Sanjuushi Home Realm Forum

Um fórum para reunir todos os fãs de lingua portuguesa da série Sanjuushi, os 3 mosqueteiros, e da cultura japonesa!

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    A minha fanfic

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    Fraulein Andreia MC
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    A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Ter Jul 28, 2009 5:06 am

    Olá a todos. Enquanto estava a da ruma olhadela aqui pelo forum, lembrei-me que também adoro escrever e, porque não escrever uma fic?
    Ora aqui vai. Desfrutem.

    I - Um novo começo

    A manhã chegara amena em Paris. Mas não no quartel dos Mosqueteiros. Athos, Porthos e Aramis estavam felicissimos com o regresso do seu amigo D'artagnan que voltara da sua terra-natal, Gasconha.
    - Porthos! - Avisou D'artagnan ao seu companheiro grandalhão que o apertava quase até sufocar.
    - Eheh, desculpa. Uau, D'artagnan, estamos tão felizes por ter aqui o nosso amigo de volta. Dar uma coça aos guardas do cardeal não é o mesmo sem ti. -Tal tirada causou a gargalhada geral.
    - É melhor não dizeres mais nada, Porthos, senão ele ainda desata a chorar. - Troçou Aramis.
    - Engraçadinho. - Resmungou D'artagnan. - Eu também estou contente por voltar, meus amigos. Já tinha saudades vossas.
    - Snif, snif. Obrigado, D'artagnan, estou comovido.- Brincou Aramis.
    Dartagnan sorriu para o amigo, ou melhor, amiga. Além de Treville e Jean, D'artagnan estava a par do seu segredo: Aramis, era, na verdade, Renée, uma mulher. E tudo para se vingar de Mason, assassino do seu noivo, François. O que acabou por conseguir.
    - E como estão os teus avós? - Perguntou Athos.
    - Estão óptimos.
    - De que é que estamos á espera? O D'artagnan voltou! Temos de celebrar!
    Aramis já sabia o que isso significava. - Ah. não! Nem penses, Porthos! O D'artagnan acabou de chegar. Ele tem mais que fazer do que te ver de barriga cheia e bêbedo que nem um cacho!
    - Aramis, dá o desconto! Sentimos a falta dele. Até o Treville estranha!
    - Bem, até de te dar sermões o Treville sentia falta. Deve estar um santo para cair do altar. - Disse Athos, na brincadeira.
    - E olha quem vem aí. Princesa ás 10 horas. - Anunciou Aramis apontando para quem vinha: Constance. Aia da rainha de França...E o grande amor de D'artagnan.
    - Constance.
    - D'ARTAGNAN! NÃO ACREDITO! - Exclamou Constance enquanto se atirava para o braços do seu amado, fazendo os dois cairem redondos no chão.
    Levantaram-se, envergonhados, enquanto o trio ria a bandeiras despregadas.
    - Isto é o que eu chamo uma recepção calorosa. - Comentou Porthos. - E vai ficar ainda melhor com uma festarola.
    - Sinceramente, eu não acho boa ideia. - Disse Athos.
    - Athos, tu não estás a ajudar.
    - Então, rapazes, um jantarinho em minha casa não basta? - Tentou sugerir Constance.
    - Acho óptimo. É uma maneira de festejarmos todos juntos. - Concordou Aramis.
    - Desmancha-prazeres. - Disse Porthos com má cara.
    - Vamos ver quem é o desmancha-prazeres. - Respondeu Constance em tom de desafio. - Vá lá, D'artagnanzinho, meu amor...Porta-te bem...Faz isso por mim... - Disse Constance fazendo beicinho, juntamente com ruido de fundo, ou seja, os risinhos abafados de Athos, Porthos e Aramis.
    - Ganhaste, Constance. - Brincou Dartagnan.
    - Isso é batota. - Retorquiu Porthos.
    - No amor e na guerra vale tudo, nunca ouviste dizer? - Respondeu Constance.
    - Bem, é melhor irmos. Os dois pombinhos devem ter muito que conversar. - Disse Athos, no meio das gargalhadas dos demais companheiros. Assim, D'artagnan e Constance seguiam para os jardins de Notre Dame. Entrentanto, não repararam numa jovem ruiva, com ar preocupado que saia de uma carruagem em direcção ao palácio.

    Que tal' Bem, está muito curtinho. Pois, não tive inspiração para mais, mas qualquer sugestão ou critica é bem-vinda. Um por todos e todos por um!


    Última edição por Fraulein Andreia MC em Ter Out 06, 2009 11:50 pm, editado 2 vez(es)
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Ter Jul 28, 2009 7:05 am

    Obrigada por seres a 1ª a postar uma fic original tua por aqui , está curta e simples mas engraçada Smile
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Sab Ago 01, 2009 5:13 am

    Mais uma agradável surpresa cheers … uma nova fanfic … e em português… Very Happy

    É verdade que está curtinha mas já é um princípio. Só neste bocadinho já encontramos tudo aquilo que tão bem caracteriza esta série e que todos nós adoramos: amizade, lealdade, amor, suspense, mistério e até algum humor. É um bom começo! Wink


    Fazer uma fanfic é uma tarefa que exige bastante trabalho e falo por experiência própria porque também procuro dedicar-me a esta arte e por isso sei que por vezes é difícil.

    Por trás de cada fanfic há um trabalho imenso pois é preciso ter alguma inspiração para poder criar uma história que tenha sentido, um princípio, meio e fim.

    Depois é necessário algum jeitinho e vontade de escrever e por fim o passo mais difícil… ter coragem para publicar os trabalhos para que possam ser lidos e apreciados por toda a gente. Por isso só tenho que te dar os parabéns por já teres tido esta iniciativa.

    Continua assim e desejo-te a continuação de um bom trabalho… Very Happy
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    Fraulein Andreia MC
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    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Sex Set 11, 2009 4:27 am

    Forumeiros e forumeiras, obrigada pelo vosso apoio I love you . Bem, aqui vai mais um capítulo.

    II - Albert

    Uma carruagem seguia para Paria. Nela seguiam dois homens. Um era bonito, de rosto moreno. o outro era mais velho e a sua roupa ocultava uma pequena corcunda. Esse homem era Mason, anteriormente conhecido como "o camelo". Fora derrotado num duelo com Aramis, numa falésia em Belle Ile en Mer. Era a sua vingança por ter morto o nobre François. E fora Albert quem o salvara.
    Agora, era a vez de Mason rispostar.
    - Não te esqueças aquilo que te trouxe aqui. - Ordenou-lhe Mason. - Eu quero Aramis.. Quero que ela tenha a paga.
    - Ainda não te disse que o faria. - Respondeu Albert. - Quando te encontei na falésia, não pensei que me irias pedir isto.
    - Albert, não estás em posição de me dar lições de moral. - Exibiu um sorriso malicioso. - E se eu te disser que tenho noticias de Charlotte Backson?
    - Charlotte? - A rapariga que amara, com quem fugira daquele convento, a quem tinham prendido injustamente. - O que sabes tu dela? Ela não foi presa? Não foi...?
    - Morta? Sim, foi. Mas foi de nenhuma execução.
    - Que queres dizer com isso? - Inquiriu Albert em tom de desafio mas deveras interessado.
    - Ela só foi marcada com a cruz. Foi um mosqueteiro que a matou em Belle Ile en Mer.
    - E quem é ele? - Perguntou Albert.
    - Um Gascão. Chama-se D'artagnan.
    Agora, Mason sabia que Albert iria fazer o que ele queria. Por muito escrupuloso que ele fosse, mataria D'artagnan com as próprias mães por ter assassinado Charlotte, a quem muitos conheciam por Milady.

