Sanjuushi Home Realm Forum

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    A minha fanfic

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    Fraulein Andreia MC
    Capitão dos Mosqueteiros
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Ter Set 21, 2010 5:27 am

    XVII - Descobertas

    Mais um dia de treino. Os nossos heróis mosqueteiros como sempre davam o seu melhor. Porthos e Albert ocultaram um risinho maroto quando ouviram Athos dizer a Aramis que estava cada melhor. D'artagnan, porém, tinha outra preocupação: Villefort.
    Aos poucos ia percebendon que o que o veterano sentia por ele era mais do que embirração. Era puro ódio. Villefort nem precisava de dizer palavra. Não dissera a Treville, claro. Nem valeria a pena.
    - Deixa-o lá. - Dizia Porthos. - Se calhar é assim com toda a gente.
    - Mas, Porthos…
    - Nada de mas, D'artagnan. É melhor ficares quieto e calado até descobrirmos alguma coisa, entendes? - Disse Aramis.
    - E posso saber do que estão a falar? É assim tão importante para deixarem o treino de lado?
    - Não se preocupes. Nós recomeçamos já. Estamos só a fazer uma pausa. - Respondeu D'artagnan. - Se bem que o senhor não é o nosso capitão.
    - D'artagnan! - Alertou Aramis.
    - Ah, a pôr as garras de fora! Pois é. - Troçou Villefort. - O teu pai também tinha sempre uma resposta na ponta da língua.
    - Sr. Villefort. - Começou D'artagnan, de forma a controlar-se e esforçando-se por ser bem educado, porque na verdade, a sua vontade era mandá-lo à fava. - Eu uso o nome D'artagnan com orgulho e agradecia que tivesse algum respeito por ele.
    - Respeito? Um fanfarrão que arranjava confusões? O que vale é que ele lá arranjou juízo suficiente para ser destacado para os mosqueteiros e até ser um legítimo candidato a capitão. Deve ter sido influência do Treville. Era o único dos amigos dele com a cabeça no lugar…incluindo ele próprio.
    - O senhor não vale um décimo daquilo que o meu pai valia! - Retorquiu D'artagnan. - Era um grande homem! Pode até ter sido mosqueteiro como ele, pertencido ao mesmo regimento e estado na guerra com ele mas embora eu tenha estado pouco tempo junto dele, não o conhecestes tão bem quanto eu! Ele arriscou a vida para salvar um companheiro! Quero dizer, vós devíeis saber disso, se estivestes lá!
    A referência ao episódio que Treville lhe contava soara a Villefort como um murro no estômago.
    - Exibicionismo primário. - Respondeu ele e virou costas. D'artagnan fervia de raiva.
    - Já chega! Agora o Treville vai ouvir-me! Ou melhor, eu vou ouvi-lo!
    - Mas o que vais fazer? - Inquiriu Albert.
    - O Treville vai me responder umas perguntas. Quero lá saber do que ele diga. E por favor, não me digam nada! - E D'artagnan dirigiu-se até ao escritório de Treville e parecia que ninguém lho podia impedir.

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    - Senhor, está aqui o D'artagnan e diz que é urgente.
    - Deixa-o entrar.
    Sem cerimónias, D'artagnan foi directo ao assunto.
    - Senhor Treville, eu preciso de saber o que houve entre o sr. Villefort e o meu pai. E conte-me tudo, não me esconda nada, por favor!
    Treville suspirou. - O que queres saber?
    - Bem, o sr. Villefort não iria insultar a memória do meu pai sem motivo, pois não?
    - Sabia que ele iria fazer uma coisa dessas! - Disse Treville tristemente. - Enfim, eu conheci-os, a ele e ao teu pai, na Gasconha. Eramos amigos desde crianças. No entanto ele e o teu pai...Bom, digamos que eles se davam tão bem como tu e o Rochefort. Competiam em tudo. Até ao dia em que o teu pai fez uma coisa de que o Villefort nunca mais se esqueceu.
    - O quê?
    - Salvou-lhe a vida...arriscando a sua.
    D'artagnan fitou Treville com os olhos arregalados.
    - Então, quer dizer...
    - Sim, D'artagnan. O Villefort é a tal pessoa por quem o teu pai deu perdeu a vida. Na guerra, como sabes. Uma baioneta.
    - Mas...Não percebo - Exclamou D'artagnan, sem conseguir acreditar no que ouvira. - Por que razão iria o meu pai salvar a vida dele, se eles se davam assim tão mal?
    - Ah, D'artagnan, isso é um pouco complicado de explicar. Sabes, em relação ao facto de o teu pai arranjar confusões, o que provavelmente o Villefort te terá dito, é mais ou menos verdade. O teu pai era uma boa pessoa. Era apenas um pouco rebelde. Não suportava injustiças e regras muito menos. Olhar para ti é o mesmo que olhar para ele quando tinha a tua idade.
    - Estou a ver... Então, explique-me. Porque se davam assim tão mal.
    Treville soltou uma gargalhada.
    - Ah, sabes como é. Como eu te disse, eles competiam em tudo! Mas foi depois de se tornarem mosqueteiros que a coisa piorou. Não me perguntes porquê.

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    D'artagnan contou aos seus companheiros a conversa que tivera com o Treville. com todos os detalhes. Athos e Albert ouviam-no com toda a atenção e calados. Nem mesmo Porthos dizia o que quer que fosse para interromper a história. Aramis apenas fez um "oh!" de espanto quando D'artagnan chegara à parte em que descobrira que fora Villefort a quem o pai arriscara a vida para salvar.
    - Quem diria... - Disse Porthos no fim.
    - A propósito do Villefort. - Interrompeu Aramis. - Eu tenho uma coisa para vos contar...
    - Contas na estalagem, Aramis. - Disse Porthos. - Agora vamos mas é beber qualquer coisa para recuperarmos desta história incrivel.
    Assim foram. Qual não foi o seu espanto ao chegarem á estalagem e viram Villefort!
    - O que está ele aqui a fazer? - Inquiriu D'artagnan.
    Villefort estava sentado à mesa com uma mulher que por mais disfarçada que estivesse seria impossivel não reconhecê-la.
    - Maldição! É a Mercedes! - Disse Aramis!
    - Tens a certeza? - Perguntou Porthos.
    - Absoluta!
    - Mas o que faz o Villefort com ela? Será que ele sabe a escumalha que ela é? - Interrogou-se D'artagnan.
    - Boa noite! Há quanto tempo, meus caros.
    Ramirez e seus comparsas estavam atrás deles.
    - Ora ora, Ramirez y sus muchachos. Que saudades. - Disse Porthos num tom irónico.
    - Não sei o que vocês estão aqui a fazer, mas não é coisa boa. - Disse Athos, já desembainhando a sua espada.
    - E o ue vocês fizeram? Não sabem que é má educação espiar uma senhora? - Era Mercedes. E já não estava com Villefort.
    - O que é que uma bruxa como tu tem para falar com um antigo mosqueteiro? - Perguntou Porthos.
    - Deves ter muito a ver com isso. Aliás, vocês são abelhudos demais. Mas eu trato do assunto. Rapazes!
    Os cumplices de Mercedes e Ramirez começaram o aáque ao qual os mosqueteiros reagiram de imediato. Os mosqueteiros já sabiam os pontos fracos dos oponentes de tantas vezes os enfrentarem. É claro qeu não valia a pena fazer frente ao corpanzil de Porthos, que lhes dava uma valente tareia sem preciso a espada. D'artagnan, apesar de não ser tão forte como os outros, era agil e rápido, o que lhe dava vantagem. E Albert conseguia pôr em prática aquilo que aprendera com eles. E muito bem.
    Mas é claro que mesmo os mais experientes arriscam-se aos truques mais sujos. Mercedes estava prestes a atacar Athos pelas costas.
    E se não fosse Aramis...
    ...que ficara ferida num braço quando se pusera à frente.
    Os espanhois aproveitaram e fugiram.
    - Canalhas! - Chamou Porthos. - Cobardes!
    Aramis gemia de dores.
    - Aramis...
    - Está tudo bem, Athos.
    - Não, não está.
    - Eu disse que está tudo bem! - Resmungou Aramis, toda vermelha. - Não te preocupes comigo.
    - Mas eu preocupo-me...Nós preocupamo-nos contigo. Eu...nós não queremos perder-te!
    - Eu também não...vos quero perder.
    Os dois olharam um para o outro sem saber o que dizer.
    - O que se passa aqui?
    Era Villefort.
    - Vós! - Disse D'artagnan. - Que fazieis com essa mulher?
    - Qual mulher? E porque estais ferido, Aramis.
    - Um ataque dos espanhois. Eles estão cá.
    - E vós, que fazeis aqui? - Inquiriu Porthos. - E porque não viestes em nosso auxilio?
    - Cala-te, Porthos! - Disse Aramis entre dentes enquanto Villefort partia, sem dizer palavra.
    - Estão a ver? - Continuou Aramis, agora que Villefort se fora embora. - Era isto que eu vos queria contar. Ouvi uns boatos de que o Villefort era um agente duplo que passava informações dos espanhois para os nossos!
    Os seus companheiros ficaram mudos de espanto.
    - Mas então... - Pensou Athos. - Se assim é, de que lado ele está?

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    E pronto. Como vês, Degen, não vos deixei esperar mais. Aqui vai mais um capítulo. Essa do Olivares foi boa, Anbel, LO, mas olkha que eu li em qualquer lado que sim, que ele conspirava muito contra Richelieu. Bom, enjoy!


    Última edição por Fraulein Andreia MC em Sex Mar 11, 2011 9:19 am, editado 5 vez(es)
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Ter Set 21, 2010 5:35 am

    Razz Very Happy Mim ter gostado, mim querer mais! Twisted Evil

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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por degen_aramis em Ter Set 21, 2010 11:08 am

    E boooooommm, thank you, Fräulein!!!

    A intriga começa a tomar forma... e ai que o nosso Athos está em dívida com Aramis...e a tornar-se super-protector... eheheh...e mais uma cicatriz para a mulher mosqueteira...e o passado de Villefort com d'Artagnan sénior - uiui...isto ainda vai aquecer mais... será que ele é mesmo um agente duplo?? Ou esconderá ele outra verdade??

    Apenas posso juntar-me ao post da administradora: I liked it, a lot!!!

    Agora continua neste ritmo...e "alimenta-nos" com "cenas dos próximos capítulos"...

    Nos cinemas perto de si...estreia prevista: muito em breve Razz Razz

    Até já!!!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Qui Set 23, 2010 12:40 pm

    Então cá temos mais um avanço na história…

    O conflito entre D’Artagnan e Villefort acentua-se e sempre ficamos com uma noção do que se passou no passado e que originou este mal-estar…
    Mercedes e companhia dão um ar da sua graça e há uma luta entre os “bons” e os “maus”…

    Não se pode dizer que esteja mal para adensar a intriga que, esperamos, esteja para acontecer em breve…já ficamos com uma pequena ideia e uma suspeita do que pode ser o futuro desta história…

    Vamos então esperar para ver o que vai sair daqui…



    Agora não posso acabar este meu comentário sem chamar a atenção para um erro histórico que aparece aqui e que é o seguinte…

    D’Artagnan diz que o pai foi mosqueteiro…mas esta afirmação não condiz com a realidade histórica e vou explicar porquê…

    O nome “mosqueteiro” só começa a ser usado no ano de 1622 quando o Rei Luís XIII decide equipar os “Carabineiros” com mosquetes criando deste modo a “Companhia dos Mosqueteiros”.

