dos demais. Mas isto não é importante, vamos comemorar seu sucesso... você batalhou por isso... seu sacrifício está sendo apenas reconhecido.. vamos... vinho tinto seco? Merlot, ou um Cabernet Sauvignon?
    R: - Deus!! A seleção!! Nossa!! É uma aspiração alta demais...
    Mr: - Nada disso... você chegou lá... é um grande garoto, Phillipe Rochefort Richelieu.
    R: - ....... Puxa, tá um frio na barrida que não sai... estou sentindo um frio na barriga que não sai... repetiu gargalhando.... hahahahahahahahaha
    Mr: - Calma... vou pedir um Merlot... 
    R: - Tá... tá legal... e... pede napolitana para mim, por favor! Bastante parmesão...
    Mr: - Ok....
    ......

    Ar: - Alguém... ?
    A: - Sim, alguém. Alguém por quem você tenha se interessado... existe alguém?
    Ar: - Athos, por favor, é melhor nós-
    A: - Aramis, por favor, seja plenamente sincera comigo, eu imploro... me conte toda a verdade! Não esconda nada de mim, afinal, nós continuaremos amigos, não é mesmo? Podemos continuar amigos? E amigos são sempre honestos e sinceros uns com os outros... por favor, me conte tudo...
    Ar: ................
    A: - ...........
    Ar: - É claro que sim... é claro que sim..... ela voltou a abraçá-lo com tanto carinho... as lágrimas de Athos escorrendo do rosto... ainda um choro contido, mas as lágrimas não podiam continuar presas, elas pediam liberdade, era como se quisessem amenizar a dor que o coração do rapaz sentia.
    A: - E então, existe alguém?
    Ar: - É que não posso dizer quem é.. Athos, incomoda-me demais, eu não queria sentir o que estou sentindo, você não pode imaginar como é, como está sendo para mim, está doendo demais... demais... eu não queria.... não queria...
    A: - Então há mesmo alguém...
    Ar: - ............................................. Sim...
    A: - Ele recostou-se no sofá.. seu corpo queria tombar para trás... mas como havia o sofá, ele se segurou.... apoiando-se, de olhos fechados e cabeça para cima, com as mãos tirando os cabelos do rosto úmido pelas lágrimas... Athos entrou num estado de desespero que teve que controlar para não passar a mesma sensação para Aramis... ela ainda a amava demais... Ok... certo... mas porque não pode me contar quem é? É alguém que eu conheço? Por favor, é algum amigo meu? Quem é.. quem é, Aramis, por favor, quem é?
    Ar: - É mesmo tão importante saber de quem se trata?
    A: - Na verdade... só quero saber se alguém a tirou de mim ou se fui eu quem a perdi... Suspirou alto...
    Ar: - Athos... você não fez nada de errado... e ninguém me tirou de você.... eu é que não te mereço... você é mais do que eu mereça ter... entenda isso...
    A: - NÃO DIGA ISSO! EU NÃO ME APAIXONEI POR ALGUÉM QUE NÃO SE RESPEITA... ARAMIS... você é maravilhosa e muito digna... eu lamento.. eu só posso lamentar que não tenhamos mais dado certo... eu sinto muito... de verdade... e eu entendo... posso pedir mais um favor??
    Ar: - Claro... o que posso fazer? Eu farei tudo que me pedir Athos.. tudo...
    A: - Tudo?
    Ar: - Sim....
    A: - Então me diga quem é?
    Ar: - Isso eu não posso.... não estou pronta... já lhe disse, isto está mexendo demais comigo, de uma forma muito negativa, Athos... está me machucando também.. não me peça isso... não agora....
    A: - Não agora?! Está certo... tá certo... então... quando estiver pronta, poderá me contar? Eu poderei saber um dia??? Aramis...
    Ar: - Sim, eu prometo... quando isso se resolver comigo, eu vou lhe dizer de quem se trata... mas agora não é um bom momento, nem para mim, e nem para você, Athos...
    A: - Nunca será um bom momento, Aramis... e eu tenho que saber.... mas te respeito tanto que espero o seu tempo... eu espero... eu espero...
    Ar: - .......................................
    A: - ........................................
    Ar: - Eu... sinto muito.... e ainda gosto tanto de você, Athos... acredite em mim... no meu carinho por você....
    A: - ..............
    Ar: - Eu... acho melhor ir agora... eu tenho que ir.... ela se levantou, beijou a testa de seu ex-namorado... e foi em direção a porta... ele não conseguiu se levantar para acompanhá-la... estava arrasado....
    A: - Aramis?
    Ar: - Sim...
    A: - Não me esquece.... não se esqueça de mim, eu te prezo muito, sua amizade... por favor... quero conservá-la e eu prometo que não forçarei nada... eu sei que não estamos mais namorando a partir de agora... mas... só... não me esqueça!! A última frase saiu quase um sussurro.. ela mal pode ouvir.. mas ouviu.. e como doeu ouvir seu querido Athos dizer aquelas palavras...
    Ela voltou até ele, sentou ao seu lado, e abraçou mais uma vez.... disse-lhe que jamais faria isso.. que ele NUNCA seria esquecido e que ele representa aquilo de mais belo que a vida lhe podia dar e ensinar... Que ela era outra pessoa, uma pessoa melhor depois do relacionamento com ele e que jamais o esqueceria e que ele também era importante demais para ela para ser esquecido... o abraço quente e terno demorou quase 20 minutos. Foi quando ela disse novamente que tinha que ir. Na verdade não suportava mais a dor... ela sentia dor por que estava causando uma dor maior em Athos... ambos se puniam pelo que sentiam... mas Aramis ainda estava preocupada com uma coisa... como revelar quem está agora em seu coração? Como? Isso ‘mataria’ Athos... podia prejudicá-lo no momento mais importante de sua carreira, ele podia se desconcentrar de tal forma que perderia o nacional... ou não se destacaria como sempre e perderia sua tão merecida e sonhada vaga na seleção... ela não podia estragar tudo...