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    Entretanto, nos jardins da Notre Dame, D'artagnan e Constance aproveitavam o tempo juntos. D'artagnan contou-lhe tudo da temporada que passara na Gasconha. O jovem mosqueteiro ainda tinha vontade de rir ao lembrar-se da cara de parvo do Jorge ao vê-lo chegar com o elefante que, confirmava-se, era bem maior que a vaca premiada deste último.
    - Havias de ter visto. - Contou D'artagnan. Imitou o tom grosseiro de Jorge. - "Não! Não pode ser um elefante verdadeiro!".
    Constance também riu. - Coitado...
    - Ah, mas eu pedi desculpa...- Disse D'artagnan com ar inocente. - ...por ter demorado tanto tempo a mostrar que tinha razão.
    - D'artagnan, tu nunca irás mudar. - Suspirou Constance.
    - Pensei que gostavas de mim assim. - Reclamou D'artagnan fazendo beicinho. - És tão mázinha, minha querida Constance.
    - Meu mosqueteiro lindo, pateta e sensivel. - Disse Constance. - Mais do isso. Adoro-te.
    - Olha que a minha proposta de casamento ainda está de pé.
    - Eu sei, meu amor. E nada me faria mais feliz. - Garantiu ela dando-lhe um beijo doce. - Mereces umas boas-vindas como deve ser. Bem, agora tenho de ir ao palácio.
    - Tens mesmo?
    - Chegou uma nova aia para trabalhar lá. Chama-se Kitty e é Inglesa, parece-me. E eu tenho de ir ajudar.
    - Então, eu acompanho-te.

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    Aramis mal se conseguia concentrar no treino das tropas. Do seu bolso tirou o retrato de Renée D'Herblay. Dela. O peso do objecto era equivalente ao que tinha no coração.

    Já se conseguira vingar. François iria finalmente descansar em paz.

    Mas...

    Montes de perguntas amontoavam-se na mente da "mosqueteira". Iria continuar a fingir que era um homem, a viver como um homem, soldado do corpo de mosqueteiros ou voltar a ser Renée, uma mulher, o que realmente era e deixar aquela vida que, não podia negar, até lhe trouxera coisas boas, como amigos? A um casamento forçado? E a propósito de amigos, essa era a outra pergunta. Como iriam reagir Athos e Porthos se soubessem a verdade? Além de Jean, um rapazinho de 9 anos que procurava a mãe nas ruas de Paris e que se tornara companheiro inseparavel deles, e de Treville, D'artagnan era o único que sabia. e continuava a ser seu amigo. Sucederia o mesmo com Athos e Porthos?
    Os seus pensamentos foram interrompidos pela chegada de um individuo.
    - Boas tardes. - Cumprimentou ele. - Gostaria de falar com o Senhor de Treville.
    - O capitão está no escritório. - Disse ela fazendo o possivel para imitar a voz grave de um homem. - E quem devo anunciar?
    - Albert Sullivan.
    - Prazer em vos conhecer. Sou Aramis. Já vos levarei ao capitão.

    E pronto. Mais um capítulo da fic que eu actualizarei assim que puder. Preparem-se para o próximo!
    Beijinhos para vocês todos. Um por todos e todos por um!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Sex Set 11, 2009 7:00 am

    Amiga posso dizer que gostei desta segunda parte com que nos presenteaste... e que gostei bastante da ideia de teres ido buscar o amor perdido da Milady Wink
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Sab Set 12, 2009 10:29 am

    Uau… mas que belo capítulo. cheers Está muito interessante sim senhora. Very Happy

    Depois de um primeiro capítulo com um início suave com o regresso do D’Artagnan a Paris passamos para um segundo capítulo em que realmente se tem uma evolução significativa na história.

    A intriga começa a desenvolver-se e assistimos ao regresso de “fantasmas do passado” por assim dizer que vêm cheios de vontade de causar estragos.

    Sim senhora, tens uma grande capacidade para nos surpreender. Se os próximos capítulos forem neste tom bem nos podemos preparar para emoções fortes. What a Face


    Quem diria? Manson afinal consegue sobreviver àquela queda (espero que nos digas como é que isso acontece bounce ) e regressa cheio de ódio para se vingar da nossa bela mosqueteira que parece também estar a atravessar um período difícil em que reflecte no rumo que quer dar á sua vida.


    Por outro lado vais buscar um outro personagem a quem nunca ninguém deu grande importância. O jovem monge que esteve na origem da desgraça de Milady parece que nunca a esqueceu e tem estado este tempo todo á procura dela.

    Será que a vai encontrar? E como é que ela vai reagir? Será que ele também é o grande amor da sua vida? I love you
    Já começam a surgir muitas questões interessantes.


    Não nos vamos esquecer também da jovem inglesa que vai trabalhar para o Louvre…
    Mais outro mistério? Suspect Alguma intriga de âmbito internacional? Isto está a ficar interessante…


    Agora só temos que esperar pelos próximos capítulos.

    Demora o tempo que precisares mas não te esqueças de nos ir dando novidades.

    Continua com muita inspiração e bom trabalho! Very Happy
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    Fraulein Andreia MC
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    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Sex Set 25, 2009 10:59 am

    III - Confissões e conspirações

    Era mais um dia no Louvre. Ana de Austria, rainha de França, admirava o fabuloso trabalho de Kitty Elliot, a nova aia. Era uma jovem inglesa, linda, ainda que um pouco discreta, de cabelos ruivos cor de fogo e, pelos vistos, muito jeito para a custura. Naquele momento Kitty ajudava Constance a preparar o vestido para a rainha usar no aniversário da coroação do rei Luis.
    - Muito bem, Kitty. - Disse Constance.
    - A minha mãe tinha uma loja em Inglaterra. - Explicou ela, com timidez. - E ensinou-me o que sei.
    - Mas está muito bonito. - Confirmou a rainha Ana, encorajando-a. - Bem, vou para os aposentos. Continua com o bom trabalho, Kitty.
    Assim que a soberana saiu, a jovem Kitty olhou para a janela. Parecia que estava a pensar em algo que lhe causava uma grande tristeza. Aliás, quando conhecera, reparou logo no seu ar surombático.
    - Kitty.
    Kitty virou para Constance. Notava-se que estava com vontade de chorar.
    - Tens algum problema? - Perguntou Constance amavelmente. - Sei que mal nos conhecemos e que és nova aqui, mas podes contar comigo.
    - Obrigada, menina Constance. - Agradeçeu a inglesa com um meio sorriso. - É...uma coisa minha...muito complicada.
    Respirou fundo antes de desabafar. - É o meu pai. Ele era membro do parlamento. - Continuou. - Agora o rei dissolveu.
    - Já soube disso. - Confirmou Constance.
    - Mas o pior...Bem, também deves da guerra contra os Escoceses. O meu pai...tentou fazer alguma coisa. Intercedeu perante o rei, nós temos fundos sufientes, já para não falar em vidas que se perdem...E...Oh, Constance, ele foi levado ao Star Chamber.
    - Star Chamber?
    - Um tribunal. - Explicou Kitty. - Onde são julgados os são contra a nossa igreja ou governo segundo as nossas leis. O Star Chamber! Sabe-se que torturas horriveis...
    - Pronto, Kitty. - Consolou-a Constance.
    - Foi por isso que vim para França, com o meu irmão Richard. A minha mãe ficou lá para tentar dar apoio ao meu pai. E...não sei...gostava de poder fazer alguma coisa...
    - Eu sei. - Disse Constance, amparando-a. - Vais ver. Tudo se resolverá.
    - Espero que sim.
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    Anoitecera em Paris. A escuridão ocultava Manson e o seu interlocutor. Se fosse á plena luz do dia e os dois homes quisessem ser decobertos, o mais comum dos mortais saberia quem estava com Manson: Gaspar de Guzmán, conde de Olivares e ministro do rei Filipe IV de Espanha.
    - Acho que sabeis a razão pela qual te chamei aqui.
    - Não creio que haja outra razão para vir de proposito de Madrid. - Reclamou o conde.
    - Señor conde, meu amigo. - Parecia que manson chegara ao ponto que realmente interessava. - Estais entre a espada e a parede. Vosso rei desconfia da sua politica. O cerco de Portugal já se aperta. As pessoas revoltam-se com os vossos pesados impostos. Espanha só tem a ganhar.
    - Ou seja. - Confirmou Olivares - , uma aliança com Inglaterra.
    - Não seria a primeira vez que Inglaterra se uniria a um país católico. Esqueceste-vos dos Irlandeses? Chegaram ao ponto de se unir a eles contra a Escócia. Tal como eu disse, meu caro conde, Espanha só tem a ganhar. Os dois inimigos de França, compreendeis?
    - Lógico.