    Isto significa que na altura em que a fic está a decorrer os mosqueteiros são relativamente recentes existindo mais ou menos há cerca de quatro ou cinco anos, tudo dependendo do ano concreto em que se passa a história. Se o D’Artagnan diz que o pai morreu quando ele era criança e se tem assim tão poucas recordações dele, o que podemos pressupor é que o falecimento ocorreu muitos anos antes do surgimento dos “mosqueteiros”, pelo que o senhor D’Artagnan sénior nunca poderá ter sido mosqueteiro.

    Quem quiser mais informações sobre a história dos mosqueteiros poderá consultar as seguintes páginas. Os textos estão em francês mas penso que se consegue perceber o que lá está escrito…

    http://fr.wikipedia.org/wiki/Mousquetaire

    http://www.rendinger.com/mousquetaire.htm


    Faço referência a esta situação porque é um erro demasiado comum nas fanfics baseadas no “Anime Sanjushi”. Na maior parte dos casos os autores escrevem as suas histórias como se os mosqueteiros já existissem há muitos anos, quando na verdade são uma criação demasiado recente na época em que decorrem a maior parte destas narrativas.

    Chamo a atenção para esta situação porque não está de acordo com os factos históricos e porque fico com pena de ver o D’Artagnan fazer tais afirmações em público…o que é que as pessoas que o ouvirem vão pensar dele? Que é tão novo e que já está tão baralhado com a realidade? E é claro que isto também não abona nada em favor do senhor de Tréveille que como Capitão dos Mosqueteiros devia saber um pouco mais sobre o cargo que exerce…


    Fraulein Andreia MC escreveu:
    E pronto. Como vês, Degen, não vos deixei esperar mais. Aqui vai mais um capítulo.
    Se me for permitido fazer uma pequena observação Fraulein, direi que, pela minha parte, prefiro esperar mais um bocadinho e ter a possibilidade de ler um bom capítulo em vez de esperar pouco e ter a desilusão de ver capítulos pouco emocionantes, banais e que na maior parte acabam por recorrer aos clichés do costume.

    Porquê é que digo isto? Porque gosto de ler histórias mirabolantes e com reviravoltas bombásticas que consigam mesmo surpreender Cool …mas também sei que nem sempre se consegue encontrar isso…

    Bom…pelo menos fica aqui o desabafo… Razz


    Fraulein Andreia MC escreveu:
    Essa do Olivares foi boa, Anbel, LO, mas olkha que eu li em qualquer lado que sim, que ele conspirava muito contra Richelieu. Bom, enjoy!
    Sei perfeitamente que os encargos e deveres a este nível político são simplesmente avassaladores, principalmente quando está em causa o poder e prestígio associados ao domínio do Mundo. Sim porque é disso que estamos a falar…

    Olivares e Richelieu teriam com toda a certeza os mesmos objectivos que seriam obter o máximo de autoridade possível tanto para eles próprios como para os países que representavam e nesta altura específica isso significava dominar a Europa e no fundo o Mundo.

    No princípio do século XVII Espanha podia ser considerada a grande superpotência mundial, lugar que a França também ambicionava para si, e é claro que neste caso o conflito é inevitável…

    Agora, será que o facto de Olivares conspirar muito contra Richelieu significa que passava a vida em viagens secretas a França? Rolling Eyes

    É que estamos a falar do século XVII, altura em que os meios de transporte são lentos e demorados…
    Olivares não podia pura e simplesmente apanhar o primeiro avião que saísse de Madrid e ir a Paris para um “encontro de negócios” e regressar poucas horas depois sem que ninguém desse pela sua ausência.

    Na altura em que a fic está a decorrer uma viagem destas pressuporia muitos dias ou até algumas semanas e não me parece que os motivos apresentados sejam suficientes para isso.

    A primeira vez que Olivares vai a Paris é para se encontrar com o “palerma” do Manson que só lhe apresenta uma sugestão…a possibilidade duma aliança com Inglaterra…mais nada…

    Só isto é suficiente para Olivares sair de Espanha? Rolling Eyes
    Com certeza que na própria Corte espanhola seria possível encontrar quem desse semelhante conselho…e provavelmente duma maneira muito mais diplomática e delicada do que a que é usada por Manson que usa expressões como “Señor conde, meu amigo”, uma familiaridade muito pouco própria quando se está a falar com um dos homens mais poderosos do Mundo…

    Agora já digo isto porque a fic avançou e sabemos o que é que aconteceu depois dessa conversa. Olhando para trás tenho muitas dúvidas que Olivares se sujeitasse a tal situação por tão pouco…o mais provável era Manson nem conseguir ter acesso a Olivares…


    E como se isto não fosse suficiente ainda temos um segundo aparecimento de Olivares em Paris, desta vez para um encontro com a Mercedes… Neutral

    Sinceramente começo a achar que tantas deslocações secretas a França não são credíveis porque Olivares era nesta altura o homem mais poderoso de Espanha com a grande incumbência de gerir um monumental império que se estendia por vários continentes. Não me parece que estivesse muito predisposto a fazer centenas de quilómetros apenas com o único objectivo de tratar de “ninharias” como acontece com a conversa que tem com a Mercedes…

    Para mim, seria mais credível que ele mandasse pessoas da sua inteira confiança para tratarem destes assuntos mais banais ou até para controlarem a forma como as coisas estão a decorrer.
    É que com o cargo e poder que Olivares tem, não é ele que vai ao encontro dos outros para ter os seus desejos cumpridos uma vez que serviçais e colaboradores não lhe faltam o que significa que ele manda e os outros obedecem… Razz


    E ainda há um outro aspecto que gostaria de referir…Olivares poderia querer conspirar muito contra Richelieu mas não se podia esquecer do cargo que ocupava e da maneira como este lugar era cobiçado por outros…e este tipo de ausências tão frequentes podiam custar-lhe muito caro…

    O que é que ele faria se, de repente, surgisse uma qualquer crise em Espanha? Como é que poderia justificar a sua ausência? Como o Manson disse no 3º capítulo “Vosso rei desconfia da sua politica. O cerco de Portugal já se aperta. As pessoas revoltam-se com os vossos pesados impostos.” Tudo isto significa que Olivares não está em condições de se afastar muito do centro de poder espanhol…é que se surgisse uma verdadeira situação de emergência em Espanha lá ia o senhor primeiro-ministro Olivares para o desemprego…

    E esta é apenas mais uma opinião surgida a propósito das conspirações do Olivares… Rolling Eyes


    Bom, acho que vou ficar por aqui porque caso contrário corro o risco de ficar conhecida como a “refilona chata” que não pára de dar as suas opiniões. Razz
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Qua Nov 10, 2010 5:03 am

    Back! Já está mais um capítulo.

    XVIII - Por um bem maior

    - Estás a falar a sério?
    Constance e Kitty nem queriam acreditar no que eles lhes contaram. Seria verdade que as suspeitas de que Villefort não era flor que se cheirasse eram verdadeiras?
    - O Sr. de Treville tem de saber disto. - Aconselhou Constance. - Ele tem o direito de saber.
    - Não podemos contar ao Treville, por agora. - Disse D'artagnan. - Imagina se lhe contássemos que o Villefort não é boa peça e anda metido com quem não deve. Seria um choque para ele! Eles eram amigos, não te esqueças. Já se conheciam há muito.
    - Ao Rei? Talvez... Mas seria a nossa palavra de simples mosqueteiros contra a de um herói de guerra como Villefort. Isso seria impossível. - Disse Athos.
    - E se falássemos ao vosso primeiro-ministro, Richelieu? - Sugeriu Kitty.
    Porthos deu uma gargalhada. - O "Duque Vermelho" não iria mexer uma palha para nos ajudar nem que a sua vida dependesse disso!
    - Mas e se... - Aramis esboçou um sorriso de quem planeava alguma coisa. -...a vida do estado dependesse? E contra os espanhóis?
    - Bem, ele teve a "simpatia" de se juntar a nós em Belle Ile. - Lembrou Athos. - Mas o Cardeal?
    - Ai, essa ideia não me agrada absolutamente nada. - Reclamou Constance.
    - Nem a nós. Não obstante, que podemos nós fazer?
    - D'artagnan, sinceramente, eu acho que devíamos falar com o Treville antes de tratarmos do assunto com o Cardeal.
    - A Constance tem razão. - Concordou D'artagnan. - Eu sei que o que vamos fazer é arriscado para todos.
    - É a nossa única hipótese. Depois decidimos o que fazer.
    - Entretanto, eu posso ir a Inglaterra. - Disse Albert.
    - A Inglaterra? - Perguntou Porthos - E vais lá fazer o quê?
    - Bem, eu tenho contactos lá. - Revelou ele. - Se precisarem da nossa ajuda, cá estaremos.
    - Nós, Ingleses, gostamos tanto deles como vocês. - Riu Kitty.
    - Lindo! Vamo-nos unir a um país inimigo! - Brincou Porthos.
    - Mas neste caso, o Albert está certo. Se precisarmos de ajuda, não podemos olhar a quem. - Disse Aramis. - Um aliado não é demais.
    - Então, assim seja. Trataremos desse assunto já amanhã. - Disse Athos.

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    Treville ouvia-os com toda a atenção, ainda com com os olhos arregalados e sem acreditar.
    - Mas vocês têm mesmo a certeza?
    - Receio que sim, senhor. - Confirmou Athos.
    Treville sentou-se no seu cadeirão, deitando as mãos à cabeça. - Como é isto possível? - Indagou ele. - Como?
    - Oiça, senhor… - Disse Aramis. - Eu sei que vós conheceis Villefort desde há muito. No entanto, temos de fazer alguma coisa. Se de facto ele tem algo a ver com Ramirez e o seu bando, eles andam a tramar alguma. E em grande.
    - E posso garantir que não é nada de bom. - Adiantou Porthos.
    - Por isso decidimos contar ao capitão. - Disse D'artagnan. - Que devemos fazer, senhor.
    - Nada. Por enquanto.
    - Mas, senhor! - Cortou Aramis.
    - Se for verdade, estais metidos em grandes problemas! - Interrompeu Treville. - É a vossa palavra e a minha contra a dele. Se Villefort tem ligações com os Espanhóis, estamos todos em perigo. A França inteira. Julgam que eles se vão ficar por uma pequena vingança? Não! Não vão descansar enquanto não atingirem o seu objectivo. Acreditem, o melhor é esperar por uma oportunidade.
    - Senhor, nós…gostaríamos de falar com Sua Eminência, o Cardeal de Richelieu acerca deste assunto. Se alguém tem plenos poderes, é ele. - Sugeriu Aramis.
    - Acham mesmo que devíamos confiar no Cardeal em relação a eles?
    - Senhor, em nome da França e contra os seus inimigos, ele ajudar-nos-ia e com todo o prazer. Se bem que ainda considere uma pedra no sapato. - Garantiu D'artagnan.
    - Bem…Nesse caso, não temos outra escolha.
    - Fizemos a nossa parte. - Declarou Athos. - Vamos.
    Treville viu-os sair. Ainda em choque, o capitão dos mosqueteiros procurava respostas às perguntas amontoadas na sua mente. Uma parte de si queria acreditar que as desconfianças não tinham fundamento.
    - Algo não está bem. Não está bem.