    Ela foi embora chorando. Chamou Constance para lhe contar tudo.
    O arrasado Athos não teve forças para mais nada. Jogado no sofá estava, jogado no sofá permaneceu até o dia seguinte. Chorando... chorando muito... tudo aquilo que havia segurado na presença de Aramis, desabou quando ela saiu de seu apartamento. Ele não agüentava mais, ou chorava ou explodia... e chorou, porque é humano... e chorou de verdade....
    A: - Só não me esqueça!! Repetiu para si mesmo... como se Aramis ainda pudesse ouvi-lo.
    ***
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Ter Fev 19, 2013 8:16 am

    Chapitre 13

    Ar: - Ah, Constance, você me compreende, entende o que estou sentindo? Eu não quero sentir.. não sei o que fazer... eu o odeio... como posso então sentir.. amor ao mesmo tempo?!
    C: - Oh, Mi.. Mi... que problemão, minha amiga... tadinho do Athos... coitadinho....
    Ar: - Constance, está aqui para me ajudar, não para me fazer sentir pior... eu o magoei demais, amiga... muito mesmo... ele estava arrasado quando saí do apartamento... eu o deixei... eu sou uma péssima pessoa...
    C: - Pára, pára com isso.. você seria má pessoa se permanecesse com ele gostando de outra pessoa.. enganá-lo o machucaria muito mais e essa ferida jamais sararia.. contar a ele e terminar o relacionamento de vocês foi tratá-lo com o respeito e a dignidade que ele merece, mesmo machucando, é o certo a fazer.. você agiu certo e não deve se culpar por nada...
    Ar: - mas eu não tive coragem de contar a ele... disse que um dia eu contaria, quando estivesse pronta, mas isso só poderá acontecer quando o Nacional estiver encerrado e for escolhido definitivamente pela Federação.
    C: - Certo... isto também está certo.. de qualquer maneira, ele sabe que há alguém... vocês combinaram tudo e o combinado não sai caro, Aramis.. você só está protegendo AThos... está agindo certo..
    Ar: - Tá.. tudo bem... mas e agora, o que eu faço para reprimir isso que eu sinto por aquele canalha? Porqueeeeeeeee estou... como eu posso.... isso não é.... eu não devia estar apaixonada por ele... eu nem sequer o conheço... e o pouco que conheço é tão... tão ruim.... isto é um absurdo Constance, não pode ser... não posso estar gostando dele... eu devo estar confusa, só isso.. mas como posso!
    C: - ........................ Mi... estou aqui para te ajudar e para ser sincera... esse momento é crucial e importante demais eu não seria leviana com você.... e me desculpe, mas talvez seja um golpe duro, mas não acho que você esteja confusa sobre o que sente... acho que sentir o que sente te deixou meio perturbada... porque você não QUER sentir... mas sente... você está mesmo apaixonada pelo Rochefort, minha amiga... é química... aquele dia... lembra, lá atrás, quando o conhecemos no ‘Taverna’... que ele se exibiu e você deu um fora nele... acho que começou ali...agora, analisando as coisas friamente...
    Ar: _ Ah, você também com analisando as coisas friamente... mamãe me disse a mesma coisa... que antes de tudo devo analisar as coisas friamente... e só depois tomar decisões ou fazer conclusões... Constance, eu estou arrasada... ele é um mauricinho arrogante e exibido e é o tipo de cara que eu NÃO SUPOOOOOOORTO.... é isso que me confunde.. não entende? Como posso amar o que odeio...?
    C: - Eu já respondi isso, Mi... ¬¬ é química... boa parte do relacionamento é química, isso também conta, também é importante e ele deve beijar muito bem para te deixar assim, hipnotizada....
    Ar: - É pior que isso, é uma espécie de feitiço... cachorro!!!
    C: - Cachorro lindo, diga-se de passagem!!
    Ar: - CONSTANCE!!! AJUDE-ME!!
    C: - Ai, mas estou te ajudando.... ele é lindo demais... mas voltando àquele dia no Taverna... lembre-se bem, que antes dos meninos chegarem, você ficou toda atrapalhada olhando para o lado onde Rochefort estava.. parecia até que o procurava... só para vê-lo ou sei lá..
    Ar: - Ah, mas isso foi porque... porque... porque eu queria ver a cara de tacho dele mais vezes... ué!
    C: - ¬¬ Ao menos eu estou sendo honesta aqui!!
    Ar: - Pára com isso! Parece até que você o apóia! Para quem está torcendo afinal!!
    C: - Pelos dois... para que os dois fiquem juntos... eu adoooooro o Athos... mas amo você, minha amiga.. e quero que seja feliz.. e nesse momento sua felicidade está no meio dos Arcanjos.. 
    AR: - Você enlouqueceu, Constance, enlouqueceu!! Eu estou aqui precisando da sua ajuda pra me livrar deste sentimento tosco, dessa coisa horrível que eu estou fazendo e você me vem com essa loucura.... faz idéia do que está propondo?
    C: - Ah, se quer saber, eu acho que ele gosta de você e que se você fosse esclarecer as coisas com ele, certamente, se dariam melhor.. você pode se surpreender.. Sabe, Mi... no dia do café quente no colo do coitado, ele ficou todo sem jeito, não foi culpa dele, eu tenho para mim que foi algum idiota que realmente os reconheceu e lançou o vídeo na net para ganhar uns bons trocos... qual é? Ele é famoso!! É um rosto conhecido... até porque, ele não é só jogador, ele é RICO.. né, filha, e isso vira manchete...
    Ar: - É ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO, CONSTANCE... Ele fez aquilo porque sabia que eu namorava Athos... e quis provocá-lo... e ao mesmo tempo quis se vingar de mim porque eu o ‘humilhei’ naquele dia na taverna e eu não estava de olho nele coisa nenhuma, não insinue isso de novo...
    C: - ESTAVA DE OLHO NELE SIIIIIIIIIIM.... Eu te conheço, sei que não estava pensando em trair AThos nem nada parecido.. foi algo involuntário...