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    - Vamos, Kitty. Vais conhecer o D'artagnan e os outros. - Sugeriu Constance a caminho de casa, onde estavam D'artagnan e os três mosqueiros.
    - D'artagnan? - Inquiriu Kitty. - Não é aquele mosqueteiro de que ouvi falar, que ficou encarrege do apanhar o assassino do Duque de Buckinghan?
    - Esse mesmo.
    - Incrivel! - Comentou Kitty impressionada. - Falaram-me muito nele. Deve ser muito corajoso. E tu conhece-lo?
    - Bem, até demais. - Disse Constance, um pouco envergonhada. - Nós estamos praticamente noivos.
    Entraram. Lá estavam eles. D'artagnan esboçava um sorriso de orelha a orelha ao ver Constance. E quem seria aquela?
    - Olá, rapazes.
    - Constance! Bons olhos te vejam. - Saudou Porthos.
    - Esta é a Kitty. - Apresentou-lhes Constance. D'artagnan olhou para Kitty com curiosidade. A rapariga parecia ser simpática, para além de ser bonita. Kitty mostrou-lhe um sorrisinho, que deixava bem claro que gostara de conhecer o jovem Gascão. D'artagnan concentrou-se nos amigos e em Constance. E assim, festejaram o regresso de D'artagnan em Paris.
    - E lembras-te quando atámos o Rochefort ao moinho? - Recordou Porthos, fazendo os amigos soltaram uma valente gargalhada.
    - O Rochefort é que não deve ter achado muita graça. - Disse Athos.
    - Quem me dera estar lá, só para ver. - Disse D'artagnan, provavelmente a imaginar a cena.
    - Estavas demasiado ocupado a fingir-te de morto. - Lembrou Aramis.
    - Mas lá conseguiste trazer os diamantes da rainha de volta. - Disse Constance, cheia de orgulho no seu amado. - O meu heroi preferido.
    - Pensei que era o único! - Replicou D'artagnan divertido com a sua querida e o seu grande amor Constance.

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    Constance acompanhou Kitty até casa que ficava a umas duas ruas perto do palácio. As duas conversavam animadamente sobre os amigos mosqueteiros e os planos para o dia seguinte. Até que depararam-se com as ultimas pessoas que Constance esperava ver: Jussac e a sua pandilha de guardas.
    - Posso saber o que as donzelas estão aqui a fazer a estas horas? - Perguntou ele com a sua habitual cara de mau.
    - Não. Não tendes nada a ver com isso. - Disse Constance em tom de desafio.
    - Ter, até temos. Somos os guardas de sua eminência, o Cardeal de Richelieu. Se alguem vos visse, decerto que pensaria que estarieis a conspirar.
    - Que disparate! Kitty, vamos embora! Deixai-nos em paz, Jussac. Temos mais que fazer.
    - Isso era o que as meninas queriam. - Declarou Jussac, já de espada desembainhada e fazendo sinal aos seus homens.
    - Ei, Jussac!
    Era só o que faltava para Jussac. D'artagnan afinal viera com elas para se assegurar que elas ficariam bem e não lhe agradara nada a ideia de um guarda de Richelieu a incomodar.
    - Não tendes vergonha? - Repreendeu ele. - A incomodar duas jovens senhoras?! Porque não vos meteis com um homem do vosso tamanho?
    - Com quem? Contigo? - Jussac soltou um riso trocista. - Ouvistes? Aqui o rapazola gascão a armar-se em heroi. Já a formiga tem catarro.
    - O "rapazola gascão" tem nome! E vós, melhor do que ninguém, deveis vos lembrar dele, porque ele e os amigos já vos deram umas tareias e não foram poucas. - Reclamou D'artagnan. - E se não quereis levar mais uma, deixai estas raparigas em paz e segui o vosso caminho.
    Evidentemente que Jussac não tinha emenda, mas já não foi a tempo, pois levaram com os outros três mosqueteiros, mostrando mais uma vez a sua destreza com a espada. Dois deles bem tentaram fazer frente ao matulão do Porthos que nem precisou da espada para lhes dar uns valentes socos. Athos fazia juz á sua fama de espadachim eximio, enquanto que Aramis o cobria, lutando tão valentemente como...qualquer homem, ou ainda melhor.
    - Estes tipos já deviam aprender a nunca se meterem com um mosqueteiro.
    - Apoiado, Porthos. - Concordou Aramis, porém ainda bem disposta por ver Jussac e os seus homens sairem dali a sete pés.
    - Tudo bem, meninas? - Perguntou Athos.
    - Sim. - Respondeu Kitty. - Graças a vós. E a ti também, D'artagnan.
    D'artagnan riu embaraçado, como se dissesse "Não foi nada". Os quatro acompanharam Constance e Kitty.

    Todavia não repararam que estavam a ser observados.

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    Bonjour, meus amigos e amigas do forum. Mais um capitulo. Alegra-me que estejam a gostar para primeira vez que escrevo um fic, lol. Mais uma vez, obrigada pelo apoio.

    Já agora, umas pequenas notas: O tribunal Star Chamber realmente existiu. Era o tribunal da lei inglesa, até que foi abolido em 1641. O Conde de Olivares foi baseado mesmo numa personalidade histórica.

    Até ao próximo, camaradas mosqueteiros. Um por todos e todos por um.