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    Jean Armand du Plessis, cardeal de Richelieu, encontrava-se no seu escritório. Finalmente tinham encontrado alguma paz depois de Milady e mason. Pelo mesnos era o que o chefe de estado pensava. Agora, a sua prioridade era manter a França. Era preciso inteligência e sobretudo paciência, segundo ele, para gerir aquele pais.
    O que ele não sabia…
    …era que estava ali alguém.
    - Eminência.
    - Sim, Rochefort.
    - Estão aqui os…mosqueteiros D'artagnan, Athos Porthos e Aramis para falar com sua Eminência. - Anunciou Rcohefort como se tivesse engulido um sapo vivo.
    - Deixa-os entrar.
    Os quatro entraram, esforçando-se por não mostrar que não estavam nem um pouco felizes por estarem ali.
    - Eminência. - Começou D'artagnan. - Eu sei que tivemos as nossas diferenças.
    - Mas precisamos da vossa ajuda. - Continuou Porthos.
    - De preferência o mais breve possível. - Concluiu Aramis.
    - E o que quereis de mim?
    - Trata-se daquele grupo de Espanhois que…
    - Esperem!
    Athos olhou atentamente para uma das grandes cortinas da janela. Ele reparara num pequeno movimento. Dirigiu-se ao local.
    - Eminência, ide! Nós tratamos do assunto.
    Muito esperto! Um deles estivera ali escondido durante aquele tempo, à espera de uma oportunidade para atacar. Mas este fora rápido e conseguira fugir.
    - Raios! - Resmungou Porthos.
    - Quem era aquele? - Inquiriu o cardeal. - E como entrou aqui?
    - Não sei, senhor. - Respondeu Athos. - Não veio próprimante para o cumprimentar, disso estou seguro. Desconfiamos de um dos nossos.
    - Quem?
    - Villefort.
    - E aquele era um dos cúmplices do Mason, o camelo? Aquele amigo de Milady?
    - Exacto.
    - Bem, lamento. - Setenciou Richelieu. - Mas eu vou imediatamente comunicar isto ao rei.
    - Espere, não está a pensar…numa guerra com Espanha, pois não? - Perguntou D'artagnan, temendo a reposta.
    O cardeal calou-se por uns momentos. Enfim disse:
    - Sacrifícios têm de ser feitos. Por um bem maior.
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Qua Nov 10, 2010 1:30 pm

    Ora cá temos mais um capítulo…

    A intriga vai avançando e os nossos mosqueteiros começam a sondar terreno para ver a quem podem recorrer com o objectivo de obter apoio para lidarem com Mercedes e companhia.

    Para já eles têm que ter uma certa cautela pois não têm provas concretas de nada mas é bom começarem a delinear alianças que no futuro lhes poderão ser muito úteis…

    Acho que têm uma visão bastante negativa de Richelieu… Rolling Eyes
    Se é certo que ele é o grande inimigo quando se trata da intriga do “Colar de diamantes” mais tarde até passa a aliado quando aparece o Máscara de Ferro e penso que neste caso isso também acontecerá, se houver alguma coisa que possa pôr em causa a paz e a segurança da França…afinal de contas Richelieu entrou para a História como um político astuto que não perdeu oportunidades para engrandecer o seu país…mesmo que isso significasse alianças improváveis…

    Se estiver em causa a segurança do Reino, Richelieu não hesitará em se juntar aos Mosqueteiros…é por isso que penso que nem o Athos nem o Porthos são muito justos nas afirmações que fazem sobre o “Duque Vermelho”…mas também é certo que velhas inimizades não desaparecem dum dia para o outro…


    Quanto a Villefort, talvez ainda seja um pouco cedo para saber qual é o papel dele nesta intriga…Ele pode ser de facto um traidor mas também pode ser um espião que está a cumprir uma missão para o “bem da Pátria”!…mas para o sabermos vamos ter que esperar pela continuação da história…

    E acho que depois do que acontece no gabinete do Cardeal, ele não hesitará em cooperar com os mosqueteiros…por muito que isso custe a todos eles… Razz

    Esperemos então pelos próximos desenvolvimentos…
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Sex Dez 10, 2010 10:09 am

    XIX - Carte blanche
    - Não acredito nisto! Não acredito nisto! - Dizia Constance a cada passo.
    - Mas é a verdade, Constance. - Disse D'artagnan. - Palavras do próprio cardeal.
    - O que fazemos agora?
    D'artagnan abraçou-a, tentando dar-lhe um pouco de conforto. - Vamos fazer o melhor que pudermos, Constance. Se podermos evitar uma guerra, assim faremos. Vai tudo correr bem.
    - O D'artagnan tem razão. Não vale a pena desesperar. - Concordou Aramis.
    - É verdade. - Anuiu Athos. - Agora temos de estar mais atentos do que nunca.
    - Quanto a vocês não sei mas eu começava por apertar aquele Villefort! - Declarou Porthos. - A peça chave disto tudo é ele! E se ele estiver metido com o Ramirez e a sua corja, damos-lhes cabo do canastro!
    - Porthos!
    - A sério, Athos! As coisas estão feias e o tipo não está a ajudar!
    - E não vamos torná-las ainda mais feias! - Respondeu Athos. - Vamos raciocinar. Assim não vamos a lado nenhum.
    - Já sei o que temos de fazer. - Disse D'artagnan. - Eu vou vigiá-lo até descobrir alguma coisa e vou informando.
    - Sinceramente, D'artagnan, acho que te estás a arriscar demasiado!
    - Constance, é a única forma! Confia em mim! - Garantiu D'artagnan.
    - É esse o teu plano?
    - É, Aramis! E vai resultar! Vais ver!
    - D'artagnan... Eu concordo com a Constance. É muito arriscado. - Disse Kitty. - Peço-te, por favor, pensa bem naquilo que vais fazer!
    - E já pensei! Não se preocupem que eu trato de tudo. E começo já amanhã.
    - Sendo assim, D'artagnan, conta connosco. Confiamos em ti.
    - Não é, Athos? E nem penses e, dispensar a nossa ajuda! Um por todos e todos por um.
    - É isso mesmo! Um por todos e todos por um.

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    No estábulo, Rocinante fitava o seu dono. Sabia que algo o preocupava assim como aos outros, via-se nos seus olhos, quando o seu fiel amigo lhe presentiava com uma cenoura e lhe afagava o focinho.
    Mas não valia a pena fazê-lo mudar de ideias - Nem mesmo Constance. - aliás era por ela e pelos seus amigos, por todos aqueles de quem gostava que iria pôr o seu plano em prática.
    - Preparemo-nos bem, meu velho. Amanhã temos um longo dia pela frente.
    - D'artagnan.
    - Constance, já é tarde. - Disse D'artagnan. - É melhores ires dormir.
    - Achas que eu vou conseguir dormir com tudo o que se está a passar? Primeiro o tratado, depois aqueles malvados voltam e agora isto? Oh, D'artagnan, tenho tanto, tanto medo!
    - Minha querida Constance, não precisas de ter medo. Já passámos por muita coisa. E saímo-nos bem.
    - D'artagnan, já pensaste se o Villefort te apanha? Eu sei muito bem o que isso é!
    - Eu sei disso, borboletinha. Eu sei. Vá lá, Constance, mostra esse teu sorriso lindo. Eu resolvo as coisas e comigo ninguém se mete, lembra-te disso.
    Constance sorriu. - Já tive provas suficientes disso, valente D'artagnan. E eu estarei aqui para te apoiar, meu amor.
    Os dois sentaram-se juntos num monte de feno.
    - Até parece que foi ontem. Demos aqui o nosso primeiro beijo, antes de te ires embora...
    - Pois foi.
    - Sabes porque me tornei mosqueteiro? Por ti.
    - Estou a ver. Tu nunca perdeste uma oportunidade para me impressionar.
    D'artagnan esboçou um sorriso maroto. - E consegui, não foi?
    - Ir para Paris foi a melhor decisão que já tomei em toda a minha vida. Aprendi muita coisa, conheci os melhores amigos que alguém poderia ter e sobretudo conheci-te a ti, o meu primeiro grande e único amor.
    - D'artagnan! Pára com isso! - Disse Constance corada e soltando um risinho. - Sempre o mesmo! Tontinho!
    D'artagnan riu-se.

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    - Ora bem, já sei onde o Villefort vive aqui em Paris. - Pensou D'artagnan - Pois bem, vamos a isto.
    D'artagnan foi nessa tarde até à casa de Villefort. espreitou pela janela. Não estava ninguém. Que estranho! Áquela hora ele já devia estar em casa.
    - Espera aí, vou aproveitar que ele não está e procurar provas. Vamso ver se descubro alguma coisa...
    Vasculhou nos armários e em tudo quanto era sitio. Nada.
    - Se de facto ele é um espião, disfarça muito bem. Vou ver na mesa-de-cabeceira.
    Foi ao quarto e procurou nas gavetas da mesa-de-cabeceira. E encontrou algo interessante.
    - Ora ora, que temos nós aqui? O que é isto?
    D'artagnan leu o pequeno papel:

    Foi por minha para bem do estado que o portador desta carta fez o que fez.

    Gaspar de Guzmán y Pimentel Ribera y Velasco de Tovar
    Conde de Olivares
    [i]

    - Que significa isto? - Interrogou-se D'artagnan. - Que missão lhe deram os espanhois? E pelos vistos esta carta já é um pouco antiga. Não foi coisa boa, de certeza.
    - Bem, Ramirez, entra.
    - Raios partam! - Praguejou D'artagnan. E escondeu-se atrás da porta. Que fazia Ramirez ali?
    - Então, temos acordo? Não nos falhar, espero eu. - Disse Ramirez com um olhar penetrante, como se tentasse descobrir, através dos olhos de Villert, motivos para não confiar nele.
    - Podeis ficar descansados.
    Ramirez despediu-se e saiu. Villefort instintivamente dirigiu-se para o quarto. Estava ali alguém, disso não tinha duvidas. Entrou.
    D'artagnan já tinha saido pela janela.