    Ar: _ EU NÂO ESTAVA PROCURANDO POR ELE!
    C: _ ESTAVA SIM! Eu fiquei no vácuo esperando sua resposta umas 3 vezes durante nossa conversa... tá... você nem prestou atenção ao que eu disse!
    Ar: - Mas que coisa.. é claro que prestei!!
    C: - Então o que foi que eu disse?!
    Ar: - ORA, MAS ISSO É MUITO INJUSTO, CONSTANCE... COMO QUER QUE EU ME LEMBRE, FAZ TEMPO!!
    C: - Se tivesse prestado atenção, lembraria.. porque era assunto sério... eu estava te contando que eu andava pensando muito no D’Art... e isso é importante e você teria gravado se tivesse prestado atenção ao que eu dizia.. você só pensava no Rochefooooort.. hahahaha
    Ar: - Para de rir, isso é muito sério.... sério demais...
    C: - É sério, eu sei que é, mas a minha opinião é que você está piorando as coisas com esse ódio gratuito do rapaz... ele tá acostumado com holofotes, ok, isso eu reconheço, ele é o tipo convencido... mas quando se ama alguém, isso não é defeito, porque certamente você quer a sua metade no holofote e não você.. se for amor de verdade... claro... entenda, Aramis, você está aumentando o problema... problema mesmo é que ele e Athos são rivais nas quadras... isso é que é difícil para você, minha amiga, e isso eu entendo... é muito grave... mas não é culpa sua gostar dele... não mesmo... não se manda no coração... sua mãe está certa... aceite os conselhos dela.. porque ela tem a mesma opinião que eu... sabe o que mais... talvez você devesse ir falar com Rochefort... dar uma chance para ele se explicar!
    AR: - ISSO NUNCA!!! Eu jamais irei falar com aquele idiota outra vez... ele não tinha o direito de me roubar um beijo...
    C: - AAAAH, ARAMIS.... qualquer uma queria que ele lhe roubasse um beijo... eu vou lá representar você e ver se ele me rouba um.... gato daquele jeito!! Nossa, que o D’Art não me ouça!
    Ar: - Você vai o que???
    C: - Hummmm... essa braveza é ciúme? Hahaha
    Ar: - Constance, voCê não presta!!
    ......
    Mr: - Estava muito saborosa essa napolitana... eu sempre fico com a siciliana... mas hoje foi uma boa pedida trocar o sabor...
    R: - Eu gosto da Toscana também, mas calabresa hoje não, muito forte...  hahahahahaha
    Mr: - Toscana! Ah, Deus me livre, calabresa não posso nem com o cheiro... ainda bem que você não a escolheu hoje. 
    R: - Eu imagino, você que gosta de seguir uma alimentação mais vegeta...
    Mr: - Não totalmente, eu como peixe. 
    R: - Peixinho é bom também!!!! Linguado é meu favorito... 
    Mr: - Sorrindo... Marrie sorria ao ver Rochefort animado... mas ficou curiosa para descobrir porque ele andava aéreo, como dissera seu namorado Jacques... e ela foi lá arriscar para ver se conseguia alguma informação...Phillipe... é bom te ver animado, você andava muito abatido ultimamente...
    R: - Eu to animado porque terminei a dissertação, e agora fiquei mais animado porque você me deu em primeira mão uma notícia fantástica da minha carreira... enfim... eu só tava meio cansado antes.. só isso...
    Mr: - Certeza? Tá certo, o cansaço era visível... você tá um pouco abatido ainda, mas creio que vá passar logo agora que o volume de trabalho diminuiu, porém, tem mais uma coisinha... seu tio, Gertrudes e eu percebemos que você anda falando sozinho pela casa de vez em quando... kkkkk o que é, um novo hobbie?
    R: - Não... falando sozinho? Eu? Não sou maluco? Ah, a Ger... tadinha, ela me vê estudando e fica preocupada.. acha que to ficando doido, é?! Hahaha Não, não... a dissertação me deixou meio louco, mas não completo..  E meu tio notou o que? O coitado não tem tempo nem de se notar, vai perceber o que em mim?
    MR: - Está sendo injusto, Phillipe, seu tio percebe muita coisa além daquilo que você mesmo enxerga, ok... sobre você, sobre nós, sobre a casa, sobre tudo...
    R: - Você é suspeita, Marrie, estão apaixonados! É claro que vai defendê-lo... mas deixa para lá.. não quero falar do meu querido tio...
    Mr: - Não use esse tom sarcástico para falar dele... Ele te ama, Phillipe... e... por falar em amor... deixe-me mudar de assunto e fazer uma pergunta?
    R: - Manda...
    Mr: - E o seu coração, como está? Algum rolo, uma namorada, nada?
    R: - Sem rolos, Jacques acha que esses rolos atrapalham a minha concentração... hahahaha e não, não tem namorada... nada é a melhor resposta. Suspirou.
    Mr: - Hummm... porque sinto que você gostaria que fosse diferente?
    R: - É... sabe Marrie... eu acho que eu até gostaria mesmo de ter alguém... é que não dá agora... eu to focado nessas coisas, carreira e mestrado e sei lá, de repente meu tio até tem razão...
    Mr: - Esqueça por um minuto que tem carreira e mestrado e tudo o mais e diga se gostaria de ter alguém ocupando um lugar especial no seu coração... 
    R: - O que está tentando arrancar de mim? Um nome? Não há um... não tem ninguém, Marrie...
    Mr: - Aaah, que pena.. não posso acreditar que não haja uma moça por quem se interesse...não há NINGUÉM DE VERDADE??????? Você anda aéreo, vai, confesse, em que está interessado, quem anda te deixando inquieto?
    R: - ................................................. Ninguém, Marrie.
    Mr: - Está mentindooo, descaradamente, e para mim, eu pensei que fossemos amigos.
    R: - Marrie, não me chantageie.. hahaha olha isso.. é sério, não tem .... é que..