    Última edição por Fraulein Andreia MC em Ter Nov 03, 2009 4:14 am, editado 2 vez(es)
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Athos de La Fère em Sex Set 25, 2009 11:56 am

    Muito boa fic!! Parabéns!! Continue!!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Sex Set 25, 2009 2:41 pm

    Adorei Smile Começaste de uma forma simples e algo descontraída e ao longo da historia estás a levar-nos pelas malhas de uma conspiração!
    E claro o facto de teres usado factos históricos da época dá um toque especial! Continua Very Happy
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    Mensagem por Anbel em Ter Set 29, 2009 12:10 pm

    E a história continua cada vez mais interessante. cheers

    Neste capítulo a intriga adensa-se mais um pouco com o aparecimento de um novo interveniente, o Conde Duque de Olivares que se encontra secretamente com Manson nalgum canto escuro e sombrio. Estou a ver que Manson está muito bem relacionado Razz pois nunca imaginei que ele tivesse capacidade para atrair até Paris aquele que foi durante muito tempo o ministro mais importante de Filipe IV de Espanha, III de Portugal.

    E afinal eu sempre tinha razão quando dizia que havia uma intriga internacional a aparecer no horizonte! Cool


    Também ficamos a saber um pouco mais sobre a nova aia, a pobre Kitty que tem as suas próprias preocupações.
    Mas por outro lado desconhecemos o que se passa com o Albert e o que ele vai fazer ao gabinete do Capitão de Tréville.
    É claro que não podes revelar todos os segredos de uma só vez, por isso vamos ter que esperar Mad para ver qual é o papel que ele vai desempenhar nesta história toda.


    E para rematar temos também a possibilidade de ver Jussac com a sua famosa "simpatia". Wink É daquelas personagens que não muda nada, sempre a querer meter-se com os mais fracos e desprotegidos e sempre a apanhar dos nossos amigos que é para não se ficar a rir!



    O que quero dizer é que o capítulo está interessante e bem concebido.
    Também aprecio a maneira como consegues fazer com que a história progrida em várias frentes simultaneamente porque por vezes é difícil conseguir conciliar os vários planos de acção mas até aqui não tens tido dificuldade em o conseguir!
    E também não nos vamos esquecer da maneira como o capítulo termina… com aquele pequeno toque de suspense What a Face … mas também é preciso manter a atenção e o interesse dos leitores! Basketball



    Devo dizer que para primeira fanfic não está nada mal. Vê-se que te estás a empenhar e que não descuras a parte histórica porque foste buscar uma personagem, o Conde Duque de Olivares que realmente existiu.
    Por vezes a grande dificuldade destas fanfictions cuja acção decorre num determinado período histórico é conseguir conciliar as ideias que temos com factos que realmente aconteceram mas para já estás a conseguir fazê-lo muito bem. Continua assim porque está demonstrado que inspiração não te falta. Very Happy



    Agora queria fazer um pequeno reparo que diz respeito a alguns pequenos erros de escrita que existem no texto. Vê-se que estavas inspirada e que estavas mais concentrada em escrever as ideias que estavas a ter e por isso acabaram por faltar algumas palavras ou outras ficaram incompletas mas também não é nada de grave. Wink
    De resto está tudo bem.

    Muita inspiração e boa continuação é o que te desejo! Very Happy
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    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Ter Out 06, 2009 7:25 am

    IV - Algo prestes a acontecer

    Não era nada de mais. Era o que os nossos mosqueteiros pensavam. Um raspanete de Treville. O que tinha isso de anormal? Afinal, com as confusões que os guardas de Richelieu lhes causavam já começava a tornar-se rotineiro.
    - Vai ser como de costume. - Dizia o Porthos. - Primeiro o capitão vai dizer algo como "Quantas vezes já vos disse?".
    - Ou "Onde é que vocês estavam com a cabeça?" - Adivinhou Aramis.
    - Depois ele começa a repreender-nos...
    - E ainda diz que nós deviamos dar o exemplo, que está desiludido connosco e afins...
    - Nós dizemos a verdade, ou seja, que foram eles que começaram...
    - E ele acaba por dar o braço a torcer.
    - O capitão não gosta dos guardas de Richelieu mais do que nós. - Disse D'artagnan.
    - Não o censuro. - Retorquiu Porthos. - E ele também não nos devia censurar.
    - Já o disse e repito: As palavras não resultam com eles. - Disse Aramis.
    - E com vocês também não. - Disse a voz grave e autoritária do capitão Treville que os fez virarem-se para ele, em sentido e com um sorriso amarelo.
    - Entrem. - Ordenou ele.
    Os cinco entraram no escritório de Treville. E lá começou Treville, andando de um lado para o outro, mirando os olhares culpados de D'artagnan, Athos, Porthos e Aramis. Principalmente para o primeiro. A verdade era que, para D'artagnan, entre levar um raspanete de Treville e um puxão de orelhas do avô, ele preferia a segunda.
    - Onde é vocês estavam com a cabeça?!
    - Voilá! - Disse Aramis a meia voz.
    - Porque é que sempre, sempre que há confusões com os guardas do cardeal, vocês estão metidos nela?
    - Ah, sim. Porque será? - Resmungou Porthos, com uma pontada de sarcasmo. - Não temos culpa do passatempo favorito deles, que é meterem-se com os mais fracos e connosco.
    - Não te armes em engraçadinho, Porthos! - Bradou Treville, já sem paciência.
    - Agora vai começar a rabecada. - Sussurou Aramis para Athos.
    - E tu, D'artagnan...Já sei que foste tu que começaste. Francamente. Tu agora és um mosqueteiro! E se queres continuar a sê-lo, faz o obséquio de não arranjar mais problemas!
    - Eu não os arranjo. - Defendeu-se D'artagnan. - Quem começou foram eles.
    - Se me permite, capitão.- Começou Athos. - Jussac e os seus homens estavam a incomodar duas raparigas que, por casualidade, são nossas conhecidas e gente de bem. O D'artagnan apenas os chamou á atenção. Acha que deviamos ser corteses numa situação dessas?
    Treville calou-se e reflectiu um pouco. Sabia como eram Jussac e a sua pandilha. Estes, e o próprio Richelieu inclusivé, fariam de tudo para os mosqueteiros ficarem mal vistos e daí que ele, como capitão e responsavel, chamava-lhes à atenção precisamente por esse motivo. Os guardas de Richelieu não suportavam os mosqueteiros e vice-versa. Contudo uma coisa era certa: Os mosqueteiros tinham algo que os outros não tinham e esse algo chamava-se codigo de honra, o que poderia tornar-se numa espada de dois gumes. Tanto poderia ser usado a favor deles como virar-se contra os próprios mosqueteiros, uma vez que, com gente como Jussac, os mosqueteiros eram facilmente provocados e tal os fazia perder a razão.
    - Oiçam com atenção. Vocês são a elite do exercito francês. Não podem deixar que vos rebaixem. Eu sei, eles provocam-nos,mas não podem descer ao mesmo nivel!
    - Eles têm nivel? - Inquiriu Porthos, em surdina. D'artagnan fingiu tossir para disfarçar o riso.
    - Mas fico feliz por vocês se terem batido valentemente, além de terem vencido. - Admitiu Treville, com orgulho. - Alguém se magoou?
    - Não senhor. - Respondeu Aramis. - Quero dizer, o Jussac e os seus homens ficaram com umas quantas nódoas negras...
    A esta tirada, os quatro fizeram um esforço tremendo para se controlar.
    - Muito bem. Podem retirar-se.
    Assim que sairam porta fora, D'artagnan e os seus companheiros divertiam-se a relembrar a coça que lhes deram, com umas quantas gargalhadas pelo meio. Não repararam, porém, que Albert os observava.
    - Então, aquele é o D'artagnan. Bem, já vi que as aparências iludem. Não confio no Mason. Há qualquer coisa que ele me esconde e não me agrada. Por enquanto, não matarei o D'artagnan mas agora que vou entrar para os mosqueteiros, resolverei esta situação de uma vez por todas.