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    E pronto. Mais um capítulo. Very Happy

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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por degen_aramis em Qui Dez 16, 2010 12:55 am

    E agora, heim???? Uma carte blanche bem ao estilo das que o Richilieu dava à Milady... mas desta feita escrita pelo Olivares para alguém... será que o Villefort é mesmo um "bad guy"??? Um agente duplo?? E o que terá ido fazer o Cardeal?? Falar com o rei?? E o Ramirez que ainda anda por ai... adorei foi a saída: as janelas naquela altura serviam para bastantes coisas...lol... como por exemplo - portas de saída... Laughing Laughing

    Tantas perguntas... à espera de respostas nos próximos capitulos!!! Question Question E viva os próximos!! cheers
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Qui Dez 16, 2010 6:42 am

    Isso agora... Mais se saberá!
    E vai haver mais desenvolvimentos em ralação ao Villefort, Athos e Aramis. E a minha Kitty não ficou esquecida. Esperem para ver!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Sab Dez 18, 2010 5:10 pm

    É sempre bom ver a continuação duma história especialmente quando há incógnitas e mistérios pela frente…é sinal de que ainda há muito para desenvolver…

    Não se pode dizer que o capítulo nos traga grandes revelações mas no fundo qualquer escritor que se preze tem de saber manter o suspense para preservar o interesse dos leitores e isso vai acontecendo por aqui.

    D’Artagnan continua com a impetuosidade que tão bem o caracteriza a tentar descobrir os segredos do Villefort e parece que até nem se sai nada mal pois consegue entrar na casa do dito senhor sem grandes problemas.

    Depois de algum tempo a revistar tudo e mais alguma coisa D’Artagnan tem sucesso e lá encontra algo…um pequeno papel que nos pode dar uma pista sobre a verdadeira missão de Villefort…ou que pelo contrário ainda nos pode confundir um pouco mais… Razz

    É que este tipo de papéis têm um problema…são completamente impessoais o que significa que podem pertencer a qualquer pessoa, independentemente do local onde se encontram tal como aconteceu no original de Alexandre Dumas…

    Quando vi o que está escrito lembrei-me imediatamente do livro e da carta que Richelieu entrega a Milady…o conteúdo é exactamente o mesmo…a única coisa que muda é a assinatura…e talvez a língua em que está escrito…

    Suponho que este esteja em espanhol enquanto a outra estava em francês…

    Tenho uma certa dificuldade em imaginar o Senhor Conde de Olivares a escrever tal coisa em francês…principalmente se tivermos em conta que ele não os apreciava muito nem ao seu Primeiro-Ministro apesar de terem ideias muito parecidas especialmente no que diz respeito às “cartes blanches” que passam…aqui até parece que são gémeos pois escrevem o mesmo…com a diferença da assinatura é claro… e talvez da língua… Razz

    E já agora…D’Artagnan sabe espanhol? Parece que sim o que significa que o rapaz é mesmo prendado e cheio de talentos que desconhecíamos…

    Ainda bem para ele… Razz

    E pronto…agora só nos resta esperar para ver que rumo é que esta história vai seguir…
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    Fanfics

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Seg Dez 20, 2010 5:26 am

    Bem, Anbel, a carta estava em Francês. Suponho que o nosso "amigo" Olivares tenha esses conhecimentos, tendo isso muito importante para o cargo que tem.
    E sim, é importante manter o suspense... No próximo capítulo saberás mais.
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Qui Dez 23, 2010 5:20 pm

    Para começar, agradeço a tua disponibilidade em esclarecer qual é a língua em que a tal “carte blanche” se encontra escrita mas tenho que confessar que tenho cada vez mais dificuldades em ver o Conde-Duque de Olivares como um adversário de temer. Rolling Eyes

    Digo isto porque depois de ler este teu esclarecimento sobre a “carte blanche” comecei a pensar um pouco e algumas coisas estão a criar-me incertezas…


    Isto é assim…não duvido que Olivares possa ter conhecimentos para escrever noutras línguas como é o caso do francês mas a minha dúvida é saber se ele o faria tendo em conta o cargo que ocupa nesta altura.
    Ele é Primeiro-Ministro de Espanha, a grande potência da altura…porque é que se iria exprimir em francês? Rolling Eyes

    Sinceramente não acredito muito nisso, especialmente tendo em conta que esta “carte blanche” parece conter ordens para que alguém execute algo que parece servir os interesses da Espanha.


    É que há ainda um outro pormenor que também me está a chamar a atenção… Esta carta, da autoria do Primeiro-Ministro espanhol encontra-se em França… Shocked

    Acontece que o Primeiro-Ministro espanhol pode ser uma pessoa muito importante e muito poderosa mas a sua autoridade não se aplica em território francês, o que significa que este papel não tem qualquer tipo de valor enquanto estiver fora do território soberano espanhol.

    É que isto da soberania é uma coisa complicada e que tem de ser levada muito a sério e isso ainda acontece nos dias de hoje…


    Aliás isto também é visível no romance original de Alexandre Dumas quando se analisa a actuação do Duque de Buckingham ao longo da história.

    Quando ele aparece pela primeira vez está no meio duma viagem clandestina á cidade de Paris…Nessa altura ele sabe perfeitamente bem que, se for descoberto ficará numa situação bastante delicada pois não poderá explicar a sua presença em território francês… para além de lhe faltar também a autorização do seu soberano para se ausentar de Inglaterra…
    É por isso que nesta primeira fase, Buckingham mais parece um bandido em vez do Primeiro-Ministro inglês… Razz

    Mas mais tarde quando já se encontra em Inglaterra e é visitado por D’Artagnan no cumprimento da sua missão de recuperar o colar da Rainha Ana, a conduta de Buckingham é diferente pois aqui ele tem outros poderes ao seu dispor, podendo dar ordens a torto e a direito uma vez que os seus súbditos têm que lhe obedecer já que ele é a representação do poder real…


    Este raciocínio aplica-se de igual modo às ordens que são dadas por Olivares…Enquanto ele está em território espanhol pode exercer a sua autoridade de forma plena, dando todas as ordens que lhe apetecer mas a partir do momento em que passa a fronteira estes seus poderes desaparecem para os não espanhóis…e o mesmo acontece com aquilo que ele escreve…perde valor…a não ser que agora D’Artagnan e companhia pretendam prestar vassalagem a outro Rei que não Luís XIII… Razz

    Se não for esse o caso D’Artagnan não precisa de se preocupar muito com o que encontra nas gavetas de Villefort…é que essa carta não tem qualquer tipo de valor em França…

    E também duvido muito que os espanhóis pretendam obedecer a ordens dadas em francês…mesmo que a assinatura seja do Primeiro-Ministro espanhol… Razz


    Desculpa, Fraulein pelas minhas divagações mas estes são os pensamentos que me surgem a propósito desta “carte blanche”…

    Por favor não te aborreças muito com aquilo que digo… Uuuh
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Dom Jan 09, 2011 10:25 am

    Como se me desses razões para me aborrecer, Anbel! lol!

    XX - A traição de Villefort. Tommy está de volta!

    - Isso é o que eu estou a pensar?
    D'artagnan mostrou-lhe o manuscrito.
    - Não há dúvidas, portanto. - Concluiu Athos. - Ele é mesmo um agente duplo. Um espião.
    - Mas o que será que o Olivares lhe mandou fazer? Estranho. - Interrogou-se Porthos.
    - Não sei, mas eu tenciono descobrir. - Declarou D'artagnan. - Vou continuar a vigiá-lo e a investigar.
    - Eu continuo a achar que estás a arriscar-te demasiado. Ele quase te apanhou! - Disse Constance.
    - Mas não apanhou, Constance. Não te preocupes, eu sei quando tenho de passar despercebido. - Garantiu D'artagnan.
    - E também sabes que eu fico sempre com o coração nas mãos quando vais em missões desse género.
    - Eu sabia. - Disse Aramis. - Eu bem tinha a sensação de que se passava algo de estranho e não é coisa boa, disso tenho a certeza.
    Se o que tinham descoberto era verdade, então tinham de desmascarar Villefort. No entanto, Aramis desconfiava de que havia algo mais.
    - Esperem um pouco e se...
    - E se o quê?
    - Bem, e se na verdade for tudo fachada? E se Villefort estiver a fingir ser o inimigo para descobrir informações ou coisa do género para nos ajudar? Será?
    - Não tinha pensado nisso. - Admitiu D'artagnan. - Achas?
    - Temos de ter em conta todas as hipóteses. - Considerou Athos. - Das duas, uma: Villefort é um agente duplo que está do nosso lado ou o inimigo. D'artagnan, sugiro que continuemos a investigar.
    - Assim farei.
    - É verdade, rapazes: Tenho novidades! - Disse Constance. - A Kitty disse-me que o Albert escreveu a dizer que não tarda muito em voltar.
    - Óptimo! Boas noticias! Agora com a ajuda dos Ingleses, vamos resolver isto de uma vez por todas.

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    E assim Albert chegou. Contou que tinha contactado com gente conhecida dele que pertencia ao exército Inglês que tinham concordado em agir, se necessário. Mais: Chegara com companhia: Para surpresa de todos era...
    - Tommy!
    - Olá a todos!
    - Miúdo, que bom voltar a ver-te! - Disse D'artagnan, feliz. - Conta coisas! Que fazes aqui?
    - Bem, eu conheci aqui o Albert. - Começou Tommy. - Falei com ele. Ele disse que te conhecia. Soube que vocês precisavam de ajuda e aqui estou. D'artagnan, já te disse que estou decidido a tornar-me mosqueteiro. E por isso... vim cá. Preciso de alguém que me ensine. Eu quero entrar nos mosqueteiros.
    - Tommy, tens a noção de que não te vais tornar num mosqueteiro de um dia para o outro, não tens? Comigo isso não aconteceu nem com nenhum de nós. Eu ajudo-te. Primeiro temos de falar com o capitão Treville.
    - Mais um mosqueteiro! Belo! - Comentou Porthos. - E mais um aliado! Força aí, rapaz!
    - Calma aí! Amigos, o Tommy ainda é novo! Mais uns aninhos e terá a mesma idade que eu quando vim a Paris. Não tem experiência, tal como eu não tinha nessa altura. Ouve, Tommy: A partir de agora estás á minha responsabilidade, entendido? Estamos numa situação critica e ainda não estás preparado. Tanto quanto sei, nunca pegaste numa espada sequer!
    - Sou bom a aprender! - Exortou Tommy. - Por favor...
    - Já te disse que primeiro temos de falar com o Treville. - Disse D'artagnan. - Sei que és corajoso e vais conseguir se te esforçares.

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    Depois de usar todos os argumentos, D'artagnan esperou pela decisão de Treville. Tinha sido um luta convencê-lo.
    - Não sei, D'artagnan. Ele ainda é novo. Achas mesmo?
    - Senhor, eu assumo a responsabilidade. Se me permitis ensiná-lo, tenho a certeza de que ele vair ser um bom mosqueteiro. Eu ensino aquilo que sei.
    - Se é assim... Tommy, não é verdade?
    - Podeis chamar-me assim, senhor. Na verdade sou Mícheál Reagan. Nasci na Irlanda. Os meus companheiro do navio chamam-me assim porque é Inglês e é mais fácil de pronunciar...
    - Tudo bem, Tommy. Seja. - Cortou Treville. - Lembra-te: Estás á experiência. E tu, D'artagnan, é tua...
    - ...responsabilidade. - Retorquiu o Gascão.