    Mr: - AHÁ! Eu sabia.. é que o que? Quem éééé? Diga o nome dela!!
    R: - E... se for ele??!!? Sério!
    Mr: - o.O’ Ele? Você... é.... Ele?
    R: - HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHA Ai..... tinha que ver a cara que você fez, Marrie.. impagável!! Não.. que ele o que!! Deus me livre!!!
    Mr: - Que susto... nada contra, é só ... se fosse o caso, você... engana bem!!!
    R: - Não é o caso!! Hahahahahahahaha
    Mr: - Então, quem é afinal?!
    R: - Não posso dizer o nome... mas tudo bem, você ganhou, devo estar muito óbvio, porque pensei que ninguém jamais perceberia isso, nem o Buck me perguntou nada...
    Mr: - Homens não percebem essas coisas... pelo menos não os da sua idade...  Seu Tio já ‘sacou’ que existe algo...
    R: - Ele só ‘sacou’ porque está preocupado se isso possa me atrapalhar de alguma maneira!!
    Mr: - Mas há quanto tempo a conhece? É uma amiga? Porque não pode contar quem é^?
    R: - Puxa, despertei seu lado curioso. É alguém que me odeia... :S
    Mr: - Oh... puxa vida... que coisa... quer mudar o assunto, então?
    R: - Ah, já que entramos nele, não... olha só... Marrie, me deixe te pedir uns conselhos vai... me ajude... opine, por favor... o que você faria no meu lugar... vamos lá, vou contextualizar. Vou revelar quem é, mas por favor, não conte a ninguém , tá certo? Nem ao meu tio!! Eu vou manter segredo e fingir surpresa quando ele for me contar o lance da federação.. nos protegemos, tá bom assim?
    Mr: - Feito.
    R: - Ok!! Foi assim que coisa toda começou... Rochefort explicou como conheceu Aramis, passou para o incidente do café quente e do vídeo e depois falou do beijo roubado e de como a garota havia ficado furiosa e lhe esbofeteara e lhe disse que o odiava... Contou tudo com detalhes, contou até que Athos o ‘ameaçou’ querendo proteger Aramis...
    Mr: - Nossa, Phillipe.. mas esse rapaz não pode fazer ameaças...
    R: - Marrie, ele é homem, e a menina é a namorada dele... é claro que se fosse comigo eu faria a mesma coisa... eu ia querer protegê-la.
    Mr: - Mas ameaçar...
    R: - Coisa de homem... não é bem ameaça... partir a cara de alguém as vezes é necessário...
    Mr: - QUANDO ISSO PODE SER NECESSÀRIO????
    R: - Marrie, não é isso que me preocupa... estou pensando nesse mulher o tempo todo desde então... já pensava depois que a conheci... mas depois do beijo a coisa tem aumentado dentro de mim... eu me lembro dela ouvindo música, jogando, comendo, tomando banho... a todo instante.... quando entramos aqui na pizzaria, eu pensei nela... em como seria bacana se eu pudesse trazê-la aqui um dia desses.. ela é linda... e quando está brava me deixa louco... 
    Mr: - Phillipe!!!  Está apaixonado mesmo....
    R: - Estou... ? É isso que é apaixonar-se? E agora, o que que eu faço?! Ela tem namorado...
    Mr: - Isto é bem complicado...
    R: - Eu queria pelo menos falar com ela, me desculpar por tuuuuudo que eu fiz e dizer que não fui eu quem espalhou o vídeo.... se ao menos eu descobrisse quem foi o filha da p*** que fez aquilo.. ah, aí seria eu quem partiria a cara de alguém, pode ter certeza... sabe porque, porque também podia ter me prejudicado a imagem, pô!! Na seleção não gostam de atletas polêmicos, pelo que eu sei, e eu to sossegado.. não quero mais causar nem nada disso, Marrie. Eu só queria... de verdade... de verdade mesmo... a única coisa em que penso direto é em encontrá-la outra vez e me explicar... queria tanto que ela me ouvisse....
    Mr: - E porque não tenta falar com ela?
    R: - Aí é que entra o de La Fère! Não quero dar motivo para ele cumprir a palavra, sabe!! Gosto do meu nariz... e da minha cara... 
    Mr: - Hahahahahaha Está com medo dele te machucar?
    R: - Meu, não se mexe com namorado bravo.... e ele terá razão porque fui eu que fui até lá meter o dedo onde não devia....
    Mr: - Bem... talvez então.. você... deva chamar os dois para uma conversa franca, juntos... eslcareça aos dois que voc~e não tem nada com isso!!
    R: - Marrie... eu te disse que eu acho que ele não sabe do beijo que eu roubei da Aramis... se por acaso eu for procurá-los, e aí o tal assunto do beijo vier a tona, ele novamente vai me quebrar a cara.. pq. não faz sentido... se ele soubesse do beijo, naquele dia eu não teria escapado ileso não... ele só mencionou o caso do vídeo... não tava sabendo do beijo, tenho certeza...
    Mr: - Então, ela não contou a ele?
    R: - Eu acho que não... para evitar escândalos, talvez...
    Mr: - Ou porque sabe que seu namorado é violento!
    R: - Sério, eu não acho que o de La Fère seja violento... é só que nenhum cara que se preze fica quieto quando se mexe desse jeito com a garota dele... é uma coisa de...
    Mr: - Macho alfa! ¬¬ Um horror! Tudo se pode resolver de forma adulta.. e talvez ela desse ter contado a ele...
    R: - E se tivesse contado, a essa hora eu não estaria aqui comendo pizza com você, porque não me teriam sobrado muitos dentes... 
    Mr: - Você me mata com suas piadas!! Tá... vamos afastar a hipótese de conversar com os dois, mas talvez possa mesmo procurá-la...
    R: - Volto a dizer, ele vai me
    Mr: - Partir a cara, bla bla bla...
    R: - O que você acha de eu apelar para a amiga? A... é... Constance!! Constance... isso mesmo!! Será que ela me apoiaria? Ela foi legal comigo, até se desculpou no dia do café quente... puts... sorte que não acertou nenhum local mais... delicado!