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    - Então? Como correu? Vocês não estão metidos em sarilhos, certo? - Inquiriu Constance, visivelmente preocupada enquanto jantavam.
    - Nós estamos sempre metidos em sarilhos. È só o cardeal querer. - Retorquiu D'artagnan.
    - D'artagnan!
    - É verdade! - Desculpou-se ele. - Não te preocupes, Constance. O máximo que nos acontece é uma reprimenda do Treville. Mais nada. Além disso, a culpa nem sequer foi nossa.
    - Ah, mas deram-lhes uma surra valente! Eles nunca mais se metem com a nossa Constance ou mais alguém. - Comentou Bonancieux, o pai de Constance.
    - É. Sempre quero ver se eles se atrevem!
    - Pai! D'artagnan! Eu estou-te muito agradecida, mais uma vez, por me teres ajudado. No entanto eu também não queria que..Que fosses espulso dos mosqueteiros, ou pior, que te magoasses ou...sei lá! Por minha causa...
    - Por causa do Jussac. - Corrigiu D'artagnan.
    Bateram à porta.
    - Kitty?
    - Olá, Constance. - Cumprimentou a Inglesa. - Olá, D'artagnan. - A ele, foi com um certo brilho nos olhos. - Este é o meu irmão Richard.
    - Prazer. - Respondeu o rapaz. Era ruivo e de olhos verdes como a irmã. Mais velho do ela. - Então tu és o Francês que salvou a minha irmã.
    - E tu és o Inglês irmão da rapariga que salvei. - Respondeu D'artagnan alinhando na brincadeira.
    - Touché! - E disse ao ouvido de D'artagnan - Ela diz que veio agradecer por a teres salvo mas na verdade ela estava era louca por te ver.
    - Richard! Não sejas mentiroso! - Retorquiu Kitty, coradissima. - D'artagnan, não prestes atenção ao Richard! O que ele diz, não se escreve!
    - Ai, ai, maninha...- Suspirou Richard. - Se não fosse eu, o que seria de ti?
    - Parvo! Adiante: D'artagnan, muito obrigada. A ti e aos teus amigos. - Kitty corou ainda mais.
    - Não tens de quê. - Respondeu D'artagnan, um pouco envergonhado.

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    Já não era a primeira vez que Rochefort gritava com os seus homens.
    - SEUS GRANDESISSIMOS IDIOTAS! Estamos no meio de uma crise e o que fazem vocês? A deixar a nossa guarda cair no ridiculo!
    - Mas, senhor capitão...
    - Nem mas, nem meio mas, Jussac! O assunto é mais grave do aquilo que vocês pensam!- E desta vez Rochefort falava a sério. - Conspiração! Ouviram? Conspiração! Ainda não sabemos do que se trata mas tanto eu como sua eminência, o cardeal de Richelieu, suspeitamos que seja algo em grande. Concentra-te nisso. Acreditem, desta vez, os mosqueteiros são um problema de menor importância.

    Olá, mosqueteiros! O quarto capítulo. Pois é, meus amigos forumeiros, já está a haver fumo...por todos os lados, se é me entendem... LOL
    Beijocas.


    Última edição por Fraulein Andreia MC em Ter Nov 03, 2009 4:16 am, editado 8 vez(es)
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Ter Out 06, 2009 7:42 am

    Olá, mais uma vez cá te temos em força Very Happy
    Só posso agradecer pelos momentos divertidos que nos deixaste desta vez Smile realmente aquele Treville é muito fumo e pouca palha para arder, por muito que dê raspanetes aos 4 não consegue castiga-los LOL Razz
    Continuo a seguir a tua fic com curiosidade do que nos vais presentear para o próximo capitulo Very Happy
    Continua a escrever que o pessoal gosta de ler Wink
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Athos de La Fère em Ter Out 06, 2009 10:27 am

    Está ficando cada vez melhor!! Continue, continue!! Não nos mate de curiosidade!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Dom Out 11, 2009 11:44 am

    E cá temos mais um bocadinho da história. Very Happy

    Desta vez o capítulo é mais calmo mas também não nos podemos deixar enganar por esta aparente tranquilidade pois nas entrelinhas percebe-se que está prestes a ocorrer algo.

    Possivelmente é a bonança antes da tempestade que se aproxima… Suspect

    Gosto bastante de ver a forma como consegues ir descrevendo a história ao mesmo tempo que vais introduzindo pequenas pistas que dão um toque de suspense ao enredo mas no fundo é tudo isso que torna a narrativa tão interessante. Agora só nos resta esperar para ver que surpresas é que nos reservas para a frente.

    Boa continuação com essa fantástica inspiração que tens tido… Very Happy
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    Mensagem por Athos de La Fère em Dom Out 11, 2009 2:44 pm

    É verdade!! Consegue segurar o leitor pelo mistério que envolve a história!! Boooooooooooooa!!!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Qua Out 14, 2009 7:43 am

    V - A verdade

    Hora de Kitty trabalhar no palácio. Já se habituara á vida em Paris, além de que o trabalho era óptimo e a mantinha ocupada o suficiente.
    Há muito tempo que não tinha noticias do pai. - Vai correr tudo bem. - Dizia-lhe Richard. - O pai é forte. Vais ver que, mais dia, menos dia, estamos a dar-lhe as boas vindas a casa. - Mas a verdade - e disso Kitty tinha certeza absoluta - era que nem ele próprio acreditava no que estava a dizer. Sabia muito bem como se passavam as coisas no Star Chamber. Infelizmente, a injustiça perdurava. Se ao menos todos fossem como aquele mosqueteiro engraçado, D'artagnan...

    Que sorte tinha Constance ao ter aquele rapaz do seu lado...

    Kitty adoraria ter alguém assim. Alguém bondoso, corajoso, que a protegesse, alguém como...Enfim, alguém como D'artagnan.

    Like a Star @ heaven

    - É bom estar de volta, não é, Rocinante? - Disse D'artagnan para o seu fiel cavalo. - Aposto que também tinhas saudades disto, meu velho. Do Athos, do Aramis, do Porthos, das aventuras que passámos juntos, da minha querida, doce e bela Constance...

    PAF!

    Mais uma vez, caira redondo no chão depois de Rocinante, deliberadamente, o ter feito chocar com um sinal que lhe acertara em cheio no nariz. Todo dorido, tinha a sensação peculiar de que o cavalicoque se estava a rir na sua cara.
    - Um dia hás de pagar-mas! - Ameaçou o jovem mosqueteiro.