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    - Ao Tommy, o novo mosqueteiro! - Brindou Porthos, enquanto os rapazes celebravam na taberna.
    - Ainda não, Porthos. Ainda não. - Corrigiu D'artagnan. - Isto vai ser longo, Tommy. Temos a situação com o espanhois e ainda a tua formação. Há muito trabalho pela frente.
    - D'artagnan, vocês podem contar comigo para o que for preciso.
    - Tommy, não te vais meter em nada disto ainda!
    - Olha quem fala! - Sussurou Aramis.
    - Eu ouvi essa!
    A última pessoa que eles esperavam ver ali aparecera. Villefort entrou na taberna e olhou para D'artagnan de uma forma estranha que não lhes agradava.
    - Olá. - Disse ele de forma fria. - D'artagnan vem comigo lá para fora. Temos de ter uma conversa séria, meu rapaz!
    - O que me queres?
    - Vem comigo, já disse!
    D'artagnan acompanhou-o até à rua. Villefort levou até um canto.
    - Eu sei que tu estiveste em minha casa. O que andas a tramar?
    - Eu é que devia fazer essa pergunta!
    - Não desconverses! Levaste uma coisa minha.
    - Tu estás metido com os Espanhois, não é? - Confrontou-o D'artagnan, desembainhando. - És um traidor! Ou estás do nosso lado? Responde!
    - Não tens nada com isso! - Respondeu Villefort, derrubando-o. realmente, ele era um espadachim eximio! - Isso é um assunto no qual te deves meter!
    A espada de Villefort estava bem apontada ao pescoço de D'artagnan. - Fica descansado, rapaz impertinente e intrometido, que não te vou matar. Se o quisesse fazer, já o teria feito. Estou a fazer isto para o bem da França!
    - Uma missão em nome de Espanha, para o bem da França? Não me faças rir! - Respondeu o jovem mosqueteiro sarcasticamente.
    - Muito bem, D'artagnan. Queres saber tudo? Eu conto-te a história toda: Sim, eu sou um espião, mas ao serviço de França. Na guerra, deram-me a missão de espiar os inimigos Espanhois. No entanto descobriram-me, torturaram-me e para me pouparem, aceitei fazer o mesmo como os nossos e disse-lhes onde estava a minha companhia, a mesma onde estava o teu "querido" e "santo" pai. O idiota salvou-me a vida e carrego com isso para o resto da minha vida! Satisfeito?
    A cabeça de D'artagnan ficou a mil à hora. Raiva de Villefort por ter traido os seus companheiro para salvar a pele. Raiva por ele ter traido o seu pai. raiva por ele ter sido o culpado pela sua morte.
    D'artagnan libertou-se de Villefort. A sua vontade era matá-lo ali mesmo. Iria faze-lo pagar por tudo.
    - COMO PUDESTE? COMO FOSTE CAPAZ? SE NÃO FOSSES TU, O MEU PAI E OUTROS ESTARIAM VIVOS! TRAIDOR! CANALHA!
    - D'artagnan!
    Athos, Porthos, Aramis , Albert e Tommy chegaram e não hesitaram vir em auxilio do amigo.
    - Olha, rapaz, eu não vou perder o meu tempo contigo! Tenho uma missão importante que nos pode ajudar com os Espanhois e se fores esperto, vais te manter afastado.
    E foi-se embora o mais rapido que pôde, deixado D'artagnan caido no chão, com lágrimas de ódio e tristeza nos olhos.
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Seg Jan 17, 2011 12:40 pm

    Fraulein Andreia MC escreveu:
    Como se me desses razões para me aborrecer, Anbel! lol!
    Obrigada pelas tuas simpáticas palavras, Fraulein… e ainda bem que não te aborreces comigo e com algumas das coisas que digo. Very Happy

    Sei que por vezes as observações que faço são…como direi…um pouco aguçadas e nem toda a gente gosta delas mas como dizes que não te aborreço fico mais satisfeita…

    É que não é todos os dias que temos esta oportunidade de estar tão próximo do autor duma história e por isso devemos aproveitar para falar daquilo que verdadeiramente sentimos quando fazemos a leitura… Cool


    Quanto á fic propriamente dita, pois é isso que nos traz aqui, o que posso dizer é que este é um capítulo muito interessante e que começa a levantar um pouco o véu sobre o que até agora pareciam quase certezas…ou talvez não… Shocked

    Por exemplo, ficamos a saber um pouco mais sobre a actuação de Villefort e quais são os seus motivos para agir. Até aqui, Villefort tem sido considerado como espião mas pelos vistos as aparências iludem e ele tem outros objectivos em mente…

    Confesso que não fico completamente espantada com esta revelação feita por Villefort porque sempre achei que ele podia ter um segredo deste tipo…e aparentemente não fui a única a ter este tipo de desconfiança pois a nossa Aramis também teve o mesmo pensamento…É a tão famosa perspicácia feminina… Razz

    Gostei de assistir ao regresso do pequeno Tommy pois é sempre importante ter aliados por perto, principalmente quando há intrigas no horizonte. Por acaso não sei se a Companhia dos Mosqueteiros podia admitir estrangeiros mas isso também não é relevante…Tommy é amigo e isso é que é essencial pois parece que ainda há muita intriga pela frente…

    Foi um capítulo interessante que nos abre o apetite para o que pode vir a seguir…
    E agora também quero ver como é que as últimas declarações de Villefort vão influenciar D’Artagnan…

    Esperamos pela continuação… Very Happy
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Seg Mar 14, 2011 11:11 am

    Olá! Mais um capítulo!

    XXI - Ventos de guerra

    Tudo culpa de Villefort! A cabeça de D'artagan estava a mil à hora. Não já não sabia o que pensar.
    Teria Villefort um plano para os ajudar? Todo aquele teatro para não interferirem pois provavelmente iriam atrapalhar?
    Mas se não fosse ele... Talvez seu pai estivesse vivo nessa altura. Telo-ia-ia visto tornar-se mosqueteiro. E casar-se com Constance. Quem sabe? Tanta coisa que queria partilhar com ele... E nunca o poderia fazer.
    Talvez os outros podessem achar ridiculo se soubessem, mas D'artagnan "falava" muitas vezes com ele em pensamento. Confortava-o a ideia de que ele o estaria a ouvir.
    - D'artagnan, não vens jantar?
    - Não, Constance. - Suspirou. - Estou farto de voltas à cabeça.
    - Imagino o que estás sentir. - Disse Constance. - Eu sei que é perder uma pessoa que se gosta.
    - Como foi capaz? Como pôde? Porquê quanto tanto ódio? - Perguntou-se D'artagnan. - Aquele canalha! Não consigo perceber!
    - D'artagnan, eu não conheci o teu pai mas tenho a certeza de que ele não gostaria de te ver assim.
    - Eu sei lá o que o meu pai gostaria! Graças ao Villefort, nunca o saberei! É bom que ele não me apareça mais à frente, porque eu...
    - D'artagnan, por favor! - Suplicou Constance. - Se o Villefort é dos nossos, vamos deixa-lo agir. Se estiver do lado deles, é bom que tenhas cautela! De cabeça quente, estás a fazes o jogo dele e é muito pior!
    - Já não sei o que fazer, Constance. Já não sei o que pensar!
    - Pois pensa que em breve tudo estrá resolvido. É só agires com calma e inteligência. E o Tommy precisa de ti.
    - É verdade. Com esta confusão toda, esqueci-me. Tens razão, Constance. Não vou deixar que o Villefort me afecte. Vamos a ver como o Tommy se sai. Força de vontade tem ele.
    - Pelo menos vai ter um bom professor! - Riu Constance.
    - Achas'
    - Tens dúvidas? - Costance sorriu. - Pouco a pouco estou a deixar de ver o rapazinho que me partiu o boneco para ver um homem. Mas é isso que encanta: O teu bom coração e a coragem para ajudar os outros.
    - E sabes o que me encanta em ti? O facto seres muito corajosa, querida e a mulher mais linda de todas!
    - Mentiroso.
    - Juro!
    - Dizes isso porque conheceste muitas. - Brincou Constance, fingindo-se zangada.
    - Isso não é verdade!
    Os dois acabaram a rir.
    - Só mesmo tu para me animares, minha querida Constance.

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    Constance providenciara uma cama no sotão para que Tommy tivesse onde ficar. O rapaz dormia descansado até sentir um abanão.
    - Vamos, Tommy! Toca a levantar!
    - D'artagnan, só mais cinco minutos!
    - O treino de um mosqueteiro não espera nem cinco segundos! Vá! Levanta-te! Alvorada!
    Contrariado, Tommy levantou-se e arranjou-se. Constance, Bonancieux e Marthe ficaram espantados ao ver D'artagnan já a pé. "O rapaz está mesmo a crescer, não há dúvida!" Pensou Bonancieux.
    No quartel dos mosqueteiros, o treino começou.
    - Muito bem, Tommy. É assim: Antes de começarmos, tens de ter em conta algumas regras.
    - Regras?
    - Por muito que isso não te agrade, tudo tem regras, meu menino! - Declarou D'artagnan de sobronho franzido. Athos, Porthos, Aramis e Albert assistiam, aos risinhos. - Regra número um: Mantém todos os teus sentidos alerta! Muita atenção a tudo!
    - Claro.
    - Regra nuúmero dois: Não hesites em olhar para trás.
    - Porquê?
    Tommy não soube como aconteceu, mas com a sua habitual rapidez conseguira atingi-lo na cabeça.
    - Porque o teu adversário pode fazer jogo sujo e atacar-te pelas costas!
    - Tudo bem, já percebi!
    Era dificil para Tommy acompanhar D'artagnan. Ele podia não ser alguém tão forte como Porthos. No entanto era ágil e rápido, o que compensava as suas fraquezas.
    - Isto vai ser divertido. - Comentou Aramis.
    - Oh, se vai! - Disse Athos.