    Mr: - É uma possibilidade... se quer saber, acho que ela apoiaria, já te ajudou antes....
    R: - Ajudar, ajudar, não, mas demonstrou camaradagem...  hahahaha
    Mr: - Talvez seja um bom caminho a trilhar, Phillipe, está mesmo com vontade de falar com essa moça. Muito, muito, muito mesmo?
    R: - Estou!!! Estou demais... ela... ela não merece o tratamento que eu dei a ela, ela é diferente... não é uma qualquer, não é como as outras.. Aramis é especial... eu sinto isso... eu....
    Mr: - Deus, você está mesmo apaixonado!!  Então vá em frente... tome cuidado, só isso, Phillipe, cuidado para não cair numa armadilha... se proteja...
    R: - Tá... tá certo.... é um ótimo conselho... Marrie, obrigado pela luz! 
    Mr: - De nada, garoto!!! Vamos para casa?
    R: - Claro. Rochefort e Marrie foram para o carro. Era o Porsche de Rochefort. Ele ligou o som e o cd que estava no player começou a tocar...
    Jason Mraz – Details in the Fabric
    Athos ainda largado em seu sofá, sofrendo como nunca pensou que sofreria de novo, após amorte de seus pais, sua última grande perda.... agora Aramis... perdera Aramis... seu consolo era a amizade que ainda ficaria... ao menos ele apostava nisso...
    Aramis demorava no banho.... o vapor espalhava-se por toda a parte... e no espelho ela escrevia o nome dele... Athos... mas em seguida... outro nome... Rochefort.... foi o nome dele que ela escreveu por último.... não saia de seu pensamento... e novas lágrimas vieram. Porque isso está acontecendo comigo?! Ela se perguntava!


    ***
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    Athos de La Fère
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    Re: RIVALITÉ

    Mensagem por Athos de La Fère em Ter Fev 19, 2013 8:39 am

    Chapitre 14


    Mr: - Também adoro Jason Mraz e esse CD dele para mim é o melhor até o momento. Parabéns pelo bom gosto musical.
    R: - Obrigado.  Chegamos, Marrie... estamos em casa.
    Mr: - Estamos... Boa noite, Phillipe! E novamente, parabéns pelo duplo sucesso. Você merece o melhor... Que todos os seus desejos e sonhos se realizem tá bem!! Marrie deu um beijo na bochecha do seu sobrinho postiço e foi se deitar. Ele fez a mesma coisa, beijou-a no rosto e foi para o quarto. Não dormiu... não de imediato... voltou a pensar nela.. Aramis... ah, Aramis... a rebelde Aramis... tão brava, tão impetuosa, e com o beijo mais doce que ele já conhecera... mesmo sendo roubado...  Sorriu consigo mesmo... lembrando dela.
    R: - Chega, vou mandar uma mensagem para Constance... Rochefort abriu seu facebook pelo celular e rapidamente encontrou o perfil de Constance na internet, do mesmo modo que encontrara o de Aramis, ou seja, procurando por ea dentro da comunidade dos mosqueteiros. De lá pediu para ser amigo dela e mandou uma mensagem privada. A mesma tática.
    “Preciso muito da sua ajuda para falar com sua amiga e esclarecer um porção de coisas. Quero me desculpar sinceramente pelo que causei. Por favor, consiga um tempo com ela. Eu preciso falar com Aramis, Constance e só você pode me ajudar. Estou desesperado. Valeu, eu sei que posso contar contigo...  Bjo.”
    ....
    Plin
    C: - Ãhn? Aaah!! Nossa, uma mensagem dele... ai, que gato que ele tá nessa foto... de óculos escuros... ui! Aramis e D’Artagnan, não enrolem, não enrolem, viu!! Deixa eu ver... abriu a mensagem e leu. Sem dó, adicionou-o como amigo. Ele ainda estava on line quando viu o aceite de Constance. Não teve dúvidas, chamou-o para uma conversa.
    Plin
    R: - Constance, está on line? Por favor, me responda. Leu minha mensagem. Você pode me ajudar? Desculpe, eu deveria fazer isso pessoalmente, não te mandar mensagem via face, mas preciso de um help imenso e só você pode fazer alguma coisa. Por favor...
    C: - Rochefort? Estou on line sim e também li sua msg. Olha, agora talvez não seja o momento mais adequado pra vc e minha amiga conversarem. Rochefort... ela não está nada bem...
    R: - Ah, não, é comigo, por minha causa, ela ainda está muito chateada e brava, não é?!
    C: - É, está sim... não quer te ver nem pintado de ouro.
    R: - Ela me odeia!!!
    C: - Mas não é por isso não, é algo mais delicado e não acho conveniente te falar o porque.. só digo que desta vez não foi algo que você tenha feito... quero dizer.. não diretamente! :S
    R: - Como assim?
    C: - Esqueça!!
    R: - Mas Constance, não posso, não paro de pensar em Aramis noite e dia... diga que vai me ajudar e vai fazer com que nos encontremos, eu e ela e que eu poderei me explicar e me desculpar... Constance, acredite em mim, sobre o que aconteceu com aquele vídeo idiota, não fui eu... não fui eu, não tenho nada a ver com aquilo... sou tão ‘vítima’ quanto ela... por favor, peça para ela me ouvir... diga que eu tenho coisas importantes para dizer... que eu lamento o que causei... que eu sou mesmo um grande imbecil, mas que eu preciso me desculpar, diga que todos merecem uma chance.. você diria isso a ela por mim?
    C: - Hum..... Ela vai querer me matar, Rochefort.Não posso dizer a ela que você quer encontrá-la, ela não concordará...
    R: - Ah, caraça... mas eu.... tenho que falar com ela e não estou a fim de causar, eu juro.. pode ser onde ela quiser, quando quiser.... tudo o que ela quiser... :S só consiga esse momento com ela... é importante...
    C: - Está arrependido do que fez a ela? Você sabe que não tinha o direito...