    Assim que chegou, deparou-se com Albert, o aspirante a mosqueteiro. E parecia que o esperava.
    - Olá, Albert. - Cumprimentou D'artagnan cordialmente.
    - Ainda bem que chegas. - Disse o outro sem mais delongas. - Temos muito que conversar, D'artagnan de Tarbes. Diz-me. Tu já estiveste em Belle Ile en Mer?
    - Estive, sim. - Respondeu D'artagnan. - Mas porque perguntas?
    - Conheceste porventura uma mulher chamada Charlotte Backson? - Interrogou Albert, já com a mão na bainha da espada, pronto para dar o golpe.
    - Não. Nunca conheci ninguém com esse nome. - Garantiu o Gascão.
    - Não? De certeza? - Perguntou Albert com um olhar ainda mais penetrante. - Uma inglesa, de cabelos esverdeados?
    D'artagnan, atónito, lembrou-se. A unica mulher que correspondia á descrição de Albert e que D'artagnan conhecera era...Não. Não podia ser. Não podia ser ela.
    - Milady?
    - De que estás a falar? Que Milady?
    - Conheci uma mulher que era exactamente como tu disseste. Mas não se chamava Charlotte Backson. Quero dizer, todos lhe chamavam Milady.
    - E tu...mataste-a.
    - O quê?
    De repente Albert tinha a espada apontada a D'artagnan. - Tu mataste Charlotte Backson! Confessa! Esssa mulher..era a Charlotte. E tu...
    - Eu não matei ninguém, Albert! Nem conheço nenhuma Charlotte Backson! Mas se é a pessoa que eu estou a pensar...Ela morreu, sim. Mas eu não a matei. Aliás, ninguém a matou!
    - Mentiroso! - Albert atacou mas D'artagnan conseguiu esquivar-se e defender-se.
    - Albert, porque é que em vez de lutarmos, não me ouves? Eu conto-te tudo o que aconteceu em Belle Ile e depois julga por ti mesmo.
    - Cala-te e luta!
    Constance chegara nesse momente, trazendo um cesto com algumas coisas boas para D'artagnan almoçar que até deixou cair ao ver aquele cena.
    - Parem, pelo amor de Deus! O que se passa? - Pondo-se rapidamente em frente de D'artagnan, separando de Albert.
    - Conta-lhe o que se passou em Belle Ile, Constance. - Pediu D'artagnan. - Ele acha que..
    - Eu não sei se sabes, rapariga, mas estás a defender um assassino.
    - D'artagnan, um assassino? Que dizes? Ele nunca...
    - Esse Gascão matou uma rapariga! Charlotte Backson!
    - D'artagnan, de que está ele a falar?
    - Nem eu sei. No entanto, pelo que ele me disse, creio que se trata da Milady, mas não tenho a certeza.
    - A Milady?
    Athos, Porthos e Aramis, percebendo o tumulto, apressaram-se acudir o amigo.
    - Afinal, o que passa? O que é que deu, Albert? - Perguntou Porthos, de punho em riste.
    - Essa Milady...por acaso já tinha estado num convento? - Perguntou Albert, ainda fora de si.
    E aí fez-se luz. Milady era mesmo a tal Charlotte.
    - Esteve. - Respondeu D'artagnan, recordando-se da noite em que supostamente devia ter executado Milady pelo assassinato do Duque de Buckingham e por ela quase ter conseguido tirar a vida à pobre Constance e em vez dissso a deixou partir, depois desta lhe ter contado parte de sua vida. - A própria contou-me. Nesse convento ela conheceu um jovem monge e...
    - ...E fugiu com ele. Mas os dois foram apanhados e ela foi presa.
    - Tu conheceste-os? Espera aí! Tu és...ele?
    - Sou.
    Mal podiam acreditar que estavam frente a frente com um fantasma do passado aquela obsidiante criatura que, sem dó nem piedade, fora perpetradora de tais crimes. Albert nem sabia da missa a metade.
    - Albert...Essa mulher...morreu. - Começou Athos. - Mas não assassinada. Muito menos pelo nosso amigo D'artagnan. - E assim, contaram-lhe tudo o que se tinha passado em Belle Ile, do Máscara de Ferro, das atrocidades de Milady...
    - Vitima da sua própria maldade. - Concluiu Porthos.
    - O que estais a dizer não pode ser verdade. - Retorquiu Albert. - Não. A Charlotte não era assim. Ela não pode se ter transformado num monstro assim sem mais nem menos!
    - Não foste o único a pensar dessa maneira. - Disse D'artagnan. Athos olhava para ele de soslaio.
    - Albert, é a mais pura das verdades. - Exortou Aramis. - Todos nós estavamos lá.
    - O D'artagnan nunca cometeria um acto tão vil. - Garantiu Constance. - Mesmo tratando-se de alguém como Milady. Quem te contou semelhante mentira?
    - Se for mesmo mentira. - Cortou Albert. - Um homem que salvei de morrer afogado. Um comerciante chamado Mason.
    Aramis ficou petrificada, pálida como a cal. - Mason? Disseste Mason?
    - O camelo? - Indagou Porthos.
    - Não pode ser! - Disse Aramis. - Impossivel!
    - Era ele quem estava por detrás dos roubos do Máscara de Ferro. - Recordou Constance.
    - O quê?!
    - É verdade. - Disse D'artagnan. - Nós somos testemunhas. Nós e toda a frota de França, incluindo o Cardeal que lutou ao nosso lado. Podes perguntar a quem quiseres.
    - Eu sabia. - Disse Albert para si próprio. - Eu sabia que o Mason me escondia alguma coisa.
    - E ou eu muito me engano ou ele deve estar a preparar outra. - Suspeitou Athos. - E não ser nada de bom.

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    Salut! Como estão? Mais um capítulo da fic. Esperem só pelo próximo!

    Beijinhos.


    Última edição por Fraulein Andreia MC em Qui Out 15, 2009 5:34 am, editado 1 vez(es)
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Qua Out 14, 2009 2:04 pm

    Obrigada por mais este belo capitulo Smile estou desejosa de ver o desenrolar ;D
    Eu cá estou bem apesar de muito cansada, o estagio é muito exigente e fica muito longe da minha casa... ir e vir é deveras cansativo!
    Cá espero pelo próximo!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Athos de La Fère em Qua Out 14, 2009 4:28 pm

    Opaaa! Sim! Eu também espero!!! Tá demais!!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Dom Out 18, 2009 1:46 pm

    E cá temos mais um excelente capítulo! Basketball
    Já se começa a sentir um aumento da tensão mas também é isso que faz uma boa história…


    Finalmente Albert revela-se ao confrontar D’Artagnan.
    Parece-me que ele é um bocadinho impetuoso na maneira como o faz mas também não nos podemos esquecer que ele já está há vários anos á procura da “sua” Charlotte e se pensa que ela está morta também acaba por não ter nada a perder!
    Mais uma vez podemos apreciar o sentido de lealdade e amizade que une este grupo pois nesta situação de perigo para D’Artagnan os outros mosqueteiros não hesitam em aparecer para defender o amigo. E isto sem fazer referência á actuação de Constance que também se prontifica logo para proteger o seu bem-amado. I love you
    Agora resta-nos saber se Albert vai ficar convencido com as explicações que lhe dão e se se vai tornar num aliado e talvez amigo dos nossos mosqueteiros ou se ainda vai precisar de mais justificações para se convencer. Neutral


    Parece-me que este é o momento que marca o fim da inocência para os nossos protagonistas pois ficam a saber que afinal Manson está vivo Mad e com aquilo que conhecem dele já podem imaginar o que é que isso significa!
    Aliás quem vai sofrer mais é a pobre Aramis pois agora vai ficar a viver num período de incertezas e angústias uma vez que Manson sabe o seu segredo e com certeza vai aproveitar-se disso para se vingar dela.