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    Finalmente fizeram uma pausa. Tommy estada, como é óbvio, todo partido.
    - D'artagnan, nunca serei tão bom como como tu. Isso estou eu a ver!
    - Vais desistir e ainda mal começaste?
    - Eu? Nunca!
    - É esse o espirito, Tommy! Tu nunca tinhas pegado numa espada. É normal que te seja dificil há primeira. Eu já sei esgrimir desde há muito tempo mas antes era como tu: Verde e inexperiente. Com o tempo, acabas por melhorar.
    - Tens razão. E eu não sou desistir! Sou Irlandês! Tenho sangue celta nas veias!
    - Conta-me como chegaste a Inglaterra. - Pediu Porthos.
    - Bem, é uma longa história... - Começou Tommy. - Eu nasci em Baile Átha Cliath. É Irlandês. Os Ingleses chamam-lhe Dublin. Já nos dominam desde há muito tempo e cada vez mais, as coisas tornam-se piores para nós, colonizados. O meu pai trabalha no campo. A minha mãe.. Ela ficou doente. E fui-me embora. O meu pai opôs-se mas eu insisti. Eu queria fazer alguma coisa, melhorar a nossa vida. E fiz-me ao mar. Conheci uns marinheiros Ingleses muito simpáticos e assim cheguei a Dover.
    - Que aventura! - Disse Albert. - E os teus pais?
    - Bem, eu tenho-lhe mandado parte do meu ganho. Não é muito mas já é alguma coisa. Eu quero... que eles se orgulhem de mim.
    - E eu tenho a certeza que eles estão orgulhosos de ti.
    - Sim, e não vou desistir. Vou ser um mosqueteiro tão bom quanto vocês!
    - É isso mesmo, Tommy! - Apoiou Athos. - E nós estaremos aqui.
    - Um por todos...
    - ...E todos por um!
    - Já estás a aprender, Tommy!

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    Nessa noite, Rochefort estava de guarda com Jussac na retaguarda. Viu um grupo suspeito.
    - Boa noite, meus senhores. Que fazeis aqui a esta hora?
    - Algo que não assunto teu.- Os estranhos atacaram.
    - Guardas, a mim! Jussac, ajuda-me, idiota!
    Jussac fazia o que podia, assim como os outros. Rochefort, por mais que os outros o derrubassem, levantava-se.
    - Precisam de uma mãozinha?
    Era D'artagnan e os outros, que resolveram a situação com todas a sua pericia. Tommy estava a melhorar e com uns truques, lá conseguiu dar uma tareia a dois deles. Ramirez era mais forte que D'artagnan, mas este dava-lhe luta. Mercedes ainda tentou atingir Aramis, mas Athos conseguiu salvá-la.
    - Obrigada.
    - Sempre às ordens! - Disse Athos com um sorriso que fez tremer.
    Os Espanhois desapaceram tão depressa com apareceram.
    - Francamente! Ousaram meter-se com a guarda de Sua Eminência! Pois sofreram as consequências!
    - Senhor, os mosqueteiros...
    - CALA-TE, SUA BESTA! NÃO FAZES NADA DE JEITO!
    - Rochefort, Rochefort... Admite! Sem nós, a tua vida seria muito aborrecida! - Disse D'artagnan. Rochefort retorquiu com um resmungo.
    - Não me venhas com brincadeiras! A nossa guarda tem um assunto muito sério para resolver.
    - O quê? Pode-se saber?
    - Assuntos de segurança nacional! Parece que vai haver guerra. Creio que estes espanhois estão por detrás disto.
    - Então... Já está decidido?
    - Sim!
    - Não pode ser! Não pode! - Disse Aramis.
    - Eu também não queria, homem! Mas é assim que vai ser! E eu estou disposto a obedecer a Sua Eminência pelo bem da França.
    - Rochefort, com aqueles fuinhas, não teremos hipótese! Claro que se for preciso, eu lutarei! Não deixarei que eles levem a sua avante! Mas para isso, contamos contigo.
    - Desculpa? Eu ouvi bem?
    - Ouviste muito bem! - Disse Athos. - Não é altura para amuos e zaragatas! Se queres mesmo o bem da França, certamente concordas comigo.
    - Sim. - Rochefort admitiu. - Tens razão. se tiverem algo em mente...
    - Havemos de ter. - Garantiu Athos. E sereis informados.
    - Assim seja.

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    - D'artagnan, um cavalheiro pediu-me que lhe entregasse isto. - Disse Marthe assim que ele chegou.
    - E quem é?
    - Disse-me que que se chamava Villefort e que o menino sabia quem era.
    - O quê?
    - O que quer ele? - Interrogou-se Constance.
    D'artagnan leu o papel que Marthe lhe entregara.
    Os espanhois pretendem invadir Paris o mais breve possivel e será um ataque surpresa. Tanto quanto sei, eles chegarão daqui a dois dias. Eles tiveram que tomar medidas drásticas devido aos fracassos, graças a vocês.
    Achei que precisavas de saber isto. Toma cuidado e não faças nada estupido.
    - Oh, não!
    - Infelizmente é verdade. E os guardas do cardeal já estão de sobreaviso. Perece que chegou mesmo a hora de lutar.
    - Meu Deus! E agora?
    - Constance, ouve-me bem: Quando esse dia chegar, tu, o teu pai e a Marthe vão
    ficar em casa! Não saiam seja em que circunstancia for, perceberam? Tu também, Tommy!
    - A Constance ficará em boas mãos. - Disse Marthe.
    - Eu também quero lutar.
    - Tommy, nem penses!
    - Por favor, D'artagnan!
    - Estás á minha responsabilidade, lembras-te? Não me perdoaria se te acontesse alguma coisa.
    - Está bem. - Resmungou Tommy contrariado. - E podes contar comigo para proteger a Constance e os outros. Já avisaste o Porthos, o Aramis e Athos?
    - É verdade. Tenho de lhes contar.
    - Só não percebo uma coisa. Por que é que o Villefort te avisou? Logo a ti?
    - Não sei. Também não percebo. Uma coisa é certa: Mais tarde ou mais cedo vou descobrir.
    E pronto! Mais um já está! Pensavam que me ia esquecer da fic? Never!
    As coisas vão aquecer e de que maneira! E para os fãs de Athos + Aramis, preparem-se!


    Última edição por Fraulein Andreia MC em Ter Mar 22, 2011 10:27 am, editado 2 vez(es)
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Lyrrinne em Seg Mar 14, 2011 11:43 am

    Laughing Finalmente regressaste amiga com mais um capitulo Smile OH! OH! Essa do "para os fãs de Athos + Aramis, preparem-se!" vai por a Camila a dançar ruas fora! XD

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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Ter Mar 22, 2011 10:29 am

    É essa a ideia! Just kidding!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Ter Mar 22, 2011 1:10 pm

    É sempre bom ver a continuação duma história, especialmente quando ainda não sabemos bem qual é a intriga que está aqui a ser desenvolvida mas por aquilo que lemos neste último capítulo quase que ficamos com a sensação de que é algo mesmo grande pois é dito que os espanhóis pretendem invadir Paris o mais breve possível num ataque surpresa…

    Quer isto dizer que se está a preparar uma guerra no sentido convencional do termo, ou seja, uma invasão em grande escala da capital do Reino de França? Serão os espanhóis assim tão ousados para entrarem em guerra aberta com os franceses? É que estas decisões não podem ser tomadas de ânimo leve e assim sem mais nem menos…especialmente porque a França e a Espanha têm acordos celebrados entre si que foram inclusivamente selados através de casamentos reais. Isto não quer dizer que nas costas não andassem a conspirar uma contra a outra mas tenho muitas dúvidas que o fizessem de forma aberta…


    Há ainda a possibilidade disto ser um estratagema de Villefort para atazanar um pouco mais a vida de D’Artagnan…Será esta a sua ideia? É que o nosso jovem gascão tem andado muito nervoso e imagino que uma notícia destas não o tranquilize muito especialmente quando ele diz á Constance para ela ficar em casa nesse dia…

    Acho que o melhor é ficarmos a ver o que vai acontecer de seguida, para sabermos de que forma é que os espanhóis vão entrar em Paris…será um grande exército ou pelo contrário é apenas um pequeno grupo que no final não fará grande mossa? Mas se for um grande exército que está apenas a dois dias de Paris e que consegue fazer essa viagem sem ser detectado pelos franceses, então parece-me que há por aqui alguns problemas de incompetência no Reino de França…ai, ai…as chefias militares estão em maus lençóis… Rolling Eyes


    Fraulein Andreia MC escreveu:
    As coisas vão aquecer e de que maneira! E para os fãs de Athos + Aramis, preparem-se!
    A sério? Vou ficar á espera e se as coisas não aquecerem como nos está aqui a ser prometido vou ficar muito desiludida como aconteceu com o Manson e com o plano final da Mercedes há alguns capítulos atrás… Evil or Very Mad


    Quando dizes este tipo de coisas, estás a levantar muito a fasquia e depois quem está á espera de grandes reviravoltas ou de muita acção pode ficar muito desapontado com o resultado final.

    Não estou a dizer isto no sentido negativo nem nada disso mas apenas para desabafar um pouco e para dar a minha visão como leitora…apenas isso…

    Então cá aguardamos pelo “fogo” que se segue… Calor wahwah
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Sex Maio 27, 2011 11:36 am