    R: - Eu sei, é claro que me arrependo, mas ela é irresistível.
    C: - Mas Rochefort, você tem idéia de quem tenha feito o vídeo? Quem é o responsável? Tem alguma prova de que não foi você?
    R: - Bom, não tenho... mas eu posso garantir que não fui eu, não foi.. eu juro...
    C: - Mas isso não é suficiente!
    R: - Aaah, Constance, pensei que tivesse ido com a minha cara!!
    C: - Eu fui...  Ah.. desculpe... é que eu vou muito mais com a cara da minha amiga, e sou sincera, ela é mais importante para mim, Rochefort, você eu acabei de conhecer...
    R: - Ouch!
    C: - Desculpe...  Olha... vamos fazer um acordo...
    R: - Acordo?
    C: - É...
    R: - De que tipo?
    C: - Se você conseguir provas de que não foi você quem fez e divulgou o vídeo, eu consigo esse encontro para você, prometo.
    R: - AAAAAAAAAAAH! Você promete??!!
    C: - Prometo!
    R: - Constance, não me iluda!
    C: - HAHAHAHAHAHAHAH Rochefort... você está interessado na minha amiga, não está?!! Esse seu desespero todo... ai que lindo, que lindo!!
    R: - Razz
    C: - hahahaaha Adoro você postando emoticons...
    R: - Constance... como vamos fazer isso de descobrir provas?
    C: - Vamos não, você vai, minha parte é conseguir o encontro com ela.... se você conseguir as provas, eu te arrumo o encontro. E então, deal?
    R: - Deal!
    C: - Me procure de novo quando tiver as provas em mãos... 
    R: - Tá legal, tá legal... E.. Constance?
    C: - Sim..?
    R: - Obrigado. Sei que torce por mim... dá pra sentir seu apoio.. mas eu compreendo que queira proteger sua amiga... eu faria o mesmo pelos meus... no mundo faltam pessoas leais como você... te admiro, garota..
    C: - Obrigada. ^^ Beijo, vou nessa.
    R: - Tá bem, Tchau! Beijos.
    PLin Saíram do bate papo.
    R: - Ai Ai Ai, onde vou conseguir provas... onde??
    C: - Ai ai ai.... também faltam caras como você no mundo, Rochefort, aaaah, tão lindooooo!! Aramiiiiiiiiiiiiiiis, vou te bater.... ele quer falar com você, minha amiga... ele precisa conseguir essas provas... se quer saber, eu vou meter o bedelho nisso e vou procurar saber também.. e tenho certeza que a Gabrielle telefone sem fio sabe de alguma coisa...
    .....
    Na manhã seguinte
    R: - Buck.. alô, tá ocupado?
    B: - Aham... um pouco, cara... um pouco...
    W: - Aaaf... Quem é?
    B: - É o Roche...  Disfarçou.
    R: - Hummm... ah!!!! Foi mal, cara... não sabia... mas escuta só... consegui uma coisa sensacional e você tem que me ajudar a descobrir quem foi!!
    B: - Quem foi o que?
    R: - Vamos tomar café juntos?
    W: ?
    B: - Café juntos?
    W: - Não acredito.... Buck? Não!!!!
    B: - Então, é que... meu.. eu to meio... indisponível no momento..
    R: - Como pode pensar numa coisa dessas agora... teu parceiro precisa de ajuda...
    B: - Heim??!!! É que agora não to exatamente PENSANDO nessa coisa... Roche...
    R: - Buck?!! Não me deixa na mão, cara!!!
    B: - Tá bom, tá bom... me dá meia hora aí? Ducha, pá, e te encontro em algum lugar, onde você quer ir?
    R: - La Tour.
    B: - Fechou. Estarei lá em 45 minutos.
    R: - Você disse meia hora, Buck!!!
    B: - Tá legal, meia hora.
    W: - Que porcaria, Buckingham! Wendy Winter levantou-se revoltada, e não esperou seu ficante quase permanente segui-la. Trancou-se no banheiro e tomou um banho caprichado. Ele teve que usar o banheiro do corredor para não se atrasar.
    B: - Amor, desculpinha, mas ele precisa de mim. É algum lance importante... ele não ia exigir minha presença se não fosse importante... vai, entende!! Gritava do lado de fora do banheiro, no seu quarto, enquanto se trocava. Ela ainda lá dentro do chuveiro, só para provocá-lo e ver se ele desistia.
    W: - Você me troca por qualquer coisa e eu sempre estou disponível para você!!
    B: - Desculpe, desculpe!!
    W: - Eu estou aqui te esperando... vou abrir a porta pra gente tomar uma chuveirada juntos.... vamos.... Buck... eu vou abrir...
    B: - Aaaaaaaaaaaaah... ROCHEFORT EU TE MATO SE FOR BESTEIRA!!!! Tchau, amor!!
    Buckingham saiu se lamentando por não ter ficado só mais uns minutinhos. Ao menos nisso, Wendy era boa... 
    ......
    P: - E aí, D’Aart. Ligou para Constance para ver se ela vem andar de bike?
    D: - Não.. :S
    P: - Cara, você é mole demais... já pensou se outro gavião entra no teu caminho!! Pede logo, meu... essa garota tá na sua, eu sei... ela gosta de você, meu, deixa de ser bundão!
    D: - Não sou bundão, tá legal!!
    P: - Eu queria só ouvir o que Athos tem a dizer sobre isso... ele ia te encorajar, vai logo... vai logo...
    D: - Tenho medo dela me dar uma bota, Porthos.. pô!
    P: - Que bota o que!! Constance gosta de você... vai lá e tenta!!! Anda, faz o seguinte... a casa dela não é longe daqui.... vai de bike até lá e convida ela pra vir com a gente...
    D: - Mas Porthos...
    P: - Vaaaaaai!!!
    D: - Não, meu!! Hoje não!!
    P: - Bunda mole!!
    D: - Para de me xingar, eu to só esperando o momento certo!!