    Aproveito agora para fazer um aparte em relação á série.
    Quando vi o episódio em que Aramis revela a Manson a sua verdadeira identidade sempre pensei que ele aproveitasse isso para se livrar dela ou pelo menos para a perseguir ferozmente porque tinha meios para o fazer. Afinal ela revela-lhe que é a noiva de François, o homem que ele matou e que tem provas que o podem incriminar no rapto do Príncipe Phillipe. Aramis é uma testemunha incómoda para ele! E o que é que ele faz? Nada…

    Continua a sua vida como se nada tivesse acontecido… Devo dizer que me parece que existe aqui mais uma falha dos criadores da série que não aproveitam todas as potencialidades que Manson podia ter no desenrolar da história. Mas pode ser que agora essa “injustiça” seja reparada e que Manson recupere um pouco de protagonismo…


    Bem, agora só nos resta esperar para ver o que vai acontecer de seguida. Realmente já estamos a ver o fumo sim senhora.

    Agora só temos que ficar á espera do fogo… Wink



    Lyrrinne escreveu:
    Eu cá estou bem apesar de muito cansada, o estagio é muito exigente e fica muito longe da minha casa... ir e vir é deveras cansativo!
    Parece que as coisas estão um bocadinho complicadas para ti…

    Mas espero que estejas a gostar do estágio e que esteja a ser proveitoso. É que quando isso acontece tudo o resto acaba por se tornar irrelevante...
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    Mensagem por Athos de La Fère em Seg Out 19, 2009 9:05 am

    Lyrrinne, você pega muito trânsito no trajeto de ida e volta do trabalho para casa?

    Sim, porque aqui em São Paulo é um "inferno".
    Depender de ônibus (autocarro) por exemplo, esquece, é preciso sair com 2h a 2h30 de antedência.. Isso acontece aí?
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Ter Out 20, 2009 6:53 am

    2h a 2h 30h? Uh la la! Quero dizer, no nosso caso, os autocarros não se atrasam assim tanto, mas olha que às vezes chegam até 45 m e até 1h atrasados. E isso já é um frete!

    Bem, aqui vai o sexto capítulo.

    VI - A caminho de Inglaterra

    - Eu não conhecia essa versão da história. - Admitiu Albert. - Charlotte, uma assassina. Não posso acreditar. E o Mason...Ele...Pura e simplesmente usou-me! - Confirmou ele, com raiva.
    - Parece que sim. - Disse Aramis, ainda um pouco atordoada. Mason estava vivo. E decerto que ele iria querer vingar-se. Dela. O que significava que, não só a sua identidade de mosqueteiro estava em risco, como também a vida dela...e a dos seus amigos.
    - Escutem: Ontem a Rainha falou comigo. - Contou Constance. - Sua Magestade disse-me que os guardas de Richelieu estão muito inquietos. Fala-se em conspiração. E parece que eles andam a investigar.
    - E a aborrecer-nos.
    - Porthos! - Repreendeu Athos.
    - Está bem. Está bem. Já cá não está quem falou. Então, e agora? Que fazemos?
    - Se o que a Constance nos diz é verdade, então o caso é mais grave do que pensavamos. - Disse Athos. - Se souberes mais alguma coisa, vem imediatamente ter connosco.
    - Certo.
    - Eu acho que deviamos falar com o Treville àcerca disto. - Decidiu D'artagnan.
    - Tens razão D'artagnan. - Anuiu Albert. - E já agora...
    - Sem ressentimentos, Albert. - Disse D'artagnan imediamente, com a sua habitual simpatia.
    - Muito bem.- Contem comigo. Considerem-me um aliado. - Declarou Albert, dando-lhe a mão.
    - Concordo. Quantos mais melhor.
    - Entretanto, mantenham os olhos bem abertos. - Aconselhou Athos.

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    Aquela era a altura certa. Mason esperava uma mulher, morena e de uma beleza extraordináriamente maquiavélica.
    - Já não era sem tempo, Mercedes.
    - O Conde de Olivares pediu-me que viesse ao vosso encontro. Que quereis?
    - Levai isto para Londres. - Kitty, que ia caminho de casa, olhou com atenção para a escondida carruagem e ainda mais para aquele pergaminho que o homem entregava à misteriosa mulher.
    - O que é?
    - Um tratado que vai mudar o destino de todos nós: Uma aliança de Espanha com Inglaterra. - Kitty ia dando um grito de espanto mas foi a tempo. - Amanhã.
    - Não há problema. Ramirez e os outros irão comigo. - Apontou para uns homens que se encontravam ao seu lado. O que mais se destacava é que eles pareciam ser bem fortes. Kitty ouviu um miado.
    - Xô! Sai daqui, gatinho, ou eles...
    - Está ali alguém! - Avisou um dos homens. Kitty correu o mais depressa que pôde, aos tropeções, tentanto evitar os homens que iam no seu encalço. Até que finalmente conseguiu despistá-los.
    - Para onde é que ela foi?
    - E como é que tu sabes que era uma ela?
    - Não viste a silhueta? Era uma mulher. Disso estou certo.
    - Não me interessa. Encontrem-na! - Ordenou Ramirez, o chefe deles.

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    - Constance! Constance! - Chamou Kitty, batendo à porta dos Bonancieux.
    - Kitty, o que se passa?
    - Deixa-me...recuperar o folego...que eu conto-te!- Disse Kitty, tentando respirar e com a mão no peito. - Eu vi uns homens receberem uma especie de documento. Uma aliança entre a Espanha e a Inglaterra. Vão levá-lo amanhã para Londres.
    - O quê?! - Exclamou Constance. - Uma aliança entre esses dois paises. mas porquê?
    - Não sei, Constance! Não sei! Mas tenho a sensação de que não é nada de bom.
    - E sabes quem eles eram?
    - Não os conheço. Eram Espanhois, pelo que eu percebi. Mas um era francês, julgo eu. Um homem gordo, de cabelo grisalho e uma uma cicatriz na cara.
    - Mason. - Adivinham D'artagnan e Constance. Então, era também por isso que ele viera e em força.
    - Provavelmente é algo contra nós. - Supôs D'artagnan. - Pensem bem: Espanha e Inglaterra. Os dois inimigos de França. Uma união entre esses países e é o fim.
    - Uma guerra. Passarmos por isso outra vez. Oh não! Já basta o que passa entre nós e a Escócia.
    - Sei bem o que queres dizes, Kitty. Foi na guerra que eu perdi o meu pai. - D'artagnan calou-se de imediato. Falar do pai era-lhe ainda doloroso. - Kitty, tens a mão ferida.
    Kitty olhou para o arranhão. - Deve ter sido quando fugia deles. Isto não é nada.
    - Não é nada? Isso pode infectar. D'artagnan, ainda tens o balsamo que te deu a tua avó?
    - Claro. Tenho-o aqui. - Tirou o balsamo do bolso e untou a mão de Kitty com a mistura. Kitty sentiu o coração a bater a mil à hora. - Dentro de três dias, isso passa. Vais ver.
    Num ponto, Kitty estava segura: Constance era uma grande amiga e merecia D'artagnan. Ele era mesmo um amor de rapaz...