    XXII - Promessas e decisões
    -Ele chamava-se Sétanta mas como demonstrava uma grande força e coragem já desde criança , começaram a chamar-lhe Cuchullain que em Irlandês significa "o cão do Ulster", porque ele protegia essa região. Ele morreu prematuramente, assassinado. Mas antes de morrer, ele amarrou-se a uma rocha para morrer de pé. Enquanto ele definhava, um corvo pousou ao seu lado e aí ficou até Cuchullain morrer. Diz-se que era a Morrigan, deusa da guerra, que era apaixonada por ele.
    Tommy terminou a história vendo que Meg já tinha adormecido. Kitty trouxera-a, a pedido de D'artagnan e dos outros, para que ele ficasse em segurança.
    - Gostei dessa história, Tommy. - Disse D'artagnan.
    - É das lendas das minha terra. O meu pai e a minha mãe costumavam contar-mas quando eu era pequeno. Tu fazes-me lembrar o Cuchullain.
    - Não me digas...
    - É verdade! Por mais dificil que as coias estejam, nunca desistes e encaras tudo de frente.
    - É assim que tem de ser. - Retorquiu D'artagnan.
    - D'artagnan, achas que vamos conseguir? Que vai tudo correr bem?
    - Vou ser sincero. Não garanto nada. Uma coisa é certa: Nós vamos dar-lhes luta!
    - Bem, vou-me deitar.
    - É melhor. Amanhã vai ser um dia muito longo. - E Tommy foi para a cama.
    - Acabei de descobrir uma coisa: Tu serias um óptimo pai.
    - Achas? - D'artagnan deu mais uma olhadela aos dois miúdos. - Bem, o Tommy dá-me experiência que chegue para uma vida inteira.
    - Mas tu gostas de lhe ensinar. Não é?
    - É.
    - D'artagnan, promete-me uma coisa.
    - Diz. Sabes que cumpro sempre as minhas promessas.
    - Promete-me que voltas são e salvo.
    - Já passámos por muita coisa. Quem diz que não vamos ultrapassar isto também?
    - D'artagnan, isto não é uma escaramuça. É a sério! Tenho medo!
    - Eu sei, amor. Eu sei. - D'artagnan abraçou-a tentando passar-lhe um pouco de conforto. - Constance, quando tudo isto acabar, casas comigo? Eu já falei nisto mas...
    - Tu sabes a resposta. E é "sim", meu tontinho!
    - Então, está decidido. - D'artagnan sorriu e deu um beijo à sua amada Constance.
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    Em casa, Kitty dava um pires de leite para Misty comer. Até mesmo bichano parecia sentir que algo se iria passar e de muito grave. Estava tão tenso como a dona.
    - Isto está critico, Misty... - Disse Kitty, afagando-lhe o dorso.
    - Isso é verdade, irmãzinha.
    - Richard... Tens mesmo a certeza? Vais mesmo com eles?
    - Kitty, sou Inglês! Tenho sangue guerreiro nas veias! - Brincou ele. - Além disso, achas que eu iria deixar os nossos amigos passar por isto sozinhos depois do que fizeram por nós? Nem pensar!
    - Sim... - Concordou Kitty. - O D'artagnan fez muito por nós e pelos outros.
    - Kitty, não quero fazer-te ficar triste mas...
    - Eu sei que ele e a Constance estão noivos e mais cedo ou mais tarde vão casar. - Disse Kitty. - Não me importo. A felicidade deles é a minha. Se o D'artagnan e a Constance estão bem, eu também estou. E se pensam que vão sozinhos, enganam-se. Eu vou também!
    - Tu. Estás. Maluca! - Exclamou Richard.
    - Richard, sou Inglesa! Tenho sangue guerreiro nas veias! - Troçou ela imitando-o. - Nunca estive tão lúcida, garanto-te! - Pegou na vassoura e brandiu-a como se fosse uma espada. - Uma mulher sabe lutar quando é preciso!
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    - Athos! Estás acordado?
    - Agora estou. - Disse ele abrindo a porta a Aramis. - Sem sono?
    - E preocupada. Precisava de falar com alguém e lembrei-me de ti.
    - Entra.
    Aramis sentou-se à mesa com Athos.
    - Também estás com emdo do que vai acontecer, não estás?
    - Estamos todos. - Respondeu Athos. Ele segurou-lhe na mão. - Mas quero que saibas que estarei aqui para te proteger. - Atrapalhado, acrescentou. - E aos outros.
    -Eu sei, Athos. E eu confio em ti.
    Athos abraçou e Aramis adormeçeu, embalada, nos seus braços.
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    - Rapazes, vamos! - Anunciou Treville. - Lembrem-se: Batam-se com bravura! Agora, é lutar ou morrer!
    Assim, mosqueteiros e guardas do cardeal, juntos, prontos para a acção.
    Aramis olhou para Athos. Bastava estar perto dele para se sentir em segurança. Talvez perdessem a batalha. Talvez até morressem. No entanto, não iriam deixar de lutar.
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    E pronto! Estou de volta! Sim, é um capítulo com muitas emoções. Está tudo preparado para o que está para vir? Prontos para ver os nossos meninos em acção? E quanto à dupla Athos + Aramis/Renée... vão haver grandes desenvolvimentos desta vez no próximo capítulo. Desculpem a demora. Sabem como é, ideias demoram a vir...
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Qua Jun 08, 2011 12:00 pm

    Ainda bem que existe mais um capítulo desta história…agora a questão que se coloca é a de saber se de facto correspondeu às expectativas que foram criadas anteriormente…

    Na minha opinião, a ideia geral é boa mas podia ter-se ido mais longe. Acho o capítulo muito resumido o que torna difícil ao leitor sentir plenamente toda a emoção que se pretende transmitir.

    Por exemplo, a cena do diálogo do D’Artagnan…até começa bem com a história que está a ser contada pelo Tommy.
    É uma boa ideia colocar aqui e neste momento da narração uma lenda da mitologia irlandesa.
    Na altura em que se prepara uma batalha é sempre bom ouvir histórias de heróis porque sempre ajuda no trabalho de preparação psicológica para os grandes momentos…

    Mas depois torna-se confuso quando o Tommy sai de cena e aparece outra personagem…é pena que se tenha que ler todo o diálogo para se saber com toda a certeza que o D’Artagnan está a falar com a Constance…é que aqui até há um momento que noutras circunstâncias poderia ser bastante emocionante e até ternurento…há um pedido de casamento mas que praticamente passa despercebido…e é pena que assim seja…


    Fraulein Andreia MC escreveu:
    As coisas vão aquecer e de que maneira! E para os fãs de Athos + Aramis, preparem-se!
    Esperava mais…muito mais mesmo… Neutral

    Não quero com isto dizer que estivesse á espera duma cena imprópria nem nada do género mas pensei que talvez houvesse algures um pegar na mão, uma troca de olhares mais atrevida ou pelo menos algo que criasse algum tipo de embaraço, daqueles de fazer corar alguma das personagens…

    Fraulein…quando dizes que as coisas vão aquecer muito, tens que cumprir com o que dizes…


    Para começar, a cena entre o Athos e o Aramis é demasiado rápida para que se possa sentir a faísca que os fãs deste casal desejam que exista entre os dois. E como se isso não fosse só por si suficiente, é ainda bastante difícil conseguir imaginar o que se passa entre eles porque faltam vários pormenores tais como a hora da noite em que Aramis bate á porta de Athos.

    É que é muito importante saber em que altura é que esta cena decorre…nem que seja para sabermos se o Athos já estava na cama a dormir!!! Cool

    Não nos podemos esquecer que quando ele abre a porta e lhe perguntam se está acordado ele responde que agora já está…quer isto dizer que antes ele estava a dormir…na cama… e aparece á porta em trajes menores!!! Será esta a situação??? Cool


    É muito importante saber todas estas coisas… wahwah

    Já para não falar no resto da cena…afinal de contas o que é que acontece entre eles?
    O texto não é claro na forma como a acção decorre…


    Fraulein…tenho que pedir desculpa por dizer este tipo de coisas mas é que achei o capítulo pouco explícito nalguns pormenores que acabam por ter muita importância…


    Falas nas ideias e isso é essencial quando se está a escrever mas também é preciso não esquecer a forma como essas mesmas ideias são transmitidas aos outros. Os autores devem ter a preocupação de descreverem o melhor possível aquilo que se passa na sua imaginação pois caso contrário correm o risco de não conseguirem que os leitores entendam perfeitamente aquilo que eles estão a idealizar.

    É muito provável que esta cena entre o Athos e o Aramis seja muito mais interessante na tua imaginação. Para mim, até me parece estar perante um Athos que provavelmente estava muito bem a dormir e que acaba por se sentir aborrecido por ser interrompido a meio da noite…mesmo que seja pelo Aramis…

    Desculpa estar a dizer todas estas coisas mas gostava mesmo que algumas das cenas tivessem mais pormenores e detalhes…

    Também tenho que confessar que quando se trata dos mosqueteiros eu quero tudo muito bem explicadinho e bem detalhado para poder saborear e apreciar bem todos os momentos … Cool
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Sex Jun 10, 2011 10:48 am

    Anbel disse: Também tenho que confessar que quando se trata dos mosqueteiros eu quero tudo muito bem explicadinho e bem detalhado para poder saborear e apreciar bem todos os momentos …

    Compreendi-te! Smile Tudo pelos nossos meninos!

    E vou cumprir a minha promessa. As coisas vão aquecer!
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por degen_aramis em Qua Jun 22, 2011 5:35 pm

    E sim, ainda estou viva!!! Razz
    Para ser concisa e breve, e não dizer nada que não seja necssário, envio esta pequena mensagem para dizer que continues a tua fic, capitulo a capitulo, uma vezes mais devagarinho, outras mais depressa, mais sempre a desenvolver a trama, à tua maneira e ao teu estilo!!!!
    Ich mag es, wie es ist - I like it as it is!!!!
    E como cada escritor é único, com o seu estilo e ideias, venham daí mais capítulos à la fräulein!!!! Razz Aquecer??? Alguém falou em aquecer??? Manda vir o calor... sunny sunny e a tempestade que se vai seguir...
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Qui Jun 30, 2011 10:00 am

    Estou a pensar em mandar vir muito calor. LOL Vamos ver se consigo. Obrigada pelo apoio. Vou continuar, sim! Smile
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Anbel em Seg Jul 11, 2011 12:20 pm

    Fraulein Andreia MC escreveu:

    Anbel disse:
    Também tenho que confessar que quando se trata dos mosqueteiros eu quero tudo muito bem explicadinho e bem detalhado para poder saborear e apreciar bem todos os momentos…

    Compreendi-te! Smile Tudo pelos nossos meninos!
    Obrigada… Very Happy
    Afinal de contas os “nossos meninos” merecem por tudo aquilo que nos têm dado e pela enorme fonte de inspiração que têm sido ao longo dos tempos.


    Fraulein Andreia MC escreveu:
    E vou cumprir a minha promessa. As coisas vão aquecer!
    Espero bem que sim…afinal de contas as promessas são para cumprir! Wink Então cá esperamos por esse “calor” e por essas cenas mais “entusiasmantes” por assim dizer…


    Fraulein Andreia MC escreveu:
    Estou a pensar em mandar vir muito calor.
    Pois…pois…Não te esqueças que esse calor tem que rivalizar com o “calor ambiente” que sentimos nesta altura do ano…A bem dizer, até era preferível que fosse um bocadinho superior…para ver se “derretíamos” um pouco a ler o próximo capítulo da fic…


    wahwah Calor wahwah


    Fraulein Andreia MC escreveu:
    LOL Vamos ver se consigo. Obrigada pelo apoio. Vou continuar, sim! Smile
    Acredito que sim, que vais conseguir… Very Happy

    A história que tens estado a escrever é interessante, coerente e lógica e enquadra-se perfeitamente no espírito da série “Anime Sanjushi”. A única coisa de que por vezes sinto falta é o aprofundar de algumas situações. Na minha opinião, algumas cenas ficariam muito melhor se tivessem mais detalhes, mas obviamente que isso é algo que fica ao critério de quem escreve…

    Por agora ficamos a aguardar o próximo capítulo… Very Happy
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    Re: A minha fanfic

    Mensagem por Fraulein Andreia MC em Ter Set 20, 2011 12:05 pm

    XXIII - A batalha

    Prontos para a batalha, mosqueteiros e guardas do cardeal juntaram-se. Era de facto incrivel. Quem diria que um dia aqueles rivais se iriam juntar para derrotar um inimigo comum... Se Porthos soubesse e contasse aos seus companheiros, estes diriam que teria bebido demais. Bom, talvez não fosse bem assim. Porthos recordou-se de Belle Ile.

    - Como aconteceu nesse dia, será melhor para todos se nos mantivermos unidos. - Disse-lhe Athos. E pelo que Porthos vira e ainda continuava a ver, essa era uma grande verdade.

    - É agora, meus amigos. - Suspirou Porthos. - É lutar ou morrer. Bem, se isso acontecer, será de pé e de espada na mão.

    - Nem mais, Porthos. - Disse D'artagnan.

    - Sabem, se há coisa que admiro em vocês, é a vossa coragem. - Confessou Rochefort. - E acreditem, vamos todos precisar dela.

    - Ah, estou ansioso por lhes dar uma lição. - Disse Porthos.