    P: - Pelo visto é nunca pra você!! Então vambora até o apê do Athos. Quero mostrar as modificações que eu fiz na bike pra ele.. ele curte...
    D: - Beleza... vamos lá!! Domingão, pá, tá no dia certo da gente andar de bicicleta... mó sol gostoso...
    30 minutos depois...
    Trimmm Triiiimmm Triiiim....
    Interfone tocando no apartamento de Athos...
    A: - Uhn? Interfone? Athos se levantou com esforço e após 8 tocadas, atendeu o interfone que berrava.
    Port: - Sr. de La Fère, bom dia... estão aqui embaixo Sr. Porthos e Sr. D’Artagnan.
    A: - ? Porthos e D’Art? Aqui? Hoje?
    Port: - Sim Senhor... eles perguntam se o senhor pode descer.
    A: - Descer? Ah... então..peça pra eles subirem, por favor...
    Port: - Sim senhor. – Senhores... o Sr. de La Fère pediu para que os senhores subissem.
    P: - Subir? Mas a gente tinha combinado bike hoje!! Estranho....
    D: - A gente sobe ou não?
    Port: - ?
    P: - Tá, nós vamos subir... podemos deixar as bikes aqui dentro só até a gente descer?
    Port: - Podem deixar no bicicletário de visitantes, senhores, fica no caminho do hall de entrada.
    P: - Ok. Obrigado.
    P: - Vamos, D’Art. Tem gato na tuba.
    D: - ? Ãhn?
    P: - Sei não, tem algo que não tá cheirando bem...
    D: - Ih.. que será que foi?
    Athos deixara a porta aberta e esperava seus amigos em pé, descalça e vestido com sua calça jeans e camiseta branca de ontem. Todo amarrotado. Os cabelos soltos e embaraçados e os olhos, bem vermelhos... mesmo que tivesse acabado de lavar o rosto com água bem fria.
    P: - Opa.. e aí, parceiro, esqueceu do esquema das bikes hoje?
    A: - Oi Porthos, D’Art... entrem aí... desculpe... eu esqueci sim, esqueci completamente... me perdoem e acho que nem vou mais...
    P: - Oh.. porque?
    A: - Já tomaram café? Querem alguma coisa? Tem suco de Lara-
    D: - O que foi que houve, brother?
    P: - É, que aconteceu? Que cara é essa?
    A: - Nada...
    P: - Você tá bem?
    D: - Passou mal ontem? Fala, Athos, a gente pode fazer alguma coisa?
    A: - Não, não passei mal, tá tudo bem. Fez esforço sobrehumano para sorrir.
    D e P: - ........................
    A: - ..............................
    ................................................................
    ................................................................
    ................................................................
    A: - Vou lá fazer um café rapidão... fiquem a vonts, aí... eu já volto... sorriu de novo. Mas era um sorriso tão triste.... Porthos e D’Art sentiram.
    P: - Aí, não esquenta com a gente... já tomamos café... Porque não chega aqui e conta o que houve que não somos tontos e sabemos que você não tá legal... o que rolou, Athos?
    A: - Bom... a Aramis esteve aqui ontem, e nós conversamos bastante sabe... Ele ainda estava de pé, mas D’Artagnan o fez se sentar conduzindo o atacante dos mosqueteiros até seu próprio sofá.
    P: Ah... entendi... Porthos ficou receoso de perguntar mais, porque acabava de entender o que havia acontecido... :S D’Artagnan também percebeu, ficou quietinho...
    A: - É... e conversamos muito, e finalmente aconteceu....
    D e P: - :S Ainda quietos... inquietos, na verdade!
    A: - Nós... ela... na verdade ela... ela terminou comigo. Novo sorriso triste.
    D: - Oh, meu, eu sinto muito Athos....
    P: - Oh, Amigão... eu também... sinto mesmo... mas que droga...
    A: - É uma droga mesmo.... é uma droga... to tão perdido... não sei que fazer.... o que que eu faço, heim? Porthos, D’Art, que que eu posso fazer? Pra onde eu vou? Porthos deu um forte abraço no amigo e não ousou responder sua pergunta... que ele podia dizer, afinal!! D’Art também abraçou Athos, sentido... quase chorou pelo amigo. Os dois sabiam o quanto Athos amava Aramis... o quanto a admirava e como era apaixonado por ela. E estavam preocupados.. caramba, e agora, como isso afetaria o amigo na carreira??? Logo agora que a federação estava de olho nele. Será que seria prejudicado... fariam de tudo para ajudá-lo... dar apoio.... o que pudessem fazer.
    A: - Não deu mais... ela disse que... que... ainda me respeita e gosta de mim e que continuaremos amigos...
    P: - Isso é bom, não é meu amigo... é bom... não acabou como aqueles relacionamentos em que há só ressentimentos... vocês se respeitam...
    A: - Tem outro cara, Porthos... outro cara... ela gosta de outro cara e eu nem sei quem é... ela disse que não pode me dizer agora... que quando estiver pronta vai dizer... aaaah... me sinto tão patético... eu a deixei partir, eu a perdi.. ela fez PLUF das minhas mãos, eu não soube amá-la, Porthos...
    D: - Pelo amor de Deus, Athos, que é isso, cara.. é nada disso não...
    P: - De jeito nenhum... Amigo, as coisas não acontecem como a gente quer... é um golpe duro demais, eu sei, mas estamos aqui para o que você precisar... pode contar com a gente... Porthos fez sinal para D’Artagnan buscar um suco de qualquer coisa para Athos... ele precisava de algo pra se acalmar, pois já estava começando a tremer... e seus olhos estavam começando a brilhar... e Porthos foi percebendo que eram lágrimas se formando... lágrimas... Porthos não sabia ver ninguém chorar... detestava não poder fazer nada para evitar... e agora seu amigo estava prestes a......
    A: - Eu só pedi para ele nunca me esquecer..... CHORO.... ele tentava limpar as lágrimas e esconder o rosto...mas não dava... elas saiam e se espalhava em toda a sua face branca.... e seus olhos mais vermelhos.... e fundos pela noite não dormida....