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    No palácio de Treville, os cinco reuniam-se com o capitão, contando o que tinha sucedido.
    - Um tratado entre Espanha e Inglaterra...
    - Isso mesmo, senhor. - Disse D'artagnan.
    - Bem, vocês sabem o que têm a fazer: Vão até Londres. Se isso parar às mãos do rei Carlos...
    - Belo! - Comentou Porthos. - Os quatro inseparáveis de Paris estão de volta à acção e melhores do que nunca! Londres, aqui vamos nós!
    - Então, está combinado. Amanhã de manhâ, partimos.
    - Sendo assim, vamos bem cedo. O Porthos está doido por provar a gastronomia Inglesa.
    - Aramis! - Barafustou o matulão.
    - Albert, ficas aqui. - Disse D'artagnan. - E certifica-te que não acontece nada por cá.
    - Tudo bem.
    - Como é, rapazes? Vamos a isto?
    - Sim!

    Pois é, a aventura vai finalmente começar. Preparem para a viagem até Inglaterra! LOL


    Última edição por Fraulein Andreia MC em Seg Nov 02, 2009 10:37 am, editado 4 vez(es)
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Athos de La Fère em Ter Out 20, 2009 8:39 am

    Ai... como é que interrompes num momento desses a história!!! Primeiro desperta nossa curiosidade... aguça nosso instinto investigativo e agora nos faz esperar outro capítulo.. que maldade!! Razz
    Parabéns! Esta cada vez melhor!!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Sex Out 23, 2009 8:21 am

    Maldade? Vá lá, não sou assim tão má (Pois...Pois...). LOL

    Bem, para compensar, aqui vai mais um capítulo.

    VI - Viagem

    Já estava tudo pronto. Constance, Kitty, Albert e Richard encontraram-se com os seus amigos mosqueteiros para se despedirem - Não sem um grande número de recomendações de cuidado da parte de Constance para D'artagnan. - e lhes desejarem boa sorte. Aramis era a que estava mais ansiosa, no bom e no mau sentido.
    - D'artagnan, desculpa, mas antes de ires, eu queria pedir-te um grande favor - Começou Kitty. - Quando chegares a Londres, importas-te de ir ver o meu pai? Só para ver como está? Ele chama-se Thomas Elliot e está na Torre. Farias isso?
    - Tudo bem, Kitty. Não te preocupes.
    - Ah, D'artagnan, thank you so much!
    - Ela está-te muito agradecida. - Traduziu Richard de forma divertida.
    - E tu promete-me...
    - Prometo que vou ter cuidado. Constance, já me disseste isso tantas vezes que já perdi a conta.
    - Nunca é demais. - Exortou Constance. - D'artagnan, o meu maior medo é que um dia partas e não possas voltar. Tu percebes o que eu quero dizer. Não quero perder-te.
    - Eu sei, Constance. E é reciproco. Ficas bem?
    - Só ficarei bem quando voltares são e salvo.
    - Ei, Romeu! - Interrompeu Porthos. - Importas-te de te despachar? Já são quase horas do pequeno-almoço! Vamos embora!
    - Calminha, Porthos. Tens tempo suficiente para encheres a barriga, não que seja preciso. - Troçou Aramis
    - Ah ah ah! Que piada! - Respingou Porthos. - Pois fica sabendo que nunca se sabe o dia de amanhã.
    - Vão lá. Nós cuidamos disto aqui. - Disse Albert.
    - Espera, antes de ires...Leva isto. - Kitty entregou uma capa azul, feita à mão por ela própria. - Vais precisar. Nesta altura do ano, faz muito mau tempo em Inglaterra.
    - Obrigada, Kitty. - Agradeceu D'artagnan cordialmente.
    - Ups! A Constance tem concorrência. - Sussurou Porthos, arrancando uns risinhos de Aramis.
    - Bem, vamos. - E assim partiram, enquanto o Sol nascia, perante os olhares de Constance, Kitty, Richard e Albert.

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    Chegaram a Amiens, no norte, que ficava a uns 120 kms de Paris. A cidade era conhecida pelos seus hotillons: jardins nos pântanos localizados ao longo do rio Somme.
    - Finalmente! - Exclamou Porthos quando chegaram a uma estalagem para comerem e passarem a noite, o que fizeram.
    Aramis fitava as estrelas brilhante no céu, como se procurasse conforto e ajuda nelas. D'artagnan foi ter com a amiga. Durante todo aquele tempo, ela mostrava-se preocupada com algo e D'artagnan já desconfiava do que era.
    - Sem sono?
    - É. - Respondeu ela.
    - Também estás com medo do que o Mason possa fazer, não é? - Não era uma pergunta.
    - Nem imaginas o quanto...- Suspirou Aramis. - Não sei quanto tempo mais vou aguentar. Estou farta disto.
    - Ouve, eu sei que não devo interferir nas tuas decisões. Mas não achas que devias falar com o Athos e o Porthos?
    - Eles...Não sei, D'artagnan. - Disse Aramis, desesperada. - Achas que eles iriam compreender? Que a nossa amizade se irá manter a mesma se descobrirem que eu...que eu lhes menti durante seis anos, que fingi que era um homem, a eles, em quem eu confiei e chamei de amigos? E que confiaram também em mim?
    - Eu descobri. E continuo do teu lado. Porque razão não iriam eles fazer o mesmo? O Athos nunca iria tomar uma atitude irreflexiva. Vai perceber as tuas razões. E o Porthos? Bem, tu sabes como ele é, mas ele não consegue ficar zangado muito tempo, especialmente connosco. Renée, sabes que da minha boca não vai sair nada nem que me torturem. Com Athos e o Porthos é a mesma coisa. Um por todos e todos por um, lembras-te?
    - És capaz de ter razão. - Renée sorriu. D'artagnan tinha o dom de deixar qualquer pessoa animada. - Mas mesmo assim...

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    Amanhecera. os quatro mosqueteiros seguiram então caminho para Calais e aí, embarcarem para Londres. Calais situava-se no Estreito nde Dover, no ponto mais estreito do Canal da Mancha, daí que era a cidade francesa mais próxima de Inglaterra. D'artagnan lembrava-se da ultima vez que lá estivera, quando lhe fora incumbida a missão de recuperar o colar de diamantes que a rainha Ana oferecera ao Duque de Buckingham, antes que o rei descubrisse, o que a desacreditaria perante o monarca. Porém, desta vez, os seus companheiros conseguiram juntar-se a ele sem problemas e armadilhas que obrigariam a separar-se. D'artagnan não suportaria a ideia de voltar a deixá-los para trás, vitimas de emboscadas da parte dos homens de Richelieu, por mais que implorassem.
    Um barco já tinha sáido do porto.
    - Olá. Vimos em nome do Senhor de Treville, capitão dos mosqueteiros de Sua Magestade, o rei. - Disse Athos. - É da mais alta importância. Pedimos autorização para embarcar para Inglaterra. Temos aqui o documento.
    - Não sois os primeiros a querer ir para Inglaterra. - Respondeu o responsavel pelo barco. - Já vieram aqui uns cinco cavalheiros e uma mulher, creio que eram espanhois.
    - O quê?!
    - E eles já partiram?
    - Já-
    - Sabem o que isso significa. - Anunciou Athos. - Eles, a esta hora, já estão a caminho de Inglaterra. Ou seja, temos de nos apressar.

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    E então? Que tal? O próximo capítulo vai ter lugar em Londres e muita coisa vai acontecer por lá.
    Beijinhos.
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Athos de La Fère em Sex Out 23, 2009 11:31 am

    Wow!!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Sex Out 23, 2009 1:23 pm

    Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy
    ADOREI! Very Happy
    Fico à espera do próximo Smile boa escrita!

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    Re: A minha fanfic

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