    - No que depender de mim isso vai acontecer de certeza. - Declarou Aramis. - Podem matar-me, mas tenciono levar uns quantos homens do Ramirez comigo!

    - Desse trato eu! - Disse D'artagnan. - Já jurei fazê-lo! E lembrem-se companheiros, eles podem ser bons, mas nós somos melhores!

    - Não tenho a minima dúvida disso. - Retorquiu Porthos.

    E assim foram para as portas de Paris, na expectativa. Nenhum deles sabia o que iria acontecer, se morreriam ou sobreviveriam, se venceriam quela batalha... Fosse como fosse, os mosqueteiros lutariam até ao fim e os guardas de Richelieu também pareciam dispostos a isso. Assim como...

    - Kitty?! Que fazes aqui?

    - Como é obvio, eu também vou lutar. - Respondeu a Inglesa como se fosse a coisa mais natural do mundo. - Pensam que vou ficar de braços cruzados?

    - Ninguém te está a pedir para fazeres isso. - Retorquiu D'artagnan.

    - Eu tentei dissuadi-la. Ela é teimosa. - Disse Richard.

    - Não te metas, Richard! Eu já disse e volto a dizer: Uma mulher sabe lutar quando é preciso.

    - Já tive provas suficientes disso. - Disse D'artagnan. - Mas eu preocupo-me contigo. Com todos vós.

    - Não tens de te preocupar comigo! - Evitou olhar para ele. D'artagnan notou algumas lagrimas, apesar de Kitty tentar disfarçar.

    - Kitty... É impressão minha ou temos de falar? - Inquiriu D'artagnan.




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    D'artagnan chamou-a à parte, para um pouco longe dos outros.
    - Não percebes, pois não? O quanto és importante para mim?
    - Como os meus companheiros são para mim? - Perguntou D'artagnan temendo a resposta. - Ou como a Constance é para mim?

    - A segunda... - Kitty teve a coragem de dizer.

    D'artagnan ficou sem saber o que lhe responder.

    - Não precisas de dizer nada, D'artagnan. Sei que amas a Constance e que ela também te ama. E ela... Como poderia odiar uma pessoa tão boa como ela, que foi muito amavel e prestavel para comigo? Ela é minha amiga. A primeira amiga que fiz em França. A Constance, mais do que ninguém, merece um homem como tu.

    - Mas tu também mereces. - Acabou D'artagnan por dizer. - Sabes que se perguntares se gosto de ti da mesma maneira que tu gostas de mim, a resposta é não. E lamento se isso te faz infeliz, pois não faço tenções de fazer isso a ninguém. Se eu te dissesse sim, estaria a mentir-te, coisa que também nunca farei, principalmente às pessoas que mais gosto, como tu.

    Kitty fitou-o. Desta vez foi ela a ficar sem palavras. D'artagnan secou-lhe uma lagrima.

    - Sim, Kitty, tu também és importante para mim. Não da maneira que gostarias, mas és.

    Kitty sorriu. - Seja, D'artagnan. Sê feliz, porque a minha felicidade é a tua.


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    - Eles chegam daqui a umas horas. - Avisou Villefort. - Preparados?

    - Sim.

    D'artagnan lançou-lhe um olhar de ódio. Era dificil de suportar. Villefort estava com eles, estava do lado deles... talvez. Mas como conseguirir aguentar lutar ao lado do homem responsavel pela morte do pai? Parecia que Villefort queria dizer-lhe algo, no entanto D'artagnan não lhe deu hipótese.



    Finalmente os Espanhois chegaram. Ramirez liderava. Aproximou-se dos Franceses com o seu habitual ar presumido.

    - Muito bem, meus senhores. - Começou ele. - Por muito que vos custe acreditar, nós somos misericordiosos. - Á cabeça de D'artagnan veio a mesma palavra que aos outros companheiros: "Mentiroso". - Por isso pensei em fazer-vos uma proposta.

    - E que proposta é essa? - Perguntou Treville.

    - Bem, se vós vos renderdes, poupar-vos-emos a uma morte lenta e dolorosa. - respondeu ele de forma maquiavélica.

    - E se não quisermos.

    - Temo um grande massacre se isso acontecer.

    - Se pensais que nós nos rederemos - Interviu D'artagnan. - estais muito enganados. Se morrermos a lutar, que assim seja!

    - Então, é essa a vossa escolha. - Disse Ramirez. - E tu, Villefort, nunca pensei que fosses descer tão baixo! Pensei que sabias a quem deves ser leal.

    - E pensaste bem. - Retorquiu Ramirez. - Eu sei a quem devo ser leal. E é aos mosqueteiros e à França.

    - Como queiram. Homens, ao ataque!

    A batalha começou. D'artagnan avançou, sem pensar no que lhe iria acontecer. A única coisa que lhe vinha à cabeça eram os seus companheiros, Contece e Kitty. Não iria permitir que lhe acontecesse alguma coisa.

    Alguns mosqueteiros e guardas de Richelieu ficaram feridos mas não sem também apanharem uns quantos inimigos.



    Até que...

    Mercedes conseguira apanhar Aramis.

    - Ora, ora, ora, parece que agora os papeis inverterem-se. Muito bem, agora sou eu quem decide as regras do jogo.

    - Larga o Aramis já! - Disse Athos num tom autoritário mas sem consguir disfarçar uma ponta de súplica.

    - O cavalheiro a defender a sua dama! Que lindo! Sim, eu sei que ela é uma mulher! - Disse Mercedes sarcasticamente e aproximando ainda mais o punhal do pescoço de Renée. - Vamos fazer o seguinte: Vocês rendem-se e eu poupo-a. Senão... mando-a direitinha para o Inferno para depois se juntarem a ela!

    - Se lhe tocas num só cabelo... Se lhe fazes algum mal... Juro por Deus que...

    - Que fazes o quê? Não estás em posição de exigir nada. Sou eu quem decide, já disse. Sempre decidi! Sabes, eu não acredito no destino. Sou eu que faço o meu próprio destino. O que conquistei foi por conta própria!

    - Mercedes!

    - Ramirez, já disse que não mandas em mim! Podes me ter livrado da fogueira mas isso não significa que eu seja o teu peão!Deixa que eu trato deste assunto, sim?

    - Então, o que decides? - Perguntou Ramirez. - Olha que ela não é para brincadeiras!

    Aproveitando, Renée conseguiu libertar-se e derrubar Mercedes, pondo-a à mercé da sua espada.

    - Agora sou eu quem dita as regras. - Renée declarou. Athos brindou com um sorriso cumplice que ela retribuiu.

    Os mosqueteiros e os guardas do cardeal, unidos pela mesma causa continuaram, com toda a esperança que tinham, sem desistir.

    - A minha irmã não, seu canalha! - Gritou Richard, derrotando um dos homens de Ramirez que quase matara Kitty.

    Albert também conseguiram desarmar uns quantos. E mais uma vez a força bruta de Porthos não os deixou ficar mal.

    - Tive medo de te perder. - Deixou escapar Athos enquanto lutava, ao lado de Renée.

    - E eu a ti. - Respondeu Renée.

    - Tu és a mulher mais maravilhosa que algumas vez conheci e é uma honra lutar ao teu lado. Sei que não me magoarias como me fizeram no passado.

    - Bem, está na altura de deixarmos os passado atrás das costas. Como já disse, agora quem faz as regras sou eu.

    - Bem, mas agora temos uma batalha para travar. Falamos depois disto.

    - Sim, é melhor.

    E os dois riram-se. Renée nunca se sentira tão forte como naquela altura. Era se fosse invencivel por ter Athos ao seu lado.

    Enquanto isso, D'artagnan continuava a luta com Ramirez. O Espanhol podia ser um excelente espadachim. No entanto nada podia contra a intrepidez do Gascão. D'artagnan esforçava-se e levantava-se por mais que apanhasse.

    Tudo aconteceu muito depressa. Quando Ramirez se preparava para dar o golpe de misericórdia, Villefort adiantara-se e pusera-se à frente de D'artagnan ferindo mortalmente Ramirez, acabando por ser ferido também.

    - NÃO!!!

    Palido como a cal, aproximou-se de Ramirez. Por muito mágoa que tinha de Villefort... Não, não podia ser! Ele estava do lado deles! Arriscara a vida para salvar a sua! Não podia morrer!

    - Villefort! Villefort! Não feches os olhos! Não nos deixes!

    - Não te preocupes, rapaz. - Disse ele com voz débil. - Está tudo bem. Agora eu e o teu pai estamos quites. Salvou-me a vida, eu salvei a do filho.

    D'artagnan não conseguiu evitar que as lagrimas.

    - Achas que ele me vai perdoar, rapaz?

    - Claro...que sim. E... eu também.

    - Lutaste bem, rapaz. És tão corajoso como o teu pai. E tão bondoso como a tua mãe. Sim, nisso sais mesmo a ela, a doce e bela Françoise. Ela conseguia ver o lado bom das pessoas. Uma força da natureza, mesmo com uma saude frágil.

    Agora D'artagnan compreendia.

    - Amava-a muito, não era?

    - Com todas as minhas forças. Mas ela amava o teu pai e ele amava-a. Que podia eu fazer? - Confessou ele, resignado. - Ouve, a vida de mosqueteiro não é um mar de rosas. Não é só as galas, os uniformes e a glória. Vais sofrer muito. Mas um mosqueteiro tem de aprender a aguentar tudo, até a dor. Não desistas seja do que fôr. Fazes isso por mim?

    - Sim. Fa-lo-ei.

    E assim ficou ao lado de Villefort até este fachar os olhos para nunca mais os abrir. Morrera. Os Franceses tinham vencido, mas D'artagnan não festejava.

    - Foste o homem mais corajoso que alguma vez conheci. Adeus, Vilefort. - Despediu-se D'artagnan.


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    No palácio, o rei Luis felicitava-os por mais uma batalha bem sucedida.

    - Mais uma vez permitam-me dizer que estou muito orgulhoso de vós. Houve perdas mas esses homens serão honrados. Villefort, por exemplo não será esquecido. Renée D'Herblay, há que quero dizer-vos.

    A tremer dos pés à cabeça, Renée aproximou-se do rei.

    - Normalmente uma mulher que ousa fazer-se passar por homém é castigada.

    Renée estava cada vez mais amedrontada.

    - Tal não irá acontecer desta vez. Depois dos teus feitos, terás o meu perdão.

    - Obrigado, majestade. Muito obrigado.

    - Depois de uma tempestade vem a bonança. Tudo acabou bem, graças à vossa coragem.

    D'artagnan, Constance, Kitty, Albert e os três mosqueteiros sairam do palácio. Lá fora a aurora despontava. Parecia indicar um novo começo. Athos beijou Renée enquanto que os seus amigos mostravam-se muito felizes por eles. Muita coisa acontecera. Muita coisa mudara. Mas a amizade deles iria sempre prevalecer.


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      Data/hora atual: Seg Nov 20, 2017 7:19 am