    P: - Ah, não... fica firme, fica firma, parceiro... Porthos abraçou Athos... bem forte... e não o soltou... deixou seu amigo se apoiar em seu ombro e molhar a camisa toda com suas lágrimas... o choro contido, mas sentido....
    A: - E eu não posso esquecê-la.... não vou conseguir.. não vou conseguir esquecê-la... como vou fazer isso PORTHOS...me ajuda!!!
    P: - * Ah, meu Deus, faça parar... meu amigo tá muito mal, muito mal * Vai passar, Brow, vai passar...
    A: - Dói demais!!!!
    P: - Eu sei... eu sei... Porthos dava tapinhas nas costas de seu amigo, sempre buscando as palavras certas para consolá-lo.... Eu to aqui... pode contar comigo, eu to aqui... vai passar.. isso vai passar....
    D’Art ficou todo sem graça. Ficou segurando o copo de suco de maracujá que achou na geladeira enquanto via seu amigo do peito chorar.. aquele que o tinha recebido tão bem, que o integrou rápido na equipe....
    ......
    Ar: - Bom dia, Mamãe...  Não era animador... Aramis estava triste de novo, sua mãe novamente preocupada.
    Sra D: - Querida, o que houve? Está triste novamente, pensei que nossa conversa tinha ajudado... você enxergou melhor as coisas? Pensei que estaria mais calma...
    Ar: - Mamãe, ontem eu fui até o Athos... fiz o que tinha que fazer, mas doeu tanto... machucou demais ter de machucá-lo, ele não merecia sofrer, mamãe...
    Sra D: - Eu sei querida... realmente, mas deve pensar no quanto ele sofreria quando percebesse que já não o amava mais e ainda assim permaneceu com ele... e ainda mais enquanto pensa em outra pessoa...
    Ar:- Mamãe, eu não penso no Rochefort.
    Sra D: - Pensa, querida... não quer pensar, mas pensa... independente do interesse que possa ter, ele te atrai e você já não amava Athos... não podia fazer isso com ele, permanecer com alguém sem amá-lo... isso é muito triste e ruim. Tenho certeza hoje dói muito, para os dois, mas amanhã, no futuro, vocês saberão que isso foi o melhor a ser feito. Ainda tem tanto o que viver, vocês dois...  E então... ah.. enquanto estava tomando banho a Constance ligou..
    Ar: - Vou encontrar com ela... ela quer falar sobre o D’Art.. tadinha, eu só contando os meus problemas e não escutei o que ela tem a dizer...
    Sra D: -  Está certo.. anime-se, querida! Não quero vê-la triste... nem o seu pai!! 
    Ar: - Vou me esforçar...  Ainda preciso esquecer aquele cafajeste!!
    Sra D: - Ai Ai... jovens...
    ......
    R: - Então... e ela me disse que eu conseguir uma prova de quem foi, ela consegue o encontro com a Aramis?
    B: - Roche, só pra eu entender..ela consegue um encontro com a Aramis.. aquela mesma que te ‘humilhou’, te jogou café quente e te esbofeteou depois de ter te escorraçado de tanto xingar na frente de todos nós aquele dia no ginásio? Aquela mesma que estava P*** da vida com você naquele dia e por causa da sua brilhante cagada de beijá-la a força, ficou mais p*** ainda depois? Aquela mesma que é a namorada do de La Fère, aquele cara de 1,94 que disse que ia partir você em pedaços se você se aproximasse da garota dele de novo.....
    R: - Isso!! Razz
    B: - Ah, tá... mas só pra eu frisar bem.. você quer se encontrar com a NAMORADA do DE LA FÈRE????? É isso, só ISSO só que você quer?!! Mais nada??
    R: - Qual é?!! VoCê podia me apoiar mais o projetos heim?!! Tudo que eu faço é burrada pra você!!! Dissertação é uma porcaria, tentar me desculpar com a garota é um ***** também?
    B: - É CLARO!!! É CLARO QUE É!! *aralho! Roche, você só se enfia em roubada, eu sou se amigo, estou aqui para te tirar delas.. você sozinho faz cada uma!!
    R: - Ah, pra começar foi VOCÊ que visualizou as duas garotas lindas na Taverna naquele dia e aí, e aí? Quem pôs quem, aonde?
    B: - Então admite que o lance começou naquele dia... ahááá! Eu sabia...
    R: - Tá, tá, tá.. tá legal.. começou, começou mesmo, eu gosto dessa garota, e eu sei que ela namora o reveladinho mas e daí?? Isso não pode me impedir de pedir desculpas pelo que eu fiz... eu fui um canalha..
    B: - Foi, e ela já sabe.. então pra que cutucar onça com vara curta, cacete!!! Pára, tira essa garota da cabeça!!
    R: - NÃO!!! Me ajuda a descobrir quem foi o filho da p*** que me f**** com a história daquele vídeo!!!
    B: - Tá certo.. então, supondo que eu vá te ajudar...
    Rochefort sorriu, já tinha convencido seu amigo. Não tinha nada que Rochefort pedisse que Buckingham não fizesse. Nem precisava ser sorrindo.
    B: - Supondo... por onde vamos começar, *orra...
    R: - Mas você é o cara das piriguetes, tem o contato de toooodas elas, das fofoqueiras inclusive, veja o que consegue com elas...
    B: - AH! Mas muito obrigado, viu.. e teu brother aqui pensando em como te ajudar e você com uma dessas!
    R: - BUCK, você é ‘pegador’, para de disfarçar, pra que você quer de bom moço!!! Hahahahah E, fala aí, a Winter ficou muito p*** comigo porque eu... interrompi vocês!! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Você todo conciliador no telefone foi o máximo... hahahahahaha
    B: - Palhaço!! ¬¬ Você é tão filha da p***, Roche!! Mas tão... e eu ainda vou te ajudar!! ¬¬
    ***

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      Data/hora atual: Seg Nov 20, 2017 7:20